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15 setembro 2009

Que se passa com Miala?

A família afirma que não o contacta há uns dias.

Mensagem recebida quer de número privado, quer de e-mail, de um endereço que parece ser impossível de identificar, afirmam que já terá falecido. Por outro lado, o portal que mais notícias dá sobre Miala, está "out"...

Não será altura de alguém dizer algo com clareza?

Talvez, que a mesma pessoa que impediu que os bajuladores do costume tivessem baptizado a ponte sobre o rio Catumbela de “28 de Agosto” ou “José Eduardo dos Santos” possa intervir – e parece ser o único com capacidade para tal – e acabar com estes rumores.

Já agora a ponte foi, no dia e no acto, baptizada de “4 de Abril” em homenagem ao Dia da Paz. A mesma que se deseja para todos os que pensam diferente…

09 setembro 2009

Miala hospitalizado de urgência?

(imagem de arquivo reconhida na Internet)

De acordo com o portal noticioso Club-K, e apoiando-se em informações de familiares, o general Miala terá sido hospitalizado de urgência num hospital de Luanda não explicando claramente os motivos embora o portal, citando a rádio Ecclésia, deixe como hipótese e causa-efeito uma eventual tomada de anti-palúdicos.

Ora o artigo deixa, precisamente no ar, acusações veladas de testes de medicamentos anti-palúdicos indianos em detidos angolanos. A ser verdade caberá às autoridades explicarem se os mesmos têm completa garantia sanitária e se os detidos deram o seu acordo aos referidos testes…

13 julho 2009

Chegou ao fim o processo Miala, ou…?

(imagem ANGOP, via Internet)
De acordo com o Club-K – estranhamente mais ninguém, interna ou externamente, fala no assunto, – o general (ou despromovido a…) Fernando Miala terá sido libertado devido ter já cumprido metade da pena a que foi condenado pelo que, de acordo com a Lei angolana (presumo que Militar dado que Miala ainda é um militar), quem cumpre metade da pena tem direito a ser libertado condicionalmente.

Mas o portal Club-K vai mais longe. Além de invocar este pressuposto jurídico, deixa no ar que quem estaria por detrás da pena de Miala e que tudo fez com que Eduardo dos Santos pudesse ter sido induzido em erro, no seu julgamento e na despromoção e destituição do cargo de Chefe do SIE, poderá estar a perder influência, nomeadamente, no Tribunal Supremo, o que se estranha porque esta Instituição deve estar acima – como estará por certo – de qualquer influência externa que não seja, unicamente, o Código Penal respectivo, ou seja, o Civil ou o Militar.

Acredito mais que essa influência que terceiros possam estar a perder deverá ser junto do ainda inquilino da Cidade Alta.

Sempre ouvi dizer que pode-se enganar ou embustear uma vez, eventualmente duas ou três, mas nunca a vida toda. E se há algo que, dizem que Eduardo dos Santos nunca foi, como os que afirmam serem próximos, é que seria um ingénuo…

Vamos esperar que, após um pequeno e singular silêncio, natural em quem está sob liberdade condicional, Fernando Miala decida escrever um romance (obra que fantasia; sem base verdadeira, como convém…) sobre como deter um oficial que teria avisado um presidente sobre as “libelinhas” que o rodeiam. Deveria ser um “best seller”, por certo…

Nota Complementar: Ao contrário do afirmado e apesar de já estar em situação de poder ser libertado condicionalmente, Miala ainda está detido e aguarda veredicto do Tribunal de Viana e da devolução, parece, de casas, terrenos e veículos colocados à disposição de uma ONG criada por ele a favor das crianças menos favorecidas, ou similar... Ou seja, parece haver quem não queira a libertação, mesmo que condicional de Miala. Porque será? será para defender a sua vida de alguma qualquer vingançazinha que ande em certos espíritos?...

