07 junho 2015
Angola e a Perspectiva de adoptar o Acordo Ortográfico - artigo
17 fevereiro 2012
Angola vai adoptar o Acordo ortográfico?
"Ainda recentemente o Jornal de Angola (JA), através de um dos seus habituais e (in)caraterísticos editoriais, alguns sob assinatura, criticava o estímulo à adopção do novo Acordo Ortográfico porque, afirmava e bem, que havia coisas “na vida que não podem ser submetidas aos negócios”.Acrescentava o JA que ninguém “mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas. O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português”.
Recorde-se que, até agora, tal como Moçambique e Guiné-Bissau, Angola ainda não ratificou o Acordo.
Bom, qual não foi a minha surpresa hoje, ao ver no Deutsch Welle, que Angola está a estudar a implementação do Acordo “sensível” no País.
De acordo com o portal alemão, na sua boa secção lusófona, Angola, que preside à CPLP, está avaliar procedimentos para adoptar a nova ortografia em conjunto com países que já aprovaram o acordo (no caso, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste). (...)" (continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado na secção "Lusofonia" do
11 dezembro 2010
Portugal aplica acordo (ortográfico) em 2011
"Segundo o Ministério da Educação português, a nova ortografia saída do Acordo ortográfico vai começar a ser aplicado a todo o ensino lusitano a partir do ano lectivo de 2011/2012.Até aqui nada de novo, a não ser o velho e proverbial método português de fazer as coisas tardes e a muito más horas. Só assim se explica que comecem a aplicá-lo, intempestivamente, diria, não no início do ensino obrigatório, mas logo a todos os graus deste ensino.
Como irão as crianças apreender as novas palavras depois de quase lhes terem “enfiado”, quase à pressão, como é habitual, as normas antigas de escrita?
Como vão explicar às crianças que agora não devem escrever que “a humidade é má para os metais e para os pára-choques e os factos e as acções penalizadas quando incorrectas” mas que devem escrever que “a umidade é má para os metais e para os párachoques e os fatos e as ações penalizadas quando incorretas”?(...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
30 dezembro 2008
2009 molda a língua e traz novo país lusófono…
A nível linguístico começa logo no dia 1 de Janeiro com a entrada em vigor da nova grafia da língua portuguesa, o Brasil, ao contrário dos restantes signatários do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, vai ser o primeiro país do espaço lusófono a implementar uma Acordo com 18 anos – esperou pela maioridade – enquanto a maioria vai implementar aos poucos ou quando politicamente for conveniente.
Esquecem-se que em 2013 todos deverão ter de o aplicar conforme está disposto no Acordo de 1990, mesmo que isso provoque alguns embaraços linguísticos quer na juventude lusófona – que ainda não sabe quando deve utilizar em paralelo as duas formas gráficas –, quer nos académicos - que por natureza são contrários a mudanças que não passem por eles primeiro e que venham dos políticos –, quer a nível de editoras que têm de rever os seus textos sob pena de os olharem com arcaicos, quer, e principalmente, a nível dos leitores e dos ouvintes que mesmo sem acordos celebrados ouvem cada alteração na língua produzida por locutores televisivos que assustam. (...)" (Pode continar a ler aqui ou aqui)
01 julho 2008
O Acordo Ortográfico na análise de um pedagogo brasileiro
"Como se recordam já aqui foi deixada a minha posição sobre o Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa.Rildo Ferreira dos Santos, assim se chama o meu interlocutor, aceitou o desafio, como ele diz, e discorreu um longo artigo no seu blogue (Pedagogos do Futuro) que merece uma reflexão e leitura atentas.
16 maio 2008
Sim ao Acordo Ortográfico e ao 2º Protocolo Modificativo
"Há um grupo de pessoas que, embora merecendo o meu respeito, não acolhem a minha concordância sobre a questão Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa e que está muito na ordem do dia quer no Brasil, quer em Portugal.18 abril 2008
Acordo Ortográfico no "Café Luso"
Por norma são sempre duas sensibilidades diferentes que apresentam as suas teses antagónicas; embora por vezes mais complementares que antagónicas.
A última proposta prende-se com a Acordo Ortográfico e o facto (ou fato) de uma comissão do Ministério da Educação do Brasil avançar que o Acordo começará a ser implementado neste país a partir de 1 de Janeiro de 2009, quando, juridicamente, o mesmo já deveria estar em vigor porque foi já assinado por três países membros da CPLP: Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe como prevê o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Julho de 2004 (Ah! não esquecer que o protocolo original, de 1990, já tinha sido ratificado também por países, entre eles, Portugal, além do Brasil e Cabo Verde).
