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24 outubro 2012

Assim se faz jornalismo!


Ontem o Jornal de Desportos – que, por acaso, até era da área do governamental, o melhorzinho – fez emergir Lance Amstrong, o ciclista caído em desgraça, como Niel Amstrong, o primeiro Homem que terá alunado e pisado na Lua.

Hoje o mesmo jornal, já colocou a foto correcta.

Nada como as páginas sociais para mostrar que fazer jornalismo sem Jornalistas, é impossível!

10 outubro 2011

William Tonet Condenado ...

William Tonet Condenado a 1 ano de prisão suspensa e obrigado a pagar 10 milhões de kwanzas em 5 dias, caso contrário será preso efectivamente. David Mendes (advogado do mesmo) alega não existir condições no país de se exercer advocacia como deve ser, onde as condições básicas que regem o código penal não são cumpridas, agora passou-se das prisões arbitrárias a legitimação das condenações. Willian Tonet diz que se o sistema acha que com estes actos que o vão parar, estão enganados, nem que daqui a 5 dias tiver que arrumar as suas coisas para ir a cadeia, porque esse dinheiro não sabe aonde vai buscar. (Fonte: R, Eclésia).”in Facebook

Penso que esta condenação se prende com acusações que Tonet fez em tempos no Folha8 e que algumas pessoas tentaram inverter acusando o Jornalista angolano e Director do semanário Folha8 de se ter excedido e, mais grave, segundo elas, de usufruir de uma categoria a que ainda não teria direito: ser, também, advogado.

Acresce ainda, que o seu patrono é, e foi, o advogado David Mendes que, além desta profissão é líder do pequeno Partido Popular que tem estado a divulgar uma lista com pretensas contas externas de Eduardo dos Santos.

Recorde-se que os processos, além da tal citada acusação de usurpação, remontam a 2007 e tipificam os crimes injúria, calúnia e difamação. Os processos têm como autores António Pereira Furtado, à época chefe do Estado-maior das FAA, o General Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, actual ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República e o General Pitagrós, Procurador Militar.

É lamentável que um Jornalista mostre e apresente provas das notícias que publica, que os seus acusadores parece não terem provado o contrário nem conseguido refutar claramente as acusações de Tonet, e este acabe acusado embora, pudicamente, com pena suspensa mas com uma elevada e pesada multa que, quem o condenou, pareça saber que o Jornalista não pode suprir.

Tudo isto é complacência envenenada ou uma forma discreta de tentar calar a imprensa privada?

05 setembro 2011

Jornal de Notícias... Quo Vadis?


Há cerca de 13 horas surgia no Facebook esta mensagem com parte de uma informação escrita do Jornal de Notícias que não merece qualquer comentário, salvo... Jornalistas, voltem, estão perdoados!

Vá lá, agora quando entrei no artigo para me deliciar um pouco mais, verifiquei que alguém deve ter recolhido um pouco de sanidade mental e rectificou o triste lapso...

05 março 2010

Parabéns Público

Um jornal, onde por vezes, e não poucas vezes, gosto de ir buscar alguma da boa informação, o matutino português “Público” faz hoje 20 anos. Os meus parabéns e votos que continuem a nos oferecer a qualidade e o ineditismo com que primam no papel ou na internet!


03 setembro 2009

Mais um tiro na liberdade de comunicação?

(quem é que é amigo, quem é?; imagem ximunada daqui)


Quem é que há dias numa entrevista afirmava, e bem, que num determinado partido havia – parecia – impedimentos vários por “delito de opinião”?

E quem é que há muito vinha também reclamando de uma televisão privada – e, parece, impôs que se queriam debatas a dois teria de ser em lugar neutro e nunca naquela empresa de comunicação televisiva – nomeadamente, quanto à sua linha editorial, ou, pelo menos, quanto a um dos seus programas informativos?

Pois se num caso a situação é clara e manifestamente contrária à liberdade de expressão e opinião noutra não o é menos.