26 dezembro 2007

Afinal qual é a situação de Kopelipa e de José Maria

De acordo com uma notícia do Apostolado, a “Cidade Alta” emitiu uma comunicação, distribuída pelos Serviços de Apoio ao Presidente da República, que desmente qualquer detenção de Hélder Vieira Dias “Kopelipa” ou do general António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência Militar (o sucessor do general Francisco Miala) nas instalações da polícia Judiciária Militar.
Mas o interessante não está no desmentido mas na qualidade do desmentido e a forma como o faz.
Segundo o citado comunicado o desmentido só se refere à notícia difundida pelo Folha 8 – aproveito para agradecer o belíssimo, quanto tocante, votos de Boas Festas que o seu ilustre Director, William Tonet, me enviou – esquecendo-se de referir à da Manchete do Notícias Lusófonas de 22 do corrente – que sei ser diária e ansiosamente devoradas por certos sectores da Cidade Alta, ou não tivessem esses sectores tentado amordaçá-lo(?) através de uma compra a ser efectuada por hipotéticos representantes dos tais sectores.
Como o Notícias Lusófonas hoje muito bem analisa, este comunicado parece ter efeitos só para dentro do País, mas, estranhamente ou talvez não, dos portais noticiosos angolanos só o Apostolado fez uma difusão clara do referido comunicado e, simultaneamente, confrontando Tonet sobre a matéria; a Angop oferece-nos uma pequena notícia como que querendo tirar importância – falta saber a quem – à mesma…
Só se lamenta que a cidade Alta não tenha tido a mesma prontidão para exigir aos Ministérios da Justiça e do Interior uma rápida resolução dos jornalistas detidos e a aguardar serem ouvidos, ou julgados, pelo Tribunal.

22 dezembro 2007

Cubanos são quem mais mandam ou Miala está a vingar-se?

(general(?!?) Kopelipa caiu em desgraça?)
Que se passa em Angola, mais concretamente na Cidade-Alta?
Num mesmo momento que se especula sobre Miala – se passa de detido-vip a preso comum ou de eventual libertação – dois históricos do MPLA, Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e o general José Maria estarão, segundo o Notícias Lusófonas, detidos nas instalações da Polícia Judiciária Militar por ordem do Presidente Eduardo dos Santos a conselho dos especialistas cubanos que estão a assessorar o Presidente.
O que se estranha é o silêncio dos órgãos informativos angolanos dado que a eventual detenção já ocorreu na passada quinta-feira. Mesmo que seja um mujimbo...
Como alguém me disse hoje, em surdina, a vingança de Miala começa a emergir, nomeadamente, contra o general José Maria que teria sido o mais beneficiado com a prisão de Miala. E quem deverá estar a rir-se com isto deverão ser Francisco e Miguel André – irmão e um dos detidos no caso “Miala” – que estava a ser ameaçado por Kopelipa de difamação.
Só se lamenta que o Presidente comece a ficar “refém” dos especialistas cubanos – na altura foi desmentida essa presença denunciada antecipadamente por Jorge Eurico – que mantém a sua segurança o que indicia uma manifesta falta de confiança nos seus compatriotas.
Porque será?
E porque isto surgiu agora quando, segundo o Semanário Angolense, numa entrevista ao sociólogo Paulo de Carvalho, caso as eleições fossem agora, o MPLA – e por inerência o próprio Presidente dos Santos – perderia as eleições angolanas. Será por isso que a CNE prevê que as mesmas só ocorram em Setembro para que a imagem do “M” seja recuperada?

20 setembro 2007

Miala condenado!?

