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16 novembro 2011

Entrevista à Rádio Deutsche Welle, sobre "Angola,..."


Entrevista dada ontem à Rádio Detsche Welle, à jornalista Nádia Issufo, e hoje retransmitida conforme se pode ver no acesso acima, a partir dos 10'25" (sensivelmente a meio). Neste programa há também material referente à visita de Pedro Passos Coelho, que hoje faz a Angola (será que os governantes lusosainda não aprenderam que Angola não é só Luanda?)

NOTA: Caso não consigam ouvir podem ler, a entrevista no blogue "Acalmar as almas" da jornalista Nádia Issufo.

01 janeiro 2009

Análise de 2008 dos PALOP pela rádio DW

Tal como previsto a secção portuguesa da rádio alemã Deutsche Welle – a mesmo que patrocina o The BOB’s – apresentou, através da sua jornalista Nádia Issuf, uma análise retrospectiva do ano 2008 e o que se espera para 2009 dos países africanos de expressão portuguesa.

Na rubrica da manhã (ouvir
aqui) e repetida na da noite (ouvir aqui) foram analisados Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau (aqui uma referência ao jornalista Bissau-guineense falecido no passado dia 26 de Dezembro não sem antes ter transmitido esta sua última reportagem), Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Sobre Angola coube-me a mim a honra de proferir uma análise que podem ouvir acedendo à ligação acima, no “iniciar do download” colocando o cursor nos 4’40” quer numa quer noutra rubrica.

28 novembro 2008

Luanda tem nova rádio

Foi apresentada à Comunicação Social e à população da cidade da Kianda uma nova rádio, a Rádio Mais, que vai operar em FM, na frequência dos 99,0, devendo a sua emissão regular começar amanhã.

A notícia que repescada da TPA Internacional é omissa, pelo menos não consegui percebê-lo, talvez por defeito auditivo meu, se é uma rádio privada ou mais uma do Grupo RNA. Todavia, e na busca pelos portais independentes, consegui saber que é do grupo MediaNova que, por acaso, tem algumas personalidades cuja a independência política é, no mínimo, questionável.

Mas como acredito que o profissionalismo dos seus jornalistas e locutores é superior aos interesses políticos vigentes ou emergentes vamos aguardar que a Rádio Mais esteja também no espaço netiano e possam os ter uma opção mais credível quanto à radiofonia angolana.
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NOTA: Segundo o jornalista Wilson Dadá, no seu "Morro da Maianga" a nova Rádio já conseguiu uma colaboração com a BBC retransmitindo, diariamente, apontamentos informativos desta emissora britânica. Um a zero para a Rádio Mais

04 agosto 2008

Presidente Eduardo dos Santos falou ao País…

numa mensagem em véspera da abertura oficial da Campanha eleitoral.
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Depois de ter apelado a todos os cidadãos, partidos políticos e coligações partidárias para manterem uma postura responsável durante a campanha eleitoral e a votação, respeitando a lei e a ordem estabelecida, Eduardo dos Santos considera que as próximas eleições em Angola serão, ou poderão dar, "… um exemplo" ao continente e ao mundo "sobre a forma como realizar eleições democráticas, livres e transparentes" porque, segundo o Presidente a campanha e o acto eleitoral, assim ele o espera, irão decorrer com um alto padrão de civismo.

Para Eduardo dos Santos, não há razões para se alimentar qualquer pensamento pessimista ou derrotista dado que os Angolanos são "um povo pacífico e amante da liberdade que está consciente de que as grandes conquistas no domínio político, económico e social só se obtêm na paz, na estabilidade e na concórdia social".

Nada mais verdadeiro.

Lamentável que alguns correligionários seus pareçam ainda não ter compreendido isso. Mas talvez depois de ouvirem a Voz calma do “Príncipe” se mentalizem que as eleições não são mais que uma pequena cruz num papel e que serve, primordialmente, para saber qual o partido ou coligação que deverá Governar a grande empresa que se chama Angola!

Apesar da maioria dos observadores com quem já falei considerarem que esta foi uma mensagem de esperança virada mais para o exterior, quero acreditar que será no interior que ela terá mais impacto.

