Hoje o mesmo jornal, já colocou a foto correcta.
Nada como as páginas sociais para mostrar que fazer jornalismo sem Jornalistas, é impossível!
“William Tonet Condenado a 1 ano de prisão suspensa e obrigado a pagar 10 milhões de kwanzas em 5 dias, caso contrário será preso efectivamente. David Mendes (advogado do mesmo) alega não existir condições no país de se exercer advocacia como deve ser, onde as condições básicas que regem o código penal não são cumpridas, agora passou-se das prisões arbitrárias a legitimação das condenações. Willian Tonet diz que se o sistema acha que com estes actos que o vão parar, estão enganados, nem que daqui a 5 dias tiver que arrumar as suas coisas para ir a cadeia, porque esse dinheiro não sabe aonde vai buscar. (Fonte: R, Eclésia).”in Facebook
Penso que esta condenação se prende com acusações que Tonet fez em tempos no Folha8 e que algumas pessoas tentaram inverter acusando o Jornalista angolano e Director do semanário Folha8 de se ter excedido e, mais grave, segundo elas, de usufruir de uma categoria a que ainda não teria direito: ser, também, advogado.
Acresce ainda, que o seu patrono é, e foi, o advogado David Mendes que, além desta profissão é líder do pequeno Partido Popular que tem estado a divulgar uma lista com pretensas contas externas de Eduardo dos Santos.
Recorde-se que os processos, além da tal citada acusação de usurpação, remontam a 2007 e tipificam os crimes injúria, calúnia e difamação. Os processos têm como autores António Pereira Furtado, à época chefe do Estado-maior das FAA, o General Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, actual ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República e o General Pitagrós, Procurador Militar.
É lamentável que um Jornalista mostre e apresente provas das notícias que publica, que os seus acusadores parece não terem provado o contrário nem conseguido refutar claramente as acusações de Tonet, e este acabe acusado embora, pudicamente, com pena suspensa mas com uma elevada e pesada multa que, quem o condenou, pareça saber que o Jornalista não pode suprir.
Tudo isto é complacência envenenada ou uma forma discreta de tentar calar a imprensa privada?
Um jornal, onde por vezes, e não poucas vezes, gosto de ir buscar alguma da boa informação, o matutino português “Público” faz hoje 20 anos. Os meus parabéns e votos que continuem a nos oferecer a qualidade e o ineditismo com que primam no papel ou na internet!
(quem é que é amigo, quem é?; imagem ximunada daqui)
(não é altura de eles se arrumarem definitivamente nos quartéis?)
O artigo que a seguir se transcreve, sobre a detenção de um jornalista em Angola, tal como a imagem, foram respigados d’ O Apostolado, com o título “MAIS UM JORNALISTA NOS CALABOUÇOS DO NAMIBE”; apesar de não fazer comentários não posso deixar de colocar duas questões: “Mais um?” Quer dizer que tem havido mais encarcerados?; e onde está o bastonário dos Advogados?
Segundo o “O Apostolado”, a visita a Cabinda do Ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro Ngongo, não parece ter corrido lá muito bem.
Angola passou a ter um novo órgão informativo que diz ser independente e que deseja acrescentar algo mais à deficiente informação angolana, nomeadamente a que dirá respeito ao jornalismo de investigação.
(DDR)
De acordo com uma notícia do Apostolado, a “Cidade Alta” emitiu uma comunicação, distribuída pelos Serviços de Apoio ao Presidente da República, que desmente qualquer detenção de Hélder Vieira Dias “Kopelipa” ou do general António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência Militar (o sucessor do general Francisco Miala) nas instalações da polícia Judiciária Militar.
(Angola, de Cabinda ao Cunene, de Luanda ao Luau)
("furtado" daqui em tempos)
(saborosa imagem daqui)
(uns deliciam-se, outros, na Somália, morrem à sede; foto de alguém que não sei quem, as minhas desculpas)
(fotograma do filme; ©daqui)
Misterioso o assalto, no passado domingo, ao semanário de Salomão Moyana, o Magazine Independente, de Maputo, logo após ter noticiado e questionado a nomeação de um indivíduo sob quem, segundo o que o magazine terá anunciado, impende um mandato de captura internacional como comandante da Polícia de Intervenção Rápida.