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22 agosto 2014

Lisboa: 28, um Eléctrico nada turístico! - artigo

"Pela primeira vez, em quase 40 anos que estou em Portugal, Lisboa, tive a oportunidade de fazer o chamado trajecto turístico do Eléctrico 28 – um emblema da cidade e da Carris!

Supostamente, deveria ser um meio de transporte – e, segundo parece, é esta a ideia – visão para o turismo e para os inúmeros turistas que o utilizam. Supostamente.

Talvez tenha tido o azar com o dia e a época. Ou talvez pela época o seu uso deveria ser melhor pensado.

Saiu dos Prazeres já com bastantes pessoas – algumas estavam a fazer o “circuito” – e sem respeitar os horários que estão bem estampados nas paragens. Saiu com um pequeno atraso que não seria apontável se não tivesse chegado a tempo e o Eléctrico não estivesse ainda a fazer o “seu intervalo”.

Depois, na Estrela aconteceu algo que justifica porque alguns funcionários da Carris e seus sindicalistas não querem a privatização ou concessão dos transportes públicos de Lisboa – ou de outras cidades portuguesas –; o guarda-freio (tipo, motorista) tinha acabado a sua “missão” e parecia – parecia – que ia ser substituído (já que se encaminhava um outro para o Eléctrico) mas o que o parecia ser substituto, retornou a ordens da rectaguarda.

Ao contactar via rádio a sua central – bem audível, diga-se e de todos os que bem entendiam português – qual não é a nossa surpresa – e viu-se que o foi – que esperasse porque quem o ia substituir ainda “vinha na Estrela e demorava cerca de 5 (cinco) minutos”!!!

Esperámos mais de 10 minutos ao sol e com crianças de colo dentro do Eléctrico e cheio!!! Inconcebível numa empresa organizada e com pessoal responsável! (...)" (continuar a ler aqui)

Publicado no semanário Novo Jornal (Angola), edição 343, de hoje, pág. 22 do 1º Caderno!

07 abril 2009

Duas concepções de como casar a cidade e o seu rio…

(Sevilha, junto à Torre de Oro com barcos para passeios no rio Gualdiquivir de 30 em 30 minutos; foto ©Elcalmeida, 2009)

Há aqueles que acham que o Rio é da Cidade e a Cidade – leia-se, os cidadãos – deve conjugar o verbo “amar” com o Rio através de margens livres para peões, bicicletas e passeios ribeirinhos e imensa canoagem…

(Uma das imagens do Porto de Lisboa e das dos muitos Kms em que Lisboa beija o Tejo; imagem daqui)

E há os outros que acham que o Rio e a Cidade devem estar separados por contentores e outros “imóveis” obscuros e ocultantes.

12 dezembro 2008

Fim-de-semana literário angolano em Lisboa

Este fim-de-semana Lisboa vai ser palco de três eventos literários representando outros tantos lançamentos de livros de escritores angolanos.

Hoje 12 de Dezembro, pelas 18,30, na Casa de Angola, o escritor angolano Kate Hama (pseudónimo literário de Bartolomeu Alicerces Neto Hama), apresenta “A Siamesa – I Aparição”, a primeira parte da sua trilogia A Siamesa com prefácio de Rodrigues Vaz e chancela da Pangeia Editores. Apresenta o livro o poeta angolano Zetho da Cunha Gonçalves.

Amanhã, 13 de Dezembro, duas obras e em dois lugares distintos são apresentadas:


Às 14,00 o luso-angolano Paulo Salvador, jornalista da TVI, autografa a sua mais recente obra, o 3º volume de “Recordar Angola3 – Angola, de Cabinda ao Cunene” – e que belas fotos lá estão – na Livraria Oficina do Livro - Rossio 23, sita na Praça D. Pedro IV (Rossio), nº. 23 e;

Às 18,00 horas, novamente na Casa de Angola a angolana Leuji Dharma, subordinada ao tema “Diálogos de Amor, autografa e apresenta o seu livro “Uma História de Amor à Procura de um Final Feliz”. Apresentam, o livro e a autora, Gonçalo Martins, da Chiado Editora, Guilherme Galiano, da RDP-África, e Jorge Lopes.