E porque os amigos são para as ocasiões – e se os amigos são de fora, melhor ainda – a administração da TVI parece ter decidido, por indicação da sua holding espanhola – amigo Sócrates, Zapatero de España está sempre contigo –, suspender o tal programa indigesto para o ainda primeiro-ministro português. Quanto não vale ter grandes e potentes amigo, mesmo que seja só por “
razões económicas, em consequência de uma reestruturação em curso” [a quem estão a chamar de ignaros??!] de acordo com a Prisa, a holding espanhola…

E, a fazer fé na
edição online do matutino português Público, a jornalista responsável pela edição do tal bloco informativo malquisto pelo primeiro-ministro português teria já, segundo ela e confirmado à rádio TSF, pronta uma nova peça jornalística sobre o caso – faz que anda mas parece inerte – Freeport “(…)Temos pronta uma peça sobre o Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados” o que, talvez por ser em vésperas eleitorais (e quando ao contrário do que seria expectável não deverá ter desenvolvimentos antes das eleições legislativas), quiçá não seja politicamente correcto colocar no ar.

Recordemos como foi o caso da “suspensão” das conversas do professor Marcelo Rebelo de Sousa, também na TVI e como a oposição de altura tanto exacerbou sobre o assunto.

Na altura alguém dizia que se estava a fazer “censura encoberta”. E agora o que se pode dizer?

Ainda de acordo com o Público, citando o matutino Correio da Manhã, parece que o spot publicitário sobre tal bloco informativo já era para ter ido para o ar na semana passada mas razões, segundo o gabinete de comunicação da TVI considerado "normal".

Como se sabe a primeira consequência foi a
demissão em bloco da Direcção de informação da TVI; a segunda, parece que foi o grupo Impresa, de Pinto Balsemão – por acaso “opositor” do primeiro-ministro, via a líder do seu partido, PSD – viu as suas acções subirem cerca de 10,31% (info MillenniumBCP; já a informação “PSI20” do SAPO.pt mantém-se indisponível a esta hora que escrevo o apontamento).

Como recorda Orlando Castro no seu blogue
Alto Hama, para o sociólogo António Barreto – antigo dirigente do PS e considerado o pai da reforma Agrária portuguesa – o ainda primeiro-ministro português parece “não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação”.

Ou seja, e como hoje Paulo Porta afirmou, isto não será mais que um "
acto de censura que afecta a liberdade de expressão”.

Vamos esperar para ver até onde vai este tsunami jornalístico e, quem sabe, não seja o primeiro tiro para que a comunicação social portuguesa comece a voltar a ser de novo mais credível, ou seja, que as notícias passem a ser feitas por Jornalistas e não em gabinetes de administradores ou de pseudo-casas de informação e comunicação social sem qualificações para tal…

E só espero que depois disto e do artigo de opinião hoje publicado no semanário Frente Oeste não me venham chamar de
pós-maneleiro ou anti-socrático ou vice-versa. Porque como sabem só esporadicamente intervenho na política “politiqueira” portuguesa. É que tenho mais que fazer do que estender a mão à caridadezinha…

27 março 2009

Jornalista recebe visitas pouco agradáveis?

(não é altura de eles se arrumarem definitivamente nos quartéis?)

Segundo informações que me chegaram – por razões óbvias não cito a fonte – o jornalista António Aly Silva terá sabido – isto porque não estava presente nos referidos momentos – de 4 visitas à sua residência por pessoas, segundo parece, fardadas.

Num Estado que se quer democrata e com as forças armadas sob alçada do poder político, aliado ao facto do jornalista não ser militar, logo só a polícia o poderia fazer – ou não fosse a Guiné-Bissau um Estado que se quer democrata e membro permanente da CPLP – tenho mesmo de dizer “segundo parece, fardadas”.

Porque se assim não for não se compreende o que a CPLP anda a fazer em Bissau que autorizará o domínio do País pelos militares, logo teremos de concluir como, não poucas vezes o faz Aly e, indirectamente, o também jornalista Fernando Casimiro “Didinho”, que o que houve na Guiné-Bissau foi um trágico e hediondo ajuste de contas aproveitado para um discreto mas efectivo Golpe de Estado militar!