(DDR)
Apesar de todos os indícios parecerem indicar no sentido contrário, até porque os discursos no Tribunal a isso pareciam indiciar, aliado à forma como o julgamento decorreu, o general Fernando Miala, antigo director do SIE, acabou por ser condenado a 4 anos de detenção.
Ou seja, parece que a montanha não pariu um rato, mas…
Além dele dois dos seus três colaboradores foram, igualmente, condenados a penas que variam entre seis meses e dois anos (e o terceiro, foi ilibado? ou é o que está adoentado e leva a leitura posteriormente?).
Veremos quais as razões que o Tribunal evocou para a condenação, como ela se irá proceder e como irão recorrer – porque por certo os advogados o irão fazer – da sentença os condenados.
Algo me diz que a magnanimidade presidencial – que deve desejar, e de certeza o deseja, que lhe digam sempre a verdade – vai comutar em pena e evitar que se faça mais barulho sobre um assunto que ainda não foi cabalmente explicado e em que parece ter havido influências extra-jurídicas – e que o Tribunal, por certo, é alheio – para que o mesmo não fosse devidamente esclarecido no Supremo Tribunal Militar.
Note-se que Miala estava a responder por um facto que, só indirectamente, estava relacionado com a questão “Fevereiro 2006” denunciado pelo moçambicano “Canal de Moçambique”. A acusação que prevaleceu foi a de insubordinação por não se ter apresentado para a desgraduação e ao que parece nunca ter existido razões para tal dado que ele nunca chegou a ser promovido ao posto imediato. Também nunca se entendeu, ou talvez porque o assunto não tinha mesmo nada a ver com o caso “Fevereiro 2006” que não tenha sido autorizada acareação entre Miala e certas testemunhas acusatórias e, ou, abonatórias..
Onde está a acusação mais grave que levou à sindicância pedida pelo presidente dos Santos e que se prendia com uma eventual apropriação de funções, por parte de Miala, que não lhe estavam confiadas?
Relembro-me que foi uma notícia do um órgão de Comunicação Social, que alguém quer manter restrito a Luanda e pouco mais, quem tornou público uma primeira notícia sobre o “caso Miala”. Interessante que o portal que mais próximo se encontra desse órgão comunicacional, por acaso radiofónico, está desde o meio da manhã indisponível ao contrário do seu “irmão” mais velho já quase dasactivado.

28 agosto 2007

Miala, e a montanha vai parir um rato?

(DDR)
Quem tem competência e quem o pode fazer?
Não entende, por vezes, também eu não. Principalmente quando há quem diga que nunca disse nada e, por este andar, nem a sindicância alguma vez houve…
Depois de se verificar que, ao contrário do que propalavam, Fernando Garcia Miala, antigo director-geral dos Serviços de Inteligência Externa de Angola (SIE), não teria sido promovido, eis que o arguido e principal acusado –ainda não se sabe bem do quê – afirma, ou terá afirmado, que não revê competência ao Tribunal – já antes quase questionada – que o julga como militar e querer ser julgado como civil.
Entenderam? Pois acho que nem os principais actores ainda entenderam o que quer que seja e amanhã, ou quinta, parece ser o “dead time” para o julgamento.
Quem irá ser acusado e do quê? Na dúvida já lhe estarão a preparar uma “suite” na cadeia do Tombo, perto de Luanda. E os restantes arguidos, para que “hotel” irão?
Por este andar ainda vamos ver mas é o Estado angolano no banco de tribunais – o que seria normal num Estado de Direito Democrático rico, muito rico (será por isso que a União Europeia ainda não abriu o pui?) – por utilização indevida de meios contrários à liberdade da condição humana…
O mais certo – e, provavelmente, o mais aconselhável – é, no fim, a montanha parir um rato...

24 agosto 2007

SADC defende medias…

(DDR)

"Pois! Eu também defendo que não há bruxas. Mas como dizem os espanhóis “que as há… há”.
Tudo isto porque a SADC reafirma que os medias são muito importantes para a defesa da democracia e consolidação da paz.
Tudo isto foi dito num seminário que ocorreu em Luanda, subordinado ao tema “Eleições, liberdade de expressão e informação na região da SADC” e integrante da IX Conferência do Fórum de Comissões Eleitorais da SADC.
Por isso, e para que se mostre que na SADC essa premissa é devidamente cumprida, os jornalistas que estão – ou pensavam – fazer a cobertura do julgamento do general, passado à reserva compulsiva, Fernando Miala, foram
expulsos do Tribunal. E bem razão tinha o Tribunal em expulsá-los.
Então não é que o senhor general Miala, o antigo chefe da secreta angolana, se lembrou de falar e fazer perguntas e observações incómodas para a acusação?
Logo ele que tinha entrado como “insubordinado” já o querem pôr, também, como “ladrão”. E ele que ainda nem sabe do que realmente está a ser acusado…
As acusações vão desde, eventual deserção – o que se estranha (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado n’ , nº. 045, de hoje, sob o título “Miala: De herói do Estado a reles Ladrão?”;