Porque acredito que 16 anos de “exclusividade” – má, péssima exclusividade – e 6 anos de Paz em construção terão criado novas mentalidades e novos gestores para o País e que estes saberão com calma e com a educação de que os Mais-velhos são credores – apesar de alguns devessem era se calarem e fazerem, mal, mas que o façam se isso for bom para Angola, comprarem quintas no estrangeiro –, afastá-los gentilmente do poder.

Entretanto, e já agora, poderão ouvir amanhã na secção portuguesa da Rádio Deutsche Welle, a partir das 5,30 horas da manhã (vai se manter até à edição da noite, das 19,30 horas) uma entrevista que concedi àquela Rádio de audiência mundial, sobre a campanha e as eleições angolanas que se avizinham (experimentem ouvir directamente daqui, colocando o cursor nos 5 minutos).
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Foi também publicado no portal noticioso Angola24horas.com, de 5/Ago/2008, juntamente com o apontamento sobre o comício do MPLA em Zonga.

08 julho 2008

Depois da polémica, o bom senso… e volta a polémica

Como a polémica já estava a ultrapassar os limites territoriais nacionais e havia o perigo da Lei poder bater no Tribunal Constitucional o que seria uma derrota política não bem digerida, o MPLA acabou por, e com muito bom senso, desistir da peregrina ideia de prolongar por mais um dia as eleições.
Ou seja, as eleições para as legislativas angolanas vão se realizar unicamente a 5 de Setembro próximo.
Mas como parece que dentro do MPLA há quem goste de polemizar as coisas – ainda não perdi a esperança que também eles hão-de ser atacados pela boa democracia – e porque internamente as coisas parecem não estar muito bem – veja-se o mal-estar com as listas do “M” – agora viraram-se para as ondas hertzianas.
Já não lhes bastava impedir a Rádio Ecclésia-Emissora Católica de Angola de se expandir pelo País, querem mandar calar uma emissora comercial, criada no âmbito dos Protocolos de Paz assinados entre a UNITA e o Governo/MPLA, a Rádio Despertar, estabelecida em Viana, perto de Luanda, porque, segundo afirmam, as suas emissões, ultrapassam os 50km de raio a que está destinada.
Por acaso, uma emissora que, só por acaso, viu a sua frequência ser quase abafada logo no início por uma emissora local do grupo RNA.
Pois, e conforme o próprio Instituto regulador das ondas hertzianas reconhece, há momentos, devido a alterações climatéricas, que as frequências podem se expandir para além do seu limite natural.
Mas como isso não conta, e a um pedido (leia-se ordem) de Noberto dos Santos "Kwata Kanawa", secretário para informação do MPLA – pensava que era o Governo que deveria intervir e não, nunca, um partido (como se estivéssemos em regime de partido único – desculpem se me enganei –) em seu nome – a INACOM (Instituto Angolano de Telecomunicações) com a aceitação do ministro dos Correios e Telecomunicações, Licínio Tavares Ribeiro, decidiu suspender as emissões da Rádio despertar por 180 dias.
Mera casualidade pelo facto da rádio ser naturalmente afecta á UNITA e ter aberto as suas ondas à população em geral onde faziam as suas queixas.
Como diriam os mal-intencionados, e se eu fosse um deles era o que diria, tudo para evitar eventual derrota do “M”. Como não sou mal-intencionado acredito que foi só… por mero acaso esta suspensão que, ainda assim, pode ser e sêlo-á por certo como já o afirmou um dos responsáveis da Rádio, contestada.
Cabe ao Tribunal Supremo, bem assim, à CNE que ao Tribunal Constitucional, mostrar que Angola caminha para uma verdadeira Democracia parlamentar e pluralista e que tudo não passa de um pequeno problema técnico mal interpretado…
Ou seja depois de acabarem, salutarmente, com uma polémica fazem emergir outra.
Naturalmente há que afastar maus-espíritos e péssimas atitudes de gestão de um lado para o outro…

