27 dezembro 2016
A Gâmbia poderá ser uma nova Côte d’Ivoire?
20 dezembro 2011
Na Costa do Marfim, Ouattara junta parlamento às presidenciais
As eleições legislativas na Cote d’ Ivoire (Costa do Marfim) deram uma vitória clara e inequívoca ao partido de Ouattara, a União dos Republicanos (RDR) que consegui ganhar 127 assentos entre os 254 lugares à disposição.30 novembro 2011
Gbagbo detido no TPI
Na sequência de um mandado internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), sedeado em Haia, o antigo presidente da Cote d’Ivoire (Costa do Marfim), Laurent Gbagbo, foi detido e transferido para o centro de detenção daquele Tribunal, em Haia, onde vai enfrentar uma acusação cumulativa de quatro crimes contra a Humanidade.
Gbagbo, de acordo com o que anunciou hoje o TPI, através de um comunicado, vai assumir “a sua responsabilidade penal individual e como co-autor face de quatro crimes contra a Humanidade por homicídios, violações sexuais, perseguição e outros actos desumanos”.
É bom que o TPI faça valer a sua autoridade na questão dos crimes contra a Humanidade e, principalmente, face a indivíduos que não aceitam nem acatam o seu destino na boca das urnas. Mas, será que, no caso marfinense, foi só Gbagbo o único culpado?
Se bem nos recordamos, houve muitos dirigentes africanos que o apoiaram e quase incentivaram Gbagbo a se manter firme no poleiro. E também se sabe que da parte das forças republicanas lideradas por Ouattara igualmente praticaram actos reprováveis contra a Humanidade. Será que vão ser julgados?
Ou, provavelmente, porque Ouattara está a ser apoiado pela França, agora, e pelos EUA vai manter-se impunido e sem qualquer vislumbre de questão por parte do TPI, o qual, como se sabe, não é reconhecido pelos norte-americanos (pelo menos contra os seus cidadãos…)
Evoquemos as palavras da senhora Clinton quando Gbagbo foi, finalmente, destronado do Poder a que se tinha agarrado, recorde-se, com o apoio de outros dirigentes africanos – tal como aconteceu com Kadhafi, na Líbia – que tinha sido um aviso solene para todos os que se desejavam perpetuar no Poder.
Talvez que esta detenção seja mais um aviso solene…
Retranscrito no portal Perspectiva Lusófona (Mundo) sob o título "Gbagbo está detido no TPI… e os outros?"
05 outubro 2011
O TPI e as acções pró-direitos humanitários
"O Procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI) viu autorizado por este a abertura de instauração de um inquérito sobre os supostos crimes ocorridos na Cote d’Ivoire (Costa do Marfim) contra a-humanidade e cometidos após as eleições de Novembro de 2010, período em que faleceram mais de 3000 pessoas. Publicado no Perspectiva Lusófona, secção Mundo, em 4/Out./2011
27 abril 2011
O fim de um regime? (artigo bloqueado...)
12 abril 2011
A queda de Gbagbo...

O 11 de Abril de 2011, pode ter marcado não só o fim de um regime com a detenção do antigo presidente ivoirense Laurent Gbagbo pelas forças conjuntas franco-onusianas, como pode, ainda, potenciado a alteração de um rumo de uma determinada potência regional, no caso, Angola, como ter aliado a reafirmação de uma antiga potência colonial, a França, e de um novo estatuto das Nações Unidas. pela intervenção clara e inequívoca de forças da ONU num conflito.
É certo que, de acordo com as autoridades francesas, teriam sido as forças milicianas de Alessane Ouattara, declarado internacionalmente como vencedor das eleições de Novembro passado, a deter Gbagbo. Mas também é certo que isso só terá acontecido devido ao apoio aerotransportado das forças francesas num ataque promovido contra a residência presidencial onde estava acoitado o declarado vencido presidente após solicitação do secretário-geral das nações Unidas, Ban Ki-moon, para que fosse evitado um massacre das populações civis.
Mas se Gabgbo foi o derrotado e franceses e milicianos de Ouattara os grandes vencedores numa refrega onde o povo foi quem mais sofreu, é também certo que a estratégia de Angola, na região, saiu fortemente beliscada. Veremos como os parceiros da União Africana verão, no futuro, esta atitude angolana de persistir na manutenção de Gbagbo como presidente, apesar dos esforços da comunidade internacional no sentido contrário.
E as palavras da senhora Clinton, ontem, foram bem elucidativas quanto a um certo futuro…
01 abril 2011
Quem perde na Cote d’Ivoire?
(Foto © Jean-Philippe Ksiazek/AFP/Getty Images, in Zwela 15 janeiro 2011
Ainda Angola na Costa do Marfim
(Gbagbo e Ouattara; da Internet)22 dezembro 2010
Angola na crise ivoirense
"A Costa do Marfim (ou Cote d’ Ivoire como querem ser reconhecidos internacionalmente) foi a eleições presidenciais no passado mês de Novembro. Entre os candidatos realçavam-se Laurent Gbagbo, presidente em exercício, e Alessane Ouattara, antigo primeiro-ministro, que foram à 2ª volta.Até aqui nada seria de estranhar nem de realçar. Nada seria se no pós-eleitoral não tivessem ocorrido estranhos acontecimentos com os resultados.
05 março 2007
Paz na Costa do Marfim?
Saúda-se o princípio de acordo de paz celebrado entre os costa-marfinenses.Segundo o matutino português Jornal de Notícias o presidente Laurent Gbagbo, e o líder rebeldes das Forças Novas, Guillaume Soro, assinaram ontem, sob os auspícios do presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré, e com a presença de um representante das Nações Unidas, um acordo que prevê a solução do diferendo entre os dirigentes costa-marfinenses, nomeadamente com a formação de um novo governo, dentro de 5 semanas, a retirada de tropas estrangeiras do país, com particular destaque para os militares franceses, e também começo imediato do processo de recenseamento populacional da Costa do Marfim, tendo em vista a realização das sempre adiadas, desde 2005, eleições.
Um acordo, a ser assinado no próximo domingo, que se saúda e que o falecido embaixador angolano Carlos Belli-Bello muito contribuiu, em vida, para que o mesmo se efectivasse no mais curto espaço de tempo. Segundo parece alguém o impediu…