10 agosto 2007

Eduardo dos Santos em Cabinda

(DDR)
Apesar de não subscrever totalmente o conteúdo da Manchete, de hoje, do Notícias Lusófonas – o assunto “Cabinda” é o único que não nos permite ter e gozar da unanimidade, o que se compreende quando em presença existem pessoas que pensam e se exprimem pelas suas cabeças e não precisam dos dedos dos outros para contar para além dos dez – parece que algo não estará bem na visita de Estado que José Eduardo dos Santos iniciou hoje na província mais setentrional de Angola.
Desde manhã que se houve nas rádios a presença inusitada de militares e polícias na rua para saudar o “libertador, arquitecto da paz e da concórdia” da Nação. Quando se adora e idolatra alguém, esse alguém não precisa de estar protegido numa qualquer redoma de vidro como se de uma delicada peça de porcelana se tratasse.
O papa João Paulo II, que era o Papa, e a quem já tinham tentado matar por mais de uma vez, só admitia o “papamóvel” com vidros à prova de bala unicamente para não causar engulhos nos países que visitava; porque há-de o presidente Dos Santos ter de se submeter a esta situação ao ponto do programa de visita (uns afirmam ter sido divulgado, outros afiançam que não é público) parecer estar no segredo dos deuses?
Será que ao contrário do que divulgam alguns órgãos informativos e membros do Governo a situação em Cabinda não está tão serena como fazem crer? Será que aquilo que, segundo se ouve murmurar, com mais acuidade, ultimamente, que Miala queria advertir Dos Santos para a realidade nacional e que alguns que gravitam à volta deste não só não deixaram, como tudo fizeram para que o antigo general fosse preso, parece que será verdade?
Pelo que se sabe à imprensa não-oficial – como parecem ter sido os casos de Cristóvão Luemba, da Rádio Ecclesia, e José Manuel, da Voz da América – foi vedada a cobertura da visita do Presidente. A ser verdade e nada mostra o contrário, é muito grave e predispõe os que estão contra a presença de Luanda em Cabinda para mais e, infelizmente, justas, críticas.
E porque ainda há indivíduos contrários à situação administrativa de Cabinda detidos?
Angola se quer ser levada a sério como uma potência Democrática e cumpridora dos mais elementares Direitos Humanos, e não como potência colonial como acusam os que estão contrários à sua presença em Cabinda, deve comportar-se como tal!

14 julho 2007

Miala detido?

De acordo com notícias veiculadas por órgãos noticiosos angolanos, o tenente-general Fernando Miala terá sido detido quinta-feira por elementos da Judiciária Militar executando um mandato judicial emitido por um juiz do Supremo Tribunal Militar.
Com Miala foram igualmente detidos, após terem sido notificados para se apresentarem no Tribunal Militar, o tenente-coronel Miguel André, antigo director-geral adjunto dos Serviços de Inteligência externa (SIE), a tenente-coronel Conceição Domingas, ex-directora da Contra-Inteligência Externa, e o tenente-coronel Ferraz António, o director dos Estudos e Planeamento.
A acusação que pende sobre Miala e restantes detidos é de insubordinação por não terem acato a ordem de se apresentar para, publicamente, serem despromovidos e reformados compulsivamente, face ao resultado do inquérito mandado instaurar após os problemas de Fevereiro passado e que lhe valeram a despromoção presidencial de general a tenente-general, no caso de Miala e de coronel a tenente-coronel para André.
Indirectamente, e quase só seis meses depois dos factos que levaram ao sindicância e cerca de 2 a 3 meses depois da sua conclusão, um juiz manda deter Miala.
Será que a notícia do Canal de Moçambique está a fazer, agora, efeitos?
Complementarmente, Miala tem dois outros processos sobre ele, um deles devido ao eventual não pagamento de honorários a um gestor de uma sua fazenda situada no Kwanza-Sul onde, segundo parece, as fortunas parecem jorrar…
.
NOTA: Sobre este assunto, ler a análise de Willian Tonet no "Ngola Livre" (versão online do Folha8) e citada no Notícias Lusófonas. Este apontamento foi igualmente publicado n' , edição nº 018, de 18 de Julho de 2007, na rubrica "O Mundo dos Outros" e com o título "Será que a notícia do CM está, agora, a fazer efeitos?"

