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17 março 2008

Iraque, 5 anos depois está melhor…

(imagem daqui)

Passados 5 anos sobre a assinatura da sentença dos 3+1 sobre Saddam Hussein e quase 5 anos após a invasão, Dick Cheney, o ainda vice-presidente – está em minúsculas porque não merece mais – dos EUA, diz que o Iraque está muito melhor que o passado, dado que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais.
Não sabemos a que passado o senhor Dick Cheney se refere. Senão vejamos:
No passado ano, cerca de 87 jornalistas morreram no cumprimento do seu dever: informar, mesmo que isso incomode uns quantos, seja no Iraque, seja no Tibete, ou em outro sítio.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Até ao momento morreram cerca de 4000 soldados norte-americanos, além de 300 de outras nacionalidades, e umas dezenas de milhares estão feridos cuja gravidade não é quantificável.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Os EUA, a braços com uma das maiores crises financeiras desde a 2ª Guerra Mundial gasta, diariamente, uma enorme fortuna na manutenção do actual status quo do Iraque, quer em armamento, quer em vidas humanas perdias ou estropiadas, quer numa imagem deturpada que transmite aos árabes, em geral, e aos iraquianos, em particular.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Em cinco anos os EUA gastaram qualquer coisa como cerca de 500 mil milhões de dólares para manter a guerra no Iraque, algo como cinco vezes mais o valor dos prejuízos causados pelo furacão Katrina.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Um país que exporta entre 2,2 e 2,9 milhões de barris de petróleo/dia e terá a segunda ou mesmo a maior reserva de petróleo tem a sua população em inúmeras filas para compra do precioso suporte de vida dos automóveis: a gasolina.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Com a guerra, entre os confirmados 85.000 e os estimados cerca de 1.000.000 de iraquianos morreram vítimas da guerra e dos inúmeros diários atentados.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
A população iraquiana está dividida – ao estilo muito britânico e norte-americano – entre xiitas, sunitas e curdos, com outras confissões religiosas a pedirem que ninguém dê por elas.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Se socialmente os iraquianos estão divididos, economicamente não estão melhores. Mais de 50% da população está no desemprego e abaixo do limiar da pobreza. Segundo a ONU, dos cerca de 27 milhões de iraquianos, quatro milhões lutam diariamente contra a fome e mais de dez milhões não têm água potável
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
O Ocidente, em geral, e os EUA, em particular, apesar dos iraquianos lhes estarem agradecidos por os livrarem de um assassino fanático e irascível, acham que 5 anos de ocupação já é demais e começam a estar cansados da presença de ímpios e estrangeiros.
Mas, não há problemas, para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, já que foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se ele o diz…
Os candidatos à presidência norte-americana afirmam que o Iraque já custou muito dinheiro aos EUA e que tem de ser revista esta situação. Também um antigo Chefe militar norte-americano se demitiu por não concordar com a política que lá está a ser implementada.
Mas, não há problemas, dado que para o senhor Dick Cheney o Iraque está melhor, foi um esforço bem sucedido, as mudanças são fenomenais e porque ele em Novembro vai dizer adeus, quem vier que fique com o menino nas mãos.
Até lá vão morrer mais uns milhares de iraquianos em atentados, algumas dezenas largas de soldados norte-americanos serão mortos ou feridos, o Mundo continuará a ver atentados a interesses ocidentais nos seus países, mas o petróleo que corre desenfreadamente para valores incompreensíveis, nomeadamente para a Europa, dado que o dólar vale cada vez menos, vai continuar a jorrar para os fundos sem fundos de algumas empresas onde, por acaso, certos senhores da Administração Bush têm interesses.
Mas, quanto a isso não há problemas, nem para o senhor Dick Cheney, nem para o senhor Bush, nem para quem eles continuam a dar guarida, dado que o Iraque está melhor, foi um esforço bem sucedido e as mudanças são fenomenais. E se eles o dizem…
Também publicado n'Obs, edição 175, de 20-Março-2008 sob o título "Cinco anos depois, Iraque está melhor (?)"