Se a Verdade, mesmo que possa parecer um pouco exagerada, deve ser calada muito mal vai o sistema político e judicial do País que isso permite.

Parece que querem calar António Aly Silva. Ou terá sido uma quádrupla visita somente preocupados em proteger a sua vida?

Esperemos que a CPLP e a sua actual presidência façam notar que o sumiço de um qualquer jornalista, principalmente quando é – ou são – bem reconhecido interna e externamente não é boa política. Além de que a União Europeia, salvo raríssimas excepções, não costuma dar fundos a países que gostam de fazer desaparecer os portadores “das cartas a Garcia”.
Uma simples questão de Direitos Humanos…

25 janeiro 2009

Quando a razão da força…

(com base em imagem da internet)
Quando a razão da força quer falar mais alto que a força da razão acontecem casos como os que seguem.

Há uns meses largos, o jornalista Orlando Castro era convidado a falar mais baixo, ou de preferência, nada dizer porque havia quem não gostasse do que desassombrada e verticalmente escrevia fosse sobre quem fosse, independentemente da cor política, desde que estivesse em causa o seu amor pelo nosso país, Angola, e quando este estava sob os focos menos agradáveis. Por mais de uma vez foi avisado e alertado para os malefícios que a escrita poderiam lhe fazer e, extensivamente, à família.

Também eu já recebi avisos pouco discretos, embora, reconheça que só por uma vez alertaram para a minha saúde e por quando das eleições para a Casa de Angola, já lá vão uns três anos. Mas avisos para parar têm sido mato; alguns claramente racistas e, quase sempre, de pessoas que mal sabem escrever o português pelo que acredito mais serem de idiotas e de quem prefere utilizar o bom-nome e pureza dos angolanos que angolanos propriamente. E fazem-no, sempre sob a capa do anonimato ou sob a capa de pseudónimo mas omitindo eventual e-mail ou local de escrita. Só que esquecem que através de um contador e da hora consigo saber a proveniência e respectivo IP.

Agora, e penso que já não é a primeira vez que isso lhe acontece, embora desta tenha havido a possibilidade de identificar o “ameaçador” (directo e indirecto) o jornalista Bissau-guineense Fernando “Didinho” Casimiro, e alguns dos seus amigos que com ele colaboram no projecto “
Contributo”, foram alvo de ameaças escritas e verbais, estas últimas, com testemunhas auditivas.

Depois de ler o conteúdo das ameaças que Fernando Casimiro recebeu reconheço que há uma similitude na escrita e na tipologia de erros apresentados em tudo semelhante a uma mensagem, anónima como convém, que muito recentemente foi colocada no Pululu. Das duas uma, ou é a mesma personalidade ou a escola política foi a mesma, principalmente no “comer bacalha dos tugas”. Claro que é mera coincidência, até porque só tenho questionado algumas coisas de algumas personalidades que teimam em se manter no poder em Bissau…

Mas se na escrita estes ataques só habituais, já não o serão tanto entre os fotógrafos, excepto quando sejam os paparazzi.

Ora foi, precisamente isso que aconteceu com um fotógrafo em Hong-Kong. Richard Jones, fotógrafo do jornal britânico Sunday Times foi alvo do ataque de um guarda-costas de uma distinta senhora, esposa de um brilhante e magnificente estadista africano, porque aquele fotógrafo decidiu ao arrepio do bom senso incomodar a distinta senhora que deveria estar, como qualquer turista, que se preze, comprar algumas imbambas para levar para o seu país, e, provavelmente, para distribuir solidariamente pelos pobres – será que os há? – do seu País. E a dita e nobre senhora estava só, na altura a sair de um hotel onde teria pernoitado e onde um suite custa só, qualquer coisa como 670 euros a noite e envergava na altura uma “écharpe de caxemira de cor vermelha, uma mala Jimmy Choostyle, no valor de 2 200 euros, e uns óculos Cavalli”. Coisa pouca para quem, como ela vive num país riquíssimo e com um povo sem pobreza.

