09 setembro 2009

2500 - Feijó também aponta para novas eleições

(imagem Club-K)

O jurista e antigo membro da casa presidencial Carlos Feijó, em conversa no programa "Cara a Cara", da TV Zimbo (portal mais que desactualizado), defendeu que é impossível esta Assembleia Nacional, depois de aprovada a nova Constituição, poder aprovar e eleger o novo (?) presidente da República.

Para o jurista angolano a alteração constitucional que indique uma eleição indirecta obrigará, na sua perspectiva, a novas eleições simultâneas para uma nova Assembleia Nacional e para a Presidência.

Parece que é consenso global, também isso já
aqui foi debatido, que se a actual Assembleia Nacional, saída das eleições de Setembro de 2008, se aprovar uma Constituição onde defenda a eleição indirecta da Presidência terá os dias contados e deverá ser convocadas novas eleições.

Será que os partidos – e se pensarmos no que se perspectiva para amanhã em Benguela, mais evidente se torna a dúvida – estarão preparados para novas eleições a tão curto prazo?

Miala hospitalizado de urgência?

(imagem de arquivo reconhida na Internet)

De acordo com o portal noticioso Club-K, e apoiando-se em informações de familiares, o general Miala terá sido hospitalizado de urgência num hospital de Luanda não explicando claramente os motivos embora o portal, citando a rádio Ecclésia, deixe como hipótese e causa-efeito uma eventual tomada de anti-palúdicos.

Ora o artigo deixa, precisamente no ar, acusações veladas de testes de medicamentos anti-palúdicos indianos em detidos angolanos. A ser verdade caberá às autoridades explicarem se os mesmos têm completa garantia sanitária e se os detidos deram o seu acordo aos referidos testes…

08 setembro 2009

Notícias Lusófonas com novo grafismo...

... e a habitual qualidade quanto às questões e anseios Lusófonos!

Ainda há sítios onde o Parlamento funciona...

(imagem Internet)

"Em Timor-Leste o Parlamento – leia-se, os deputados – decidiu impedir a saída do Presidente da República, José Ramos-Horta, enquanto este não explicar, com clareza, os motivos que levaram a autorizar a libertação do antigo chefe das milícias pró-indonésias, Martenus Bere, que se encontrava em prisão preventiva e referenciado por crimes contra os direitos humanos devido a um massacre ocorrido em 1999, na Igreja do Suai.

Acredito, ou quero acreditar, que por razões meramente humanitárias (deixem-me continuar acreditar nisto) e não por razões económicas e diplomáticas (leia-se, submissão à potência regional e vizinha).

Apesar de ser minoritário enquanto grupo, mas o maior enquanto partido, a Fretilin conseguiu incorporar outros deputados, incluindo quatro deputados da actual maioria governativa para vetar a saída do Presidente.

O que já não sei é se essa deliberação foi da iniciativa do Presidente Ramos-Horta, na linha do seu pensamento quando dos 10 anos do Referendo onde propôs uma amnistia geral para a total pacificação do País – se pensarmos bem, por certo que, também, entre militantes e dirigentes da resistência devem ter acontecido actos que os envergonha pelo que se aceita essa visão presidencial –, ou se, pelo contrário, houve intervenção do Governo liderado por “Xanana” Gusmão, ou seja, se amizades políticas e económicas não se sobrepuseram aos interesses nacionais que não os do Estado.

Volto a dizer que quero acreditar que a libertação do eventual líder e autor do massacre de Suai, tenha sido libertado por razões humanitárias. Por razões iguais, o autor – não confesso, mas tacitamente aceite pelo país de origem e pelos países das vítimas – do atentado de Lockerbee foi, também ele, libertado por razões humanitárias.

E nessa altura, ao contrário de agora, ninguém viu a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, pedir responsabilidades nem criticar o líder do Estado onde estava detido o referido autor, por causa de sua libertação. (...)
" (continuar a ler aqui ou aqui)
©Publicado na rubrica "Manchete", do , em 8.Set.2009, com o título “Parlamento timorense impede a saída de José Ramos-Horta

Guiné-Bissau tem novo presidente

(foto retirada do Notícias Lusófonas)

Malam Bacai Sanha tomou posse como Presidente da República, tornando-se no 6º Presidente da Guiné-Bissau – inclui-se os interinos – e o segundo civil.

A Guiné-Bissau tem, a partir de agora, um Presidente, um Governo, uma maioria Parlamentar e, porque não afirmá-lo, um Chefe Militar, tudo dentro da mesma linha político-ideológica, pelo que a partir desta altura deixou de haver razões para que o país continue instável, ingovernável e sem condições humanitárias e sociais para vingar.

Até porque a Oposição, nomeadamente, o candidato derrotado na segunda volta, Kumba Yalá, bem assim os da primeira volta, afirmaram desejar apoiar todas as iniciativas que visem melhor as condições dos Bissau-guineenses.

E os novos líderes têm essas condições além das que a comunidade internacional se prestou a fornecer, nomeadamente, para o combate ao narcotráfico que tornou o Pais num quase narco-Estado.

Já agora e por falar em comunidade internacional, alguém sabe explicar porque razão o Chefe de Estado português se fez representar por um Ministro – é certo que é dos Negócios Estrangeiros (e quais foram os negócios que Luís Amado fez?) o mesmo que também esteve no aniversário do ditador que mais tempo está no poder em África (não, esse ainda não é o mais velho, estava a referir-me a Kadhafi) – em vez de estar lá presente? Que eu saiba, o Presidente Cavaco não está em campanha eleitoral ao contrário do Ministro, que creio ser cabeça de lista por um Distrito ao parlamento português.

Enfim coisas da diplomacia portuguesa ou seria que alguém temeu pela sua própria segurança e em Bissau poderia não haver carros à prova de bala?...

07 setembro 2009

Sétima Arte volta a renascer no Lobito?

(o emblemático postal do cinema Flamingo)

De acordo com a vontade do administrador do Município, Amaro Ricardo, é altura da cidade voltar a ter activos os seus cinemas e locais de cultura próximos da 7ª Arte.

Entre os que deverão ser rapidamente recuperados e reabertos estão os emblemáticos cinemas Flamingo e Baía, este na Caponte, além de um tal Nimas 500 (e o que querem fazer ao velhinho e emblemático Imperium onde muitos aprendemos a amar o cinema?) bem assim reactivar o centro cultural do Atlético do Lobito.

Como de intenções está o inferno cheio esperemos que rapidamente se passe desta fase para a efectiva reabertura destes grandes centros de cultura e do cinema.

A cidade e a cultura agradecem!