30 maio 2007

O segundo estágio de confrontação?

(©foto elcalmeida)
Segundo o Canal de Moçambique, citado pelo Club-K e pelo Notícias Lusófonas, dirigentes sul-africanos do ANC, entre eles um potencial candidato a suceder a Thabo Mbeki, terão preparado com conivências internas angolanas, nomeadamente do antigo chefe da secreta angolana, Miala, o assassinato de José Eduardo dos Santos.
As acusações só por si já são graves. Mais grave ainda quando estas têm por base um documento secreto, datado de 2006, e posto a circular agora por, segundo parece, interesses de partidários do actual presidente sul-africano.
Tão graves que poderão pôr em causa relações institucionais e diplomáticas entre dois países que desejam liderar a região centro e austral de África.
Será que estamos perante o segundo estágio de confronto entre duas latentes potências regionais, ou seja, uma forte crispação entre dois Estados cuja capacidade de projectar influências na região parece cada vez mais evidente e cada vez mais em rota de colisão?
Será que foi para evitar um eventual crispamento e constrangimento diplomático que Angola não terá estado presente, nem se fez representar, ao contrário da África do Sul e ao mais alto nível, na tomada de posse do novo presidente da Nigéria, Umaru Musa Yar’Adua?

18 abril 2006

O caso Miala III

O caso Miala ainda tem pernas e parece ter vindo para ficar. Faz lembrar aquele anúncio de uma marca automóvel japonesa “que veio para ficar”.
Segundo se consta nos “corredores” de Luanda circula na cidade um documento atribuído ao antigo chefe de Segurança, Francisco Miala, e que terá sido divulgado pela Folha 8 e citado pelo Notícias Lusófonas.
Nesse documento Miala pergunta porque o condenaram sem o ouvirem sendo que o resultado da sindicância solicitada por Eduardo dos Santos onde são relatados os crimes que levaram à sua despromoção e reforma compulsiva «mais parecem uma peça de fantoches».
No citado documentos pode-se ler a certo passo que o trabalho que executava terá criado “… um mal-estar de que só mais tarde me apercebi. Quando se fala em alegadas investigações no interior do palácio (presidencial) não estão a dizer a verdade, mas posso garantir que não seria eu a denunciar o número de contas bancárias, imóveis ou investimentos do Presidente da República, como se chegou a aventar. E penso desta forma por continuar a ser fiel ao engenheiro José Eduardo dos Santos” para mais adiante referir que o seu grande crime “foi o de tentar dizer a determinados colegas de trabalho que deveríamos aconselhar de forma diferente o camarada presidente, que seria importante, especialmente num quadro de paz, dizermos sempre a verdade ao chefe, para que ele tivesse a real noção da situação e de determinados riscos ao tomar algumas medidas”.
O interessante é que este documento terá começado a circular depois de Eduardo dos Santos ter saído do país em gozo de férias. Parece haver quem não queira que Miala chegue mesmo à fala com dos Santos. Porque será?
Grande parte deste documento pode ser lido acedendo aqui.

05 abril 2006

Ainda estou a reflectir…

Estas foram as palavras do presidente José Eduardo dos Santos a uma questão colocada por jornalistas sobre a sua possível, e quase mais que provável, recandidatura às presidenciais angolanas.
Esta resposta aconteceu durante a recepção ao primeiro-ministro português, José Sócrates. Muito deve valer este primeiro - não acredito que sejam só os 300 milhões de euros - porque o presidente Cavaco não teve a presença de Eduardo dos Santos na sua investidura - é verdade, ia ao Brasil fazer uma inspecção médica, ou seria porque havia que deslindar Miala - nem um presidente, como "Xanana" Gusmão, foi recebido por ele.
Mas senhor presidente reflicta depressa porque o país precisa, urgentemente, de eleições. Se não forem as presidenciais, pelo menos deixe sair da gaveta a data das legislativas.
Agradecemos reconhecidos.