Esqueci-me de dizer que a dita e nobre senhora, que estava a visitar uma filha que está a estudar em Hong-Kong se chama Grace Mugabe e é a actual esposa do “dono” do Zimbabué, senhor Robert Mugabe!

Mas quando a caneta e as teleobjectivas são feitas de boa matéria, raramente, ou nunca, vergam e arrazoam sempre o que mal está, esteja onde estiver e seja sobre quem for! Esquecem-se que os Jornalistas não são nem cegos, nem surdos e muito menos mudos. Talvez já não se possa dizer do mesmo dos... "jornalistas"…

09 dezembro 2008

Jornalista angolano detido e julgado sem presença de advogado?

O artigo que a seguir se transcreve, sobre a detenção de um jornalista em Angola, tal como a imagem, foram respigados d’ O Apostolado, com o título “MAIS UM JORNALISTA NOS CALABOUÇOS DO NAMIBE”; apesar de não fazer comentários não posso deixar de colocar duas questões: “Mais um?” Quer dizer que tem havido mais encarcerados?; e onde está o bastonário dos Advogados?


Mais um jornalista nos calabouços da comarca do Namibe.

Francisco Lopes, repórter da Rádio Namibe
[pertence ao grupo Rádio Nacional de Angola (RNA)], foi recolhido e conduzido à cadeia hoje, onde vai cumprir 30 dias de prisão correccional.

O jornalista foi detido e julgado a 25 de Novembro último, tendo conhecido a sentença esta terça-feira.

Um certo secretismo envolveu o julgamento e a leitura do acórdão, de acordo com o correspondente da rádio ecclésia no Namibe.

A mesma fonte refere que não foi garantido advogado de defesa ao jornalista e que tudo se passou de forma discreta.

Ainda não foram aclarados os factos movidos contra Francisco Lopes. Mas, presume-se que estejam ligados ao exercício da sua profissão.

O caso preocupa a sociedade civil no Namibe e alguns activistas cívicos locais já se pronunciaram a pedir explicações sobre a condenação do jornalista. (…)


Sem comentários!!!

14 abril 2008

Quem terá sido o Mestre?

(será que um jornalista tem que ser como os vizinhos do lado? sem vida própria, sem direitos?)

A direcção do PSD considerou hoje inaceitável a participação de Fernanda Câncio num programa da RTP2 alegando que a jornalista do Diário de Notícias faz jornalismo de intervenção favorável ao PS e insulta o PSD”.
Depois de ler a notícia acima fico sem saber que terá sido o Mestre dado que também em Angola algumas pessoas vêem a sua vida privada, profissional ou política questionada e exigida a sua saída de lugares profissionais…
Mas, pelos vistos, o PSD e o senhor Dr. Rui Gomes da Silva, andam com a memória muito curta. Parece que já se esqueceram do que exigiram quando o professor Marcelo Rebelo de Sousa, dito fosse “corrido” – ou pelo menos questionado – da TVI e actualmente a fazer o mesmo pale na RTP…
Do dr. Gomes da Silva, de quem fui aluno na Lusíada, até tinha uma boa impressão. Será efeitos retroactivos do acidente aéreo da Jamba?
E ainda há quem questione a CPLP? Está bem vivinha…