12 abril 2007

Depois de um descanso…

(foto ©BBC.Mundo)

Eis que os grupos afectos à al-Qaeda e outros radicais islâmicos apresentam-se de novo activos e sanguinários.
Há dois dias em Casablanca, ontem em Argel – estes dois atentados foram reivindicados por uma organização que se intitula al-Qaeda do Magreb Islâmico e que antes se chamaria Grupo Salafita para a Prédica e o Combate – e hoje, para não esquecer e não variar, Bagdad.
Também para não se pense em esquecer, o juiz espanhol Baltazar Garzón volta a relembrar que Espanha está muito próximo de ser de novo atacada pelos radicais afectos ao obscurantismo, dito religioso, dos próximos da al-Qaeda.
Até quando o terrorismo continuará a ditar a ordem de trabalhos da Comunidade Internacional? Mas também não será com “fortalezas” ou balcanização de alguns países árabes que certas regiões continentais impedirão essa propagação…

19 março 2007

Iraque, 4 anos de desespero

"Na ocasião em que se relembra(?) os 4 anos da invasão do Iraque para a deposição de Saddam Hussein - e quase destruição de um país secular -, um artigo feito nas vésperas da reunião dos Açores entre o presidente Bush e os primeiros-ministros do Reino Unido, Espanha e Portugal.
Este artigo foi, em tempo útil, enviado para publicação no Jornal de Angola, não sabendo se, alguma vez, foi publicado dado que nunca se dignaram a confirmar apesar das mensagens enviadas e, que eu o sei, foram recebidas e lidas.
Porque, apesar do espaço temporal decorrido, parece não estar desactualizado, ponho à disposição de todos para lerem e criticarem!
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O IRAQUE NA CIMEIRA DOS AÇORES
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Quando estas linhas forem publicadas, já se terá realizado a principal cimeira do pós-Guerra Fria e da era nuclear e que, em certa medida, se perspectiva ser uma reunião onde Postdam e Yalta se confundirão, a Cimeira dos Açores – também chamada por alguns analistas, como a Cimeira da Guerra – que reuniu à mesma mesa e com o mesmo fim, os Chefes de Governo de Portugal, Durão Barroso, do Reino Unido, Tony Blair, do Reino da Espanha, José Maria Aznar, e o presidente dos Estados Unidos da América do Norte, George W. Bush.
Nesta Cimeira se decidirá da Diplomacia da Paz, da Guerra e, ou, acima de tudo, de um Ultimatum ao Iraque e, em certa medida, aos membros da Comunidade Internacional que estão com dúvidas. De entre eles estão os três Estados africanos com assento não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, com destaque para Angola, o Chile e o México – que entre os membros não-permanentes são os que mais têm resistido ao uso imediato da força no Iraque, – a França, a Rússia e a China, membros com direito de veto. (...)
"
Pela actualidade publicado no portal /jornalista; pode continuar a ler acedendo aqui.

05 fevereiro 2007

Crianças-soldados, atirem a primeira pedra…

África, de uma maneira geral, mas também a América Latina e a Ásia, nomeadamente o Médio Oriente, são reconhecidos, justa, ou injustamente, não está isso aqui em discussão, de manter nas suas guerrilhas privadas e particulares crianças como mercadoria para todo o uso, nomeadamente, nas frentes de batalha: as célebres crianças-soldados.
Infelizmente, parece que o célebre ditado “quem não tem pecados atire a primeira pedra” aplica-se agora aqui.
Segundo um artigo do matutino português Correio da Manhã, o exército britânico terá mandado soldados com idades inferiores a 18 anos para o conflito do Iraque contrariando um acordo assumido com a ONU – um protocolo adicional à Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças, no qual se estabelece os 18 anos como idade mínima para o recrutamento compulsivo e a participação em acções de guerra. Segundo o ministro britânico da Defesa, Adam Ingram, “foram “inadvertidamente” enviados para o Iraque 11 rapazes e quatro raparigas de 17 anos”.
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço…
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ADENDA: Entretanto, e num oportuno alerta lido aqui, em Paris está a decorrer uma Conferência Internacional sobre esta problemática que tem tanto de estúpida como de injusta; não seria altura de se considerar a prática de utilização de crianças em actos de guerra como um Crime Contra a Humanidade? e levar os canalhas que fomentam este acto ao TPI?