31 março 2008

Bispo critica repórter

É possível que o que o repórter tenha visto fosse verdade.
Mas isso, e nesse aspecto concordo com as críticas públicas do Bispo auxiliar de Luanda, D. Anastácio Kahango, não deveria ser dito publicamente e em directo mas denunciado às autoridades e, só na ausência de alguma atitude destas, feita a denúncia pública.
O repórter da Rádio Ecclésia terá dito pelos microfones que os socorristas só se preocupavam em procurar dinheiro entre os escombros em vez de vítimas.
Uma acusação grave que não acredito que fosse generalizado como o repórter fez crer.
Mas, não deixa de ser um pouco estranha a rápida ida do Bispo aos microfones da Rádio Ecclésia para atacar o repórter.
D. Anastácio Kahango quis prestar a merecida homenagem aos socorristas e ao seu labor na incessante busca de vítimas. Poderia e deveria tê-lo feito sem colocar em causa o trabalho do repórter. Ao fazê-lo e do modo como o fez acabou mais por sancionar as palavras críticas do repórter do que apagá-las.
E se lembrarmos que já não é a primeira vez que um repórter da Rádio Ecclésia é desautorizado pelos seus superiores eclesiásticos começa a ser preocupante esta atitude da Rádio Ecclésia.
Será que temem ser calados antes das eleições como já o tentaram com a Rádio Despertar?
Mais importante que denunciar o repórter e a sua falta de sensibilidade perante o drama dos luandenses o senhor Bispo deveria criticar os responsáveis – onde é que eles estão? – do DNIC por o edifício ter começado a ruir à 1 da manhã – ou às 23 horas, mais grave ainda, como afirma um dos sobreviventes preventivamente detido – e nada terem feito para retirar as pessoas antes da derrocada total às 4,30 da manhã que já provocou mais de dezena e meia de vítimas cujo o único crime oficial!!! era estarem no local errado à hora errada.
Essa é que seria uma atitude corajosa do senhor Bispo!

10 janeiro 2007

RDP-África expande em Portugal no dia que um novo portal de notícias quer aparecer

Parabéns à RDP-África que saiu do “gueto” português de Lisboa e, desde hoje, passou a ser ouvido no Algarve (FM 99.1) e em Coimbra (FM 103.4) zonas onde a comunidade africana, em grande parte devido aos campus universitários, está bem implantada.
Para quando o Porto onde está uma enorme comunidade africana, nomeadamente, angolana?

Entretanto, e segundo a informação colocada no portal, a partir de hoje deverá ser disponibilizada na Internet um portal de Notícas que se diz querer ser independente, em Português e Inglês, para melhor servir Angola. É a AngolaVox que pode ser acedida aqui. Vamos esperar que nos mostre as Notícias.

25 dezembro 2006

Os dias da rádio ainda o são em certos lugares

Às 24 horas de 24 de Dezembro ou às 00 horas de 25 de Dezembro, conforme a interpretação de cada um, há precisamente 100 anos, um engenheiro canadiano, Reginald Fessenden, emitia a partir de Boston, EUA, a primeira emissão radiofónica transmitindo uma melodia de Natal tocada por ele mesmo num violino e passagens da Bíblia. Na altura, foram os navios ao largo da cidade quem primeiro recebeu a primeira emissão radiofónica do Mundo (aceder aqui à primeira emissão)
Cem anos depois, a Rádio ainda junta povos, em volta de transístores, sendo o único veículo informativo e formativo de inúmeras comunidades como, por exemplo, nas regiões mais interiores de África.
Cem anos depois, ainda é a Rádio quem me faz sentir vivo principalmente quando se tem a oportunidade de acordar ao som discreto, ou vibrante, de um qualquer tipo de música.
Cem anos depois, ainda é a Rádio quem, primeiro, mais facilmente nos transmite, e a vós, o perfume dos nossos países.
Como recordo, com saudade, a voz calma de Sebastião Coelho ao oferecer-nos uma xícara de café quente ou a voz estonteante e forte de Francisco Simmons a relatar – como só ele sabia – uma partida de basquetebol ou de hóquei em patins, ou a voz bem timbrada de Pedro Moutinho, no Rádio Clube do Lobito, a dar-nos as últimas notícias do dia. Era na rádio que ouvíamos as emissões dos movimentos de Libertação, ou da Voz da América, ou a Rádio Moscovo, ou Voz da Suiça, ou a sempre actual BBC – a primeira emissora a despertar-me para o Golpe dos Capitães, nas primeiras horas da madrugada, estava eu em pleno alto mar, no Infante D. Henrique, já que regressava à minha Angola depois de uns meses vividos em Portugal.
Foi também na Rádio que pela primeira vez ouvi a voz quente do pai do soul, James Brown, hoje falecido. O éter ganhou mais uma estrela e mais sonoridade; a Rádio ficou menos rica embora nos valha o seu arquivo.
Ok! admito!! Provavelmente andará por aqui uma galopante PDI, mas que a Rádio ainda é Rádio, lá isso é.