02 abril 2006

O caso Miala II

De acordo com a agência africana Panapress em despacho de Luanda, o presidente dos Santos terá ordenado o afastamento do director-geral do Serviço de Inteligência Externa (SIE), general Fernando Miala, bem assim a sua “desgraduação e reforma compulsiva nas Forças Armadas Angolanas (FAA) por "graves violações às normas de trabalho e disciplina"”.
Tudo isto teve como base o relatório da Comissão criada para analisar as críticas que se faziam à conduta de Miala e alguns dos seus colaboradores no SIE. Segundo o referido relatório, estas entidades são “também acusados de aproveitamento, no desempenho das suas funções, de determinadas reuniões internas e encontros pessoais para a manifestação de atitudes de desrespeito ao Presidente da República e de insubordinação, chegando ao ponto de alvitrarem a hipótese de tomada de "medidas activas"” e que o SIE andou a realizar “expedientes operativos (de investigação secreta) contra governantes, membros dos Serviços de Apoio ao Presidente da República e determinadas actividades do governo de carácter estratégico, bem como se intrometia nas missões e actividades da Segurança Presidencial sem orientação superior”.
Realmente, a ser verdade todas estas acusações, é muito grave num Estado que se quer justo e democrático.
E uma pergunta que se deixa no ar: a quem interessou o despoletar desta questão que tem tanto de melindrosa como de preocupante, ainda por cima em vésperas de saída de Eduardo dos Santos do país - ia ao Brasil - e em vésperas de chegar o chefe de governo português a Luanda? Ou será que alguém quer mostrar uma Angola, politica e militarmente, instável e desgovernável?

29 março 2006

Que se passa no seio das FAA?

Depois da crise(?) resultante com o afastamento – claramente pouco esclarecido – do general Fernando Miala da chefia dos Serviços de Inteligência Externa (SIE) e dos rumores subsequentes como uma eventual hipótese de tentativa de um “coup d’ état” ou de um assassinato de José Eduardo dos Santos – será por isso que foi fazer, ao Brasil, uma visita mal-sucedida a um médico (esteve numa unidade coronariana), para um habitual tratamento a um pé? – eis que surgem novos dados que mostram como está a insatisfação que corre pelas veias das Forças Armadas Angolanas (FAA), em especial no sector aéreo.
De acordo com notícias de Luanda e veiculadas pelo Notícias Lusófonas, a partir de um artigo de Jorge Eurico, o comandante da Força Aérea, general Pedro Neto, e o chefe do Estado-Maior das FAA, general Agostinho Nelumba (Sanjar), estarão em quase completa rota de colisão devido ao tratamento dado, posteriormente, ao acidente com um helicóptero das FAA, ocorrido em finais de Fevereiro passado, perto da Barra do Dande, e que registou “treze mortos, igual número de feridos e quatro desaparecidos”. O problema não será tanto o acidente e a rota de colisão mas os rumores que a eles estão subjacentes.
Há que clarificar, a bem da Democracia e do bom-nome governativo de Angola, o que se passa.
O Mundo olha-nos e perscruta-nos com cada vez maior atenção.
Para alguma coisa Angola é, neste momento, um dos maiores e “mais produtivos” produtores e exportadores de crude, sendo só, e nesta altura, o maior fornecedor de crude à China desalojando a Arábia Saudita.

23 março 2006

Caso Miala

Alguém colocou esta seguinte questão num apontamento sobre os Dias Mundial da Poesia e Árvore – que, por acaso e por esquecimento(?) meu não o referi também, foi Dia Mundial contra o Racismo, – e que, pelo conteúdo, estará um pouco fora da matéria:

E o tão badalado "caso Miala" e a alegada tentativa de golpe de estado?
Não há comentários?
Abraço
.”

Por norma não gosto de responder a questões anónimas.
Mas como tenho a certeza que quem colocou a questão acima não reparou na falta de identificação eu respondo na mesma: não está esquecido e quanto à tentativa de "golpe de estado", se o houve, foi mais palaciano e será para ver quem mais aproveita quem do "deslize" de Miala.
Vamos, para já, deixar arrefecer um pouco mais a coisa para podermos com pragmatismo, racionalidade e objectividade fazer os respectivos comentários.