13 março 2008

Jornalistas, uns tipos que perguntam demais…

Segundo o “O Apostolado”, a visita a Cabinda do Ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro Ngongo, não parece ter corrido lá muito bem.
De acordo com aquele portal o Ministro parece ter tido um «calem-se que já não vos quero ouvir» por via de uma “azeda e aturada reunião […] com representantes do governo de Cabinda e das empresas empreiteiras em obras na província”.
O Ministro ia verificar como estavam em andamento o programa de investimentos públicos na província mais setentrional de Angola.
E por isso quando no final da “inspecção de 48 horas” se aprontou para os jornalistas decidiu – eles às vezes fazem perguntas impertinentes… – impedir a entrada do correspondente da Rádio Ecclésia de Angola; mas, ainda assim, o correspondente da rádio da Igreja católica angolana conseguiu saber que o Ministro estava indignado com os “atrasos detectados na execução das obras acalentadas pelo governo”; aqui só não percebi se o jornalista quereria dizer se as obras estavam «alimentadas» ou «adormecidas» pelo Governo (ver dicionário)…
Talvez porque o jornalista fosse tentar esclarecer esta dúvida é que foi impedido de entrar no local da Conferência de Imprensa.
O que vale é que o referido jornalista já teve o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Angola que, através de um seu membro, considerou esta “peripécia como «mais um abuso da liberdade de imprensa», cuja remoção clama pelo esforço colectivo do país”.
Essa do abuso de liberdade de imprensa não lembra a ninguém… ou será que ele queria dizer «mais um abuso contra a liberdade de imprensa». Não se esqueçam que por causa da falta de um NÃO os angolanos da Diáspora julgavam que já se poderiam recensear…

27 janeiro 2008

Angola com novo Semanário

Angola passou a ter um novo órgão informativo que diz ser independente e que deseja acrescentar algo mais à deficiente informação angolana, nomeadamente a que dirá respeito ao jornalismo de investigação.
Bem que precisamos para ver se alguém explica como Luanda passará a ter um dos maiores prédios de África com 70 andares e 325 metros de altura, a “Torre Angola” que irá custar milhões enquantos muitos milhões de angolanos continuam a penar com falta de condições para (sobre)viver.
Vamos lá ver o que nos trará o “Novo Jornal”.

29 dezembro 2007

Correspondente da Rádio Ecclésia condenado

(DDR)

O jornalista Armando Chicoca, correspondente da Rádio Ecclésia e d’O Apostolado, que há dias foi detido por injúria e agressão às autoridades foi condenado por um Tribunal do Namibe a “30 dias de prisão correccional” não pelos motivos evocados pelas autoridades policiais mas por desobediência às autoridades.
Só que o jornalista e os seus advogados vão recorer da sentença.
Entretanto, continua-se a nada saber do processo judicial de José Lelo, excepto que estará doente com malária. Provavelmente cada província tem o seu "timing"...

26 dezembro 2007

Afinal qual é a situação de Kopelipa e de José Maria

De acordo com uma notícia do Apostolado, a “Cidade Alta” emitiu uma comunicação, distribuída pelos Serviços de Apoio ao Presidente da República, que desmente qualquer detenção de Hélder Vieira Dias “Kopelipa” ou do general António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência Militar (o sucessor do general Francisco Miala) nas instalações da polícia Judiciária Militar.
Mas o interessante não está no desmentido mas na qualidade do desmentido e a forma como o faz.
Segundo o citado comunicado o desmentido só se refere à notícia difundida pelo Folha 8 – aproveito para agradecer o belíssimo, quanto tocante, votos de Boas Festas que o seu ilustre Director, William Tonet, me enviou – esquecendo-se de referir à da Manchete do Notícias Lusófonas de 22 do corrente – que sei ser diária e ansiosamente devoradas por certos sectores da Cidade Alta, ou não tivessem esses sectores tentado amordaçá-lo(?) através de uma compra a ser efectuada por hipotéticos representantes dos tais sectores.
Como o Notícias Lusófonas hoje muito bem analisa, este comunicado parece ter efeitos só para dentro do País, mas, estranhamente ou talvez não, dos portais noticiosos angolanos só o Apostolado fez uma difusão clara do referido comunicado e, simultaneamente, confrontando Tonet sobre a matéria; a Angop oferece-nos uma pequena notícia como que querendo tirar importância – falta saber a quem – à mesma…
Só se lamenta que a cidade Alta não tenha tido a mesma prontidão para exigir aos Ministérios da Justiça e do Interior uma rápida resolução dos jornalistas detidos e a aguardar serem ouvidos, ou julgados, pelo Tribunal.

