04 junho 2006

Obras megalómanas?

A administração do Banco Central de STP queria fazer obras de ampliação, num edifício qualificado, no montante de 8 milhões de dólares!!!
A obra, inicialmente prevista nos orçamentos de 2005 e 2006, foi travada pelo novo governo santomense quer pelo seu elevado montante quer pela não prioridade da mesma.
Realmente alguém me explica a quem interessaria estas obras de ampliação em vez de remodelação?
E porque é que já pagaram 30% da sua execução à empresa construtora da mesma? E, já agora, quem era (é) ela?
Pelos vistos alguém anda já a pensar em gastos megalómanos antes do dinheiro do petróleo entrar; ou seja, alguém já anda a contar com o ovo no cu da galinha…
Por este andar, ou me engano muito, ou já estará alguém a preparar a cama a este governo…

ADENDA: Sobre este assunto poderão ler no Notícias Lusófonas um artigo de opinião sob o título "A quem interessam obras megalómanas?". Em caso de dificuldade podem aceder através da rubrica "Opinião" do NL.

Peru, e as presidenciais dão…

(© Cartune do La Republica)
Os cerca de 16,5 milhões de eleitores peruanos vão hoje escolher o presidente que irá substituir Alejandro Toledo, aquele que, nos últimos anos, quase conseguiu pôr o país nos trilhos do desenvolvimento económico.
Se estas fossem umas eleições presidenciais normais, os sufragados seriam Alan Garcia Perez, o antigo e inepto presidente, mas que segundo as últimos actos fazem crer ter aprendido e melhorado, e o coronel Ollanta Humala Tasso, um militar que tentou liderar um golpe contra Fujimori, com recentes trocas de correspondência com Montesinos, antigo e corrupto membro dos serviços secretos peruanos, além do claro e inequívoco apoio do presidente venezuelano Hugo Chavez, o seu grande ídolo.
E este é o grande problema das eleições peruanas.
Aliado aos 20% de indecisos que poderão fazer pender a balança para um ou outro lado – as sondagens dão cerca de 55% para Garcia e 45% da Humalla – quem, realmente, irá estar a ser escrutinado não será nem Alan Garcia nem o coronel Ollanta Humala mas tão só, e unicamente, Hugo Chavez e os últimos actos políticos da nova esquerda radial latino-americana.
E quem vai estar de olhos nestas eleições serão os EUA, para quem já basta um Hugo Chavez, os políticos mexicanos com eleições próximas e com uma esquerda liberal em ascensão e os seus vizinhos mais próximos.
Veremos, amanhã, quem os peruanos escolheram. A estabilidade ou a confrontação.
Pede-se, tal como o presidente do Jurado Nacional de Elecciones, que os candidatos – e já agora os seus vizinhos – respeitem os resultados e a vontade popular

02 junho 2006

Angola 2 – 3 Turquia

Um muito bom jogo de preparação para o Mundial 2006 que Angola está a realizar na 1ª parte e que Angola ganha por 1-0, com a marca de Mendonça, Figueiredo & Akwá, o autor.
Especial destaque para o “puto” Zé Kalanga que, no lado direito, tem feito gato-sapato os muadiés turcos.
Vamos lá ver a 2ª parte…

A segunda parte de Angola foi sofrível, mesmo muito fraca, apesar do segundo golo marcada pelo aviador Love. Ainda assim, na segunda parte, o “puto” ZK, embora menos activo e alegre, foi das melhores peças.
Uma coisa ficou bem patente.
A Angola falta-lhe um patrão na defesa e essa falta deve-o à UEFA que não autorizou a inscrição de Pedro Emanuel e de Chainho. Um Bravo à UEFA pela sua interpretação jurídico-desportiva!!!!
E aquele terceiro golo turco parecia mesmo com o sofrido por Portugal (dos sub-21) não sei se com a França e com a Sérvia-Montenegro. Coisas que tornam o futebol interessante e imprevisível.
Angola precisa de manter a consistência patenteada na primeira parte para poder fazer mais que papel de mero espectador no Mundial 2006.

Agora vamos lá a ver o que, na Colónia, a 11 de Junho, os ex colonizador e colonizado farão…

ADENDA: Por muito que possa ter razão, não será com frases como a proferida aos microfones, que Mantorras lá vai. Um pouco mais de calma, paciência e espírito de grupo talvez não lhe fizessem mal. É que haverão 3 jogos para se afirmar e, quem sabe, dar o salto.

Fórmula 3, Bandeira angolana no pódio

Há tempos referi que Angola, e mais concretamente a Sonangol, patrocinava um piloto angolano, Ricardo Teixeira, na Fórmula 3 britânica como trampolim para a Fórmula rainha do desporto automóvel, onde começava a despontar como um bom piloto.
Tal como na altura, continuo a pensar que haverá mais razões para aplicar estes apoios em outras causas mais importantes.
Mas como também reconheço que o desporto é muitas vezes um dos – senão mesmo, o – principal motor de arranque quer de uma economia quer do levantar da moral de um povo, não posso deixar de assinalar o terceiro lugar de Ricardo Teixeira, ao volante de um Dallara Honda, da escuderia Carlin Motorsports, na primeira prova - primeira manga - oficial britânica realizada em Donington Parque. Na segunda manga, partiu o motor quando ia em segundo lugar.
Que os Palancas Negras o tenham, também, por incentivo.

01 junho 2006

Um caos chamado Somália

(uma criança somali a quem o Dia Mundial nada diz)

Um caos que a derrota norte-americana e o seu fracassado “Restaurar a Esperança”, em 1992, bem assim a da complacência internacional vai mantendo no Corno de África.
Falo, naturalmente, da Somália e dos senhores da guerra e das milícias que pululam num território que, em tempos, a Comunidade Internacional reconhecia como país.
Falo de uma região que pela sua localização geográfica é como “um Gruyère ou um Parmesão” para os ratos que querem dominar o estreito e a entrada para o Golfo de Adem, para o Mar Vermelho e, subsequentemente, para o Canal de Suez?
De que servem os inúmeros apelos que algumas organizações como a ONU e a alguns dos seus departamentos fazem aos velhos “senhores da guerra” solicitando-os que parem de impedir os civis feridos de receber assistência e protecção durante os confrontos na cidade quando também nesses confrontos estão outros “parceiros” poderosos como as milícias dos “Tribunais islâmicos” que segundo aqueles, estarão ligados à al-Qaeda mas, que, claramente, são financiados por fundos sunitas e por islamitas radicais?
De que serve à Somália ser o único país africano com uma única língua falante (o somali, havendo também quem fale árabe, inglês e italiano) se ninguém se entende?
De que serviu termos “celebrado” o Dia e o Mês de África se no seu seio há uma entidade que não se entende, mantém-se em constante caos e poderá num futuro, infelizmente não longínquo como gostaríamos, estender pelos seus vizinhos e, fatalmente, por uma grande região africana. E o Darfur ali tão perto…
Tantas questões e uma só evidência: um caos perdura há tempo demais em África!!

Cavaco e Timor-Leste

"Numa alusão à reunião de hoje e terça-feira do Conselho de Estado timorense, Cavaco Silva [presidente da República Portuguesa - terá sido mesmo um "lapso de linguagem?"] disse existir esperança que "a reunião possa trazer mais paz e tranquilidade ao território" [!!!!], permitindo aos portugueses residentes no país "prosseguir o seu trabalho"(...)."(in: RTP-informação; o que está entre os [...] é meu.)
E pensava eu que Timor-Leste, ou Timor Lorosae, era uma Nação independente...