30 dezembro 2006

Executado!

(imagem tratada por ©Elcalmeida/Pululu; original via TV)

A ser verdade o seu enforcamento ao amanhecer deste sábado, deixaram-no morrer como ele queria; como mártir, como o cordeiro no sacrifício (hoje celebra-se o Eid-al-Adha)!
Será que o Ocidente está preparado para as consequências? Ou será que espera que mais 17 a 20.000 militares que os EUA e o senhor Bush querem colocar em Bagdad serão suficientes para abafar alguma eventual e previsível revolta sunita?
Entretanto, dezenas de processos ficaram sem a possibilidade que poderem realmente virem a ser conhecidos os seus meandros e possíveis consequências políticas, como, por exemplo, quem deu o material utilizado na chacina dos curdos ou porque é que Saddam Hussein realmente começou a guerra com o Irão…
Mais uma execução para o curriculum do xerife do Texas.

27 dezembro 2006

Saddam vai ser executado já?

(foto daqui)
Esta foi, pelo menos, a indicação do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) iraquiano que não só confirmou a sentença do Alto Tribunal Penal que o “julgou e condenou” como deu 30 (trinta) dias para consumar a sentença, ou seja, ser enforcado.
Absurdo!!
Não defendo as atitudes de um ditado facínora nem do seu regime, mas todos têm direito a um julgamento justo e equilibrado e isso, segundo a Amnistia Internacional, os advogados do réu – a maioria estrangeiros, logo mais independentes, – e algumas organizações jurídicas acusaram o julgamento de ser tudo menos justo e equitativo.
Mas também o que se pode esperar quando:
- o STJ, sabendo que ainda existem vários processos para serem julgados decide a consumação da condenação num prazo de 30 dias “esquecendo” os outros inúmeros processos pendentes sobre Saddam Hussein;
- o primeiro-ministro iraquiano, por acaso e só por acaso xiita tal como os que levaram á condenação à morte do ditador, quer fazer cumprir a sentença até ao final do ano, esquecendo que ainda estão mais processos para serem julgados e que os muçulmanos vão entrar num dos períodos mais paradigmáticos do islamismo: o Eid El Adha, ou a festa do sacrifício;
- o xerife de Texas, reconhecido como presidente dos EUA, George W. Bush, aplaude a sentença do STJ, interferindo inequivocamente na justiça de um país estrangeiro, esperando que a mesma seja cumprida de imediato; esqueceu-se que estão mais processos jurídicos pendentes sobre o ditador.
Será que todos têm medo que Saddam decida, de uma vez, falar em Tribunal e diga tudo aquilo que alguns temem que ele fale?
Um sunita, por mais ditador e facínora que tenha sido, não conseguiria dominar a larga maioria xiita e combater um país xiita, como o Irão, se entre os xiitas não houvessem também colaboradores próximos de Saddam, logo algozes como ele.
E será isso o que muitos temem e, como eles, aqueles que, externamente, o apoiaram!!! Que ele, enfim, fale!
Entretanto, e enquanto isso, já morreram 2974 militares dos EUA – um número já superior ao das vítimas do 11 de Setembro – e ficaram feridos 22.401 soldados; isto só dos EUA. E dos outros? Será que a queda de Saddam, porque foi disto que se tratou e nada mais, justificou estas mortes e de milhares iraquianos e a quase completa “shatterização” do Iraque?
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ADENDA. Nem de propósito. O antigo chefe da diplomacia e, mais tarde, vice-primeiro-ministro, de Saddam, senhor Tarek Aziz, por acaso um cristão, quer testemunhar antes da execução do ditador, porque segundo ele terá informações importantes sobre a chacina dos curdos e que, por certo, irão «provocar um grande embaraço junto de muita gente no interior e no exterior». Será que os seus carcereiros - Aziz entregou-se aos norte-americanos em 2003 - e o Alto tribunal Penal deixarão que ele preste este testemunho?

04 dezembro 2006

Kofi contraria Bush!