19 novembro 2007

Cabinda é Angola, mas…

(Angola, de Cabinda ao Cunene, de Luanda ao Luau)

… com factos como estes qualquer dia ainda vou ser obrigado a ver uma nova bandeira e um novo País na CPLP.
Parece-me altura da Presidência pôr um ponto final em situações como as que aconteceram recentemente com o correspondente da Voz da América, a trabalhar no Enclave, como se escreve a Lusa.
E nas condições em que o mesmo aconteceu…
Porque a continuar a darmos tantos tiros nos pés rapidamente passaremos da simpatia internacional à antipatia contra Angola que poderão pôr em causa a intangibilidade das nossas fronteiras.
Nem o petróleo não é inesgotável, nem os carros ou a electricidade urbana continuarão a depender do crude, nem a paciência humana ou política é constante e imutável.

14 novembro 2007

"O Observador", e venham mais 100

"Desde que o Homem aprendeu a se conhecer que houveram factos que o caracterizaram. À partida, e desde logo, a capacidade de se tornar interlocutor e comunicar entre si.
Mas outros, não menos importantes, igualmente acontecerem.
Um, e talvez dos primeiros, terá sido o descobrimento do efeito do fogo que tanto o protegia do frio como lhe permitia melhor saborear a comida.
O outro poderá ter sido o descobrimento da roda que lhe permitia mover objectos volumosos e pesados entre dois ou mais pontos e fazer trocas entre si.
Um outro, e este talvez derivado do anterior, foi ter conseguido ser comerciante e por via disso inventar um sistema interessante. Hoje em dia ser comerciante exige alguns determinados requisitos como, por exemplo, falar, escrever e apontar. Ora o comerciante dos primórdios do Homem já se comunicava mas não necessitava de escrever. Isso só iria ser necessário descobrir largos anos depois quando alguns decidiram que a transmissão oral da História cansava e tolhia a sua capacidade para outros fins, como a caça, a guerra ou o divertimento – cada um diverte-se como sabe.
Pois o que o Homem descobriu foi o número!" (continuar a ler aqui o que aqui está citado)
Publicado na edição 100 d', de 14 de Novembro de 2007, sob o título "Que venham mais 100 Obs"

04 novembro 2007

Será que o meu nome vende?

("furtado" daqui em tempos)
Desculpem esta pergunta e o eventual excesso de ego que o mesmo possa acarretar.
Mas quando se sabe que artigos nossos são publicados, sem que do facto tenhamos conhecimento ou dado qualquer autorização, por órgãos informativos, no caso angolanos, e pelo facto somos francamente saudados – e quando a “homenagem” vem de sectores que nos são muito críticos… –, quando somos contactados, porque outros também estarão “no mesmo saco” e ponderam levar o caso à barra dos Tribunais, ficamos com a ideia que realmente o nosso nome vende.
Só lamento que além de não terem pedido autorização se tenham esquecido que se vendemos também devemos ser ressarcidos pelo facto.
Para não pagamento já basta aqueles que desde a primeira hora me ofereceram o seu espaço sem qualquer contrapartida como foram os casos dos semanários portugueses “Jornal Lusófono”, entretanto extinto, e “emFrente Oeste” e santomense “Correio da Semana”, e mais recentemente o semanário moçambicano “O Observador”, o matutino português Jornal de Notícias e o portal da Lusofonia, Notícias Lusófonas com quem mantenho regular colaboração além de esporádicas e afastadas colaborações com outros credenciados portais.
Sobre esta matéria proponho-vos uma leitura à Manchete de ontem do Notícias Lusófonas com emissão de Luanda, onde se refere a pelo menos 3 dos que têm artigos seus publicados e sem a devida autorização solicitada, nomeadamente, no Folha8 dirigida – talvez por isso a maior surpresa – por um dos maiores defensores da Liberdade em Angola.

17 outubro 2007

Com títulos assim…

(saborosa imagem daqui)
Ainda há quem reclame da falta de respeito que certos indivíduos e instituições, nomeadamente junto do poder, têm pela classe jornalística e pelos jornalistas. Reclamam, e na maioria dos casos, com razão.
Mas quando surgem títulos como o que o Sapo.pt nos oferece na sua página de rosto...
Senão vejamos.
Um título de um artigo do semanário (versão online) SOL sobre o Aborto em Portugal:
Aborto
Correia de Campos insiste para que Ordem dos Médicos altere Código Deontológico

A chamada de atenção do Sapo.pt, na sua home-page, às 22:11 horas, para o citado artigo:
Aborto
Aborto Correia de Campos insiste para que Ordem dos Médicos altere Código Deontológico (Sol)
Sem comentários!