01 abril 2006

RDP África, 10 anos

Parabéns à RDP-África pelos 10 anos que hoje comemora em prole de África, da Lusofonia e da cultura africana.
Pena é que, em regra, se esqueça dos valores que, embora africanos, estão em outras latitudes e que lhe são informados por e-mail - aqueles que estão nos contactos.
Mas como o tempo é pai e mãe de todas as virtudes há sempre que esperar que, um dia, esteja à frente da Rádio e Televisão de Portugal alguém que, realmente, goste de África e pense que o continente africano não é só o que hoje é, ou era,... uma região de conflitos, de secas, de doenças, de mau-gestores e corrupção. Como diz um trecho bíblico, e desculpem a ressonância, "quem não tem pecados..."

20 novembro 2005

Rádio e Televisão guineense têm novos directores

Governo de Aristides Gomes nomeou novos directores para a Rádio e Televisão guineense.
De acordo com o despacho daquele Governo, as demissões deveram-se ao facto daqueles órgãos informativos estarem a operar "defeituosamente". E com os antigos directores foram despedidos 13 funcionários, a maioria jornalistas, da Televisão guineense.
Segundo aquele despacho para a reestruturação da TVGB contribuiu o facto do quadro de pessoal ser considerado pelas novas autoridades como "pletórico" (Dicionário Universal de língua portuguesa, "pletórico": relativo a pletora; pletora: grande quantidade; excesso de humores ou sangue; excesso de seiva; superabundância. – cada um que tire as conclusões).
De notar que o novo director da TV guineense é, simultaneamente, assessor de imprensa do primeiro-ministro. Só por mero acaso.
Tal como por mero acaso os dois novos directores, Lamine Diatta e Eusébio Nunes, foram activos participantes na campanha que levou “Nino” ao poder.
Também só por mero acaso que os anteriores directores terem sido nomeados há cerca de 3 meses pelo executivo de Gomes Júnior.
São só coincidências.

Fonte: Panapress

14 setembro 2004

Angola: Comissão Diocesana de Justiça e Paz

Na apresentação de hoje dos relatórios anuais, destacaram-se os problemas surgidos com (i) os reassentamento das populações regressadas e deslocadas, tendo sido dado com exemplos os casos dos Bosquímanos refugiados na Namíbia que quando regressarem não poderão recuperar a sua principal actividade recolectora dado o seu principal meio de subsistência - a caça - ter desaparecido com a guerra-civil, e os problemas ocorridos no Kuando-Kubango devido aos "kits de sobrevivência" geradores de tensões entre os regressados e as populações locais mais pobres; (ii) as deficientes ou inexistentes emissões da Rádio Ecclésia (Emissora Católica) que, apesar de tudo e pelo facto de Luanda retransmitir trabalhos radiofónicos de correspondentes locais, têm provocados tensões entre responsáveis diocesanos e administradores locais; (iii) por fim a sobrelotação da maioria das cadeias angolanas devido ao excesso de prisão preventiva (parece ser um mal lusófono).
Os restantes dias serão para debater as Eleições, a Transparência Governativa e o Desarmamento da População Civil. Nestes painéis participarão membros governamentais e responsáveis da polícia nacional que debaterão com entidades não-governamentais convidadas pela Organização do evento.
Ficaremos a aguardar mais desenvolvimentos bem assim as eventuais conclusões que os debates, por certo, gerarão. O assunto interessa a todos, em particular aos angolanos.