Enquanto George W. Bush (júnior e presidente dos EUA) afirma que no Iraque ainda não há condições para surgir ou emergir, quanto mais já ocorrer, uma guerra-civil – por acaso também já contrariado pelo seu pai Bush sénior quando previu a derrota eleitoral – o ainda Secretário-geral das Nações Unidas, senhor Kofi Annan, afirma o contrário.
Para Annan o que se passa no Iraque já há muito que ultrapassou os limites mínimos de uma guerra-civil chegando ao ponto de afirmar que o povo iraquiano estava melhor no tempo de Saddam.
Poderia ser um déspota, um tirano, um ditador facínora que não respeitava ninguém nem na sua família, mas, segundo Annan citando iraquianos, poderiam sair à rua e sabiam que os seus filhos voltavam sempre ao fim do dia.
É um pouco redutor; claro que é.
Mas penso que mostra como foi totalmente deturpada a ideia inicial de, derrubando um tirano, tornar o Iraque e a região melhores.
E as consequências já começam a estar bem visíveis. Os republicanos perderam as eleições na mesma medida que estão a perder a guerra no Iraque, – tal como no VietNam, a História não termina e recicla –, a administração Bush já perdeu um secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfeld e acabou de perder o seu mais visível rosto na ONU, o diplomata John Bolton.

05 novembro 2006

Condenado à morte…

Saddam Hussein foi hoje condenado à morte por enforcamento devido a uma chacina acontecida na povoação xiita de Doujail que, segundo parece, terá apoiado uma tentativa de deposição e morte do ditador. Com ele, também outros dirigentes do Baas foram condenados.
Não está em causa a condenação. Presumivelmente, apresar de ser contra este tipo de condenação, e por muito mais morticínios que o regime dele fez poderia ser, dever, vezes sem conta condenado à morte.
Todavia, gostaria que me explicassem as verdadeiras razões porque a administração norte-americana (não esquecer que Saddam esteve sob tutela dos marines americanos) não quis – a fazer fé na sua inicial razão para o ataque ao regime de Saddam, que o ditador estava “coligado” com a al-Qaeda – que ele fosse julgado nos EUA; ora esta “coligação” que provocou milhares de mortos em território norte-americano seria condição mais que suficiente para o mesmo ser aí sentenciado.
Seria porque aí o réu teria mais direitos e poderia falar – ou como diria Asterix, falazar como nunca falazou – sobre estes seus antigos aliados?
Provavelmente, com esta sua condenação, e se não for aceite o recurso já interposto, nunca saberemos muitas das verdades geopolíticas do Médio Oriente.

24 outubro 2006

A Lei do Oeste americano…

(imagem ©daqui)

… “atira primeira e pergunta depois”.
Só assim se entende o que se passou no Iraque entre militares americanos e bombeiros iraquianos.
Depois vem o senhor Bush dizer que deseja “desintoxicar a política” por, na actual campanha para o senado e congresso, os democratas procurarem forçar uma saída rápida do Iraque…

20 março 2006

Iraque, 3 anos depois valeu a pena?

Três anos após do início da segunda guerra do Iraque...
em que, e até agora, cerca de 100.000 pessoas, 1/3 das quais – números não oficiais – militares da coligação, terá morrido;
terá permitido ao Irão reforçar exponencialmente a sua capacidade política-militar – a crise nuclear é o caso mais paradigmático – e religiosa – isto apesar dos árabes não gostarem, nem um pouco, dos persas – na região;
os tristes escândalos com as prisões de Abu Grahib e Guantanamo ou das hipotéticas prisões secretas da CIA que minaram a credibilidade cívica dos libertadores;
onde a emergência de uma guerra-civil (dita guerra menor) intra-muros, entre xiitas e sunitas que se digladiam sanguinolentamente pela supremacia político-religiosa dos ritos a que pertencem;
é difícil escamotear a contínua instabilidade social na região, nomeadamente, na Palestina;
não se vislumbra a destruição da horrenda Medusa que dá pelo nome de Bin Laden ou Al-Qaeda;
um governo iraquiano foi constituído após as eleições mas não consegue governar – também não se abe quem manda no Iraque, se os iraquianos ou o representante do senhor George W. Bush, hoje tão cruamente insultado – quem o fez assume que o sabe pessoalmente – por outro candidato latino-americano a ditador
são cada vez mais credíveis as mentiras ou menos-verdades, agora também “denunciadas” por Durão Barroso – por acaso um das 4 personalidades dos Açores –, numa recente entrevista a um periódico francês quando admitiu que a invasão foi feita sobre enganos;
que permitiu a destituição de um genocida ditadorzeco, apeado do poder por aqueles que, em tempos, o tiveram por aliado;
será que valeu mesmo a pena? Eu gostava de acreditar que sim…