Ao “confronto” foram convidados dois distintos jornalistas angolanos com a particularidade de um, Orlando Castro (OC), viver e trabalhar em Portugal e, por esse facto, sentir mais o impacto do “português euro-imperial” e o segundo, Jorge Eurico (JE), exercer a sua profissão em Moçambique, embora vagueie por Angola e Cabo Verde, sempre que necessário, e, por essas razão sentir o impacto do “português africano”.
Um pelo Não, outro pelo Sim, mas próximo do nim!
Deixo-vos aqui um cheirinho do que escreveram, podendo ler as suas crónicas, na íntegra, acedendo aqui.
Brasília pode, finalmente, embandeirar em arco e lançar foguetes por ter convencido Lisboa, Luanda, Praia, Maputo, Príncipe, Bissau e Dili — e por arrasto a antiga Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu, Dadrá e Naga-Aveli), Macau, Guine-Equatorial – a adoptarem uma só grafia com o nobre e oportuno propósito de unir a língua (portuguesa) escrita.
(…)O linguista Malaca Casteleiro, defensor do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, defende ser necessário “um período de adaptação que não deve ser inferior a quatro anos para permitir as alterações em dicionários, manuais escolares e para a aprendizagem das alterações ortográficas”.
Subscrevo literalmente a opinião de Malaca Casteleiro. É preciso que se dê tempo ao tempo e aos Estados que têm o português como Língua Veicular para que se adaptem às modificações ora «impostas» pelo Brasil ao mundo lusófono.
Aliás, deverá ser por esta razão que o presidente moçambicano Armando Guebuza afirmou que o seu Executivo está a analisar o Novo Acordo Ortográfico e depois de o analisar irá ratificar. E como eles há muitos que assim pensam e assim procederão.
Sou, portanto, contra o Acordo Ortográfico. Admito, quando muito, que se deixe que sejam o tempo e os protagonistas a transformar a língua, a dar-lhe eventualmente diferente grafia, tal como acontece com a introdução de novos termos.
(…)Não cabe aos que defendem o português, contudo, abdicar a atirar a toalha ao tapete quando podemos ser poucos, mas podemos ser bons (sem querer dizer que os outros são maus). (…).
Por isso, esta é para mim, uma questão de identidade e de honra que deve continuar a ter as suas próprias características, respeitando a dos outros e convivendo em sã harmonia com as diferenças.
Aliás, quando me falam de harmonização (seja do que for) cheira-me logo a algo hitleraiano. Por isso, custe o que custar, não serei eu a render-me a um acordo ortográfico contra-natura e violador das diferenças que são, aliás, a grande força da Lusofonia.
Deixo-vos este pitéu para ler, meditar e deixarem os vossos naturais e, por certo, perspicazes comentários no sítio certo. Ou seja, no Café Luso enquanto bebericam e recebem um cálido e delicioso aroma cafeeiro, de preferência das cálidas e húmidas zonas da Gabela (desculpem fugir-me para o nacionalismo…).
08 abril 2008
A quem amedronta o Acordo Ortográfico?
"Sinceramente não entendo esta sanha anti-Acordo quando este já tem uns velhinhos de 18 anos.Era para ter entrado em vigor em 1 de Janeiro de 1994 mas, até a essa altura só tinha ratificado 3 países: Brasil, Cabo Verde e… Portugal (exacto o país que agora mais problemas está a dar quanto à sua nova ratificação).
Não se entende qual o motivo que alguns intelectuais lusos – leia-se de Portugal, não vá haver confusão com a fonia – estão contra um Acordo que, ao contrário do que querem fazer crer não é tão exigente quanto ao português não-brasileiro como o é para o português do Brasil. Primeiro aceitaram-no, e agora com a modificação de Julho de 2004 andam a mordê-lo e sem razões aparentes?
E não se entende estes gritinhos de virgens atacadas quando foi Portugal, em 1911 e sem o acordo prévio ou sustentado do Brasil, decidiu alterar muitas das suas formas evoluindo semanticamente quanto à sua forma e escrita.
Relembremos como o português “arcaico” escreveu durante séculos “pharmácia”, “philosofia” – ou seja, alterou a fonética “efe” de “ph” para “F” – ou quando depois de 1973 deixou cair os acentos graves nos advérbios de modo terminados em “mente” como “sòmente” ou “filosòficamente”, etc.
E alguém, ou algum purista linguístico português criticou estas alterações. Não vejo onde ou como. E há quem ainda hoje escreva os advérbios de modo acentuados e alguns correctores deixam passar. (...)" (pode continuar a ler aqui e, mais tarde, aqui).