24 agosto 2007

Na Somália morreu mais um jornalista… qual a novidade?

(uns deliciam-se, outros, na Somália, morrem à sede; foto de alguém que não sei quem, as minhas desculpas)

Num mês é o terceiro que é morto na Somália.
Jornalista, embora também seja historiador mas não faz uso desta sua prorrogativa, de 40 costados – para ele, um jornalista é-o 24 horas, mesmo que desempregado – Orlando Castro verbera esta morte e como a situação na Somália está a ser tratada nos grandes salões da Europa sob um sugestivo, quanto pertinaz, título “Mais um jornalista assassinado na Somália - Europa protesta entre um copo de whisky”.
Mas será que a Europa sabe onde fica a Somália? E será que gastariam um “viski” por um povo que, ainda por cima, vive numa região chamada “Corno de África” – ups...vá de retro santanás – olha se pega…
Entretanto, enquanto a Europa se delicia nos seus deliciosos e faustosos euro-salões com maltes puros de 45 ou mais anos, enquanto outros tentam mostrar à essa e a outra Europa o que se passa nos seus países, vão sendo silenciados.
Hoje foi um no sul do país! Há cerca de duas semanas, em Mogadíscio, outros dois. Todos na Somália que diziam a Paz ia chegar com o fim dos extremistas islâmicos e a chegada das forças africanas que se posicionariam ao lado dos etíopes.
A Paz para a Somália não chega, os etíopes estão sozinhos e os eritreus vão apoiando os extremistas e a ONU vai, sentada e bem-posta aprovando resoluções e fazendo acusações contra eritreus, esquecendo-se dos etíopes…!

20 agosto 2007

Os homens do presidente...

(fotograma do filme; ©daqui)

"O Observador tem, ultimamente, dado à estampa situações e artigos sobre como jornalistas e pessoas ligadas à Comunicação Social são directa ou indirectamente atingidas, presas e, ou, vilipendias por aqueles a quem a CS parece fazer sempre sombra e medo.
Compreende-se. A memória de certas pessoa, e quando lhes convém, não é curta. A maioria relembra-se o primeiro lustro dos anos 70 e como dois “malditos” jornalistas fizeram cair o presidente de uma poderosa Nação. Falamos, é evidente, do caso Watergate.
" (continuar a ler aqui).
Publicado n’, edição 041, de 20-Agosto-2007, sob o título “Os candidatos a ditadores não gostam de jornalistas” e citado no Notícias Lusófonas

24 julho 2007

Assalto ou retaliação?

Misterioso o assalto, no passado domingo, ao semanário de Salomão Moyana, o Magazine Independente, de Maputo, logo após ter noticiado e questionado a nomeação de um indivíduo sob quem, segundo o que o magazine terá anunciado, impende um mandato de captura internacional como comandante da Polícia de Intervenção Rápida.
E o mais grave é que a nomeação veio do topo…
Ora num país que até há pouco estava, ultimamente, considerado como um “paraíso” para a comunicação social independente, este assalto, que mais parece uma retaliação, até pelos contornos do mesmo – jornalistas trancados numa casa de banho sem ser molestados, computadores todos “roubados” e um guarda do jornal brutalmente agredido –, num país onde causídicos são agredidos e baleados dentro de uma esquadra da PRM, haver idosos a serem agredidos na via pública com as autoridades a admitirem que estão manietados pela “inteligência” dos malfeitores e que desconfia que têm informadores dentro da instituição policial, é no mínimo preocupante este assalto.
E como relembra Emildo Sambo, n’O Observador, o actual presidente da República, Armando Guebuza, foi Ministro da Administração Interna no tempo de Samora Machel e tinha o pelouro da polícia…