16 novembro 2005

Pentágono confirma uso de fósforo

Já este mês escrevi aqui, um apontamento sobre o eventual uso de armas químicas pelos norte-americanos no Iraque, segundo uma acusação efectuada num programa da RAI (televisão italiana).
Nesse programa alguns ex-militares, apresentados como norte-americanos terão afirmado que o efeito do fósforo nos corpos era horrível. Os corpos desfaziam-se em contacto com o fósforo das citadas armas.
Só vi parte do programa. Aquile que as televisões mostraram. Não tive oportunidade de ver o programa completo da RAI. Mas o que vi, chegou.
Pois bem. Um porta-voz do Pentágono acabou por confirmar que, de facto, as forças militares norte-americanas terão usado o citado fósforo – branco, como ressalva – no Iraque.
Ainda de acordo com aquele porta-voz, o uso do fósforo não é ilegal porque não é uma arma química, mas que se “… trata de uma arma convencional, e não uma substância química de efeito incendiário” sublinhando que o fósforo é usado como “agentes sinalizadores e para criar cortinas de fumo”.
Sem comentários.

31 agosto 2005

MEDO, o "V" do Terrorismo

Bagdad: multidão em pânico faz pelo menos 635 mortos
"Pelo menos 635 peregrinos xiitas iraquianos morreram hoje em Bagdad, na sequência de rumores que davam conta da presença de um bombista suicida entre a multidão, que entrou em pânico. Os últimos balanços dão conta de mais de 300 feridos.
Depois dos rumores que indicavam a presença de um bombista suicida entre os peregrinos xiitas, uma grade da uma das pontes sobre o rio Tigre ruiu, lançando centenas de pessoas para a água.
Fontes da polícia explicam que a multidão seguia para a mesquita de Kadhimiya, na parte velha da capital iraquiana, para participar numa cerimónia religiosa.
Depois de alguém ter gritado que havia um bombista suicida entre a multidão, "centenas de pessoas começaram a correr e algumas atiraram-se para o rio", explicou a mesma fonte ouvida pela Reuters. "Muitos idosos morreram de imediato espezinhados, ainda há muitos corpos no rio e os barcos estão a resgatá-los
". (todo o artigo pode ser lido no Público, clicando no título).

Esta é a “grande vitória” do terrorismo: O MEDO!!!!!!

22 agosto 2005

Soldados da fortuna no Iraque

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Li há poucos dias, num matutino de referência, um pequeno e discreto artigo sobre este assunto. Dado que o mesmo não me merece quaisquer comentários além daqueles que, já em tempos, fiz nestas colunas, deixo-vos um artigo do Angonotícias e respectivo acesso, sob o título “Iraque: Soldados privados do Terceiro Mundo afluem ao cenário de guerra”.

17 julho 2005

Infâmia “N” elevada a “N”

(c) cadena ser
Não é só quando o Ocidente é vilmente atacado nas suas populações civis e indefesas que se deve clamar contra a infâmia.
Também quando por, incúria, desejo de vinganças, pseudo “policianismo” ou mostrarmo-nos aquilo que não temos capacidade para o ser, inocentes são mortos então também deveremos gritar, bem alto, a nossa indignação.
Logo após Londres, no Iraque, um grupo de crianças é chacinada só porque estavam aceitar guloseimas de soldados americanos; alguns dias mais tarde, foi na Turquia que teve repetição poucos dias depois, hoje, e uma vez mais, uma mesquita no Iraque é cobardemente atacada por um bombista que se fazia transportar num camião cisterna com gás doméstico, causando 52 mortos e mais de 80 feridos.
Até onde vai a estupidez e mesquinhice humana?
Até quando os dogmas religiosos e políticos se sobrepõem à Humanidade?