13 dezembro 2007

O Tratado Reformador da União

(©CTT)

Eram 12h:49’:30” quando o Tratado Reformador da União Europeia, vulgo “Tratado de Lisboa” foi acabado de ser rubricado pelos futuros “Governadores estaduais” da União Europeia.
Um Tratado que, pudicamente, não o querem chamar de constitucional mas que, na prática, agrupa e altera os actuais Tratados “constitutivos”, o Tratado da União Europeia (UE) – ou Tratado de Maastricht, de 1992 – e o Tratado da Comunidade Europeia (CEE) – o Tratado de Roma, de 1957 –; este Tratado vai passar a designar-se – para quê? ou talvez não seja tão simples assim… – por Tratado sobre o Funcionamento da UE.
O Tratado de Lisboa, de diferente do Tratado Constitucional só tem o facto de não considerar o Hino da Alegria como Hino oficial da União – mas mantém-se como o hino ofici(al)oso da UE – e do responsável das Relações Exteriores não ser um super-Comissário (um super-Secretário de Estado) mas um Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança que acumula o cargo de vice-Presidente da Comissão e que definirá as políticas externas da União a que se sujeitar-se-am os Estados-membros.
E o facto de não ser tão simples como atrás aludia dá-se pela razão de uma das condições do novo Tratado de Lisboa estar no facto da Comunidade Europeia desaparecer de vez e surgir em seu lugar, e em definitivo, a União Europeia, que passa a ser uma entidade única, que recebe a personalidade jurídica da extinta Comunidade Europeia.
E por falar em Estados-membros; como a União será – ou passará a ser em 1 de Janeiro de 2009 – uma entidade geográfica com uma clara identidade política e jurídica, com um Presidente eleito pelo Parlamento – eleição indirecta como na Alemanha – por um mandato de 2 anos e meio renováveis pelo máximo de um novo mandato de igual período, terá um Governo – aforisticamente continuar-se-á a chamar de Comissão Europeia mas constituída por somente 2/3 dos seus Estados e não pela totalidade dos Estados-Membros como acontece actualmente – que definirá políticas que eram da exclusividade dos Estados-membros, como, por exemplo, a conservação dos recursos biológicos do mar, no âmbito da política comum das pescas e a política comercial comum e desde que o Estado-membro o deseja compartilhar. Em teoria a defesa dos Estados da União será partilhada com a política interna de cada Estado; todavia, a cláusula de “solidariedade” obriga a União ou qualquer estado-membro em assistir um outro Estado-membro em caso de ataque terrorista ou, naturalmente – e aqui penso que esta cláusula era desnecessária –, em caso de catástrofe natural ou humana.
Meus senhores, sejamos honestos. A partir de 1 de Janeiro de 2009, e caso nenhum Estado-membro veja a sua ratificação chumbada – em caso de referendo tenho dúvidas que isso não aconteça, pelo que, até agora, e por imperativos constitucionais o único Estado que vai referendar por voto popular é a República da Irlanda (Eire) – teremos na Comunidade Internacional um novo País: a União Europeia que, tal como os EUA ou o Brasil ou a Nigéria, terá um Presidente da União e Governadores Estaduais!
Será que os actuais líderes que assinaram o Tratado pensaram nisso?
Penso que não! ou então estiveram-se nas tintas para a História!
Tal como se tem visto com a questão do Kozovo!
Se pensassem e estudassem a História recordariam que os Balcãs têm o primeiro ninho das últimas guerras na Europa. A primeira Grande Guerra, começou lá; consta-se que no final da II Grande Guerra, um senhor que dava pelo nome de Tito devolveu a Moscovo, concretamente a Estaline e num tabuleiro, a cabeça de um seu enviado que exigia a integração da extinta Jugoslávia na União Soviética; a “shatteredização” da Jugoslávia aconteceu pela inoperância de Europa em se unir – se num país tão pequeno como a Bélgica, Estado-membro, não conseguem manter a união como querem que outros a consigam? – e pelo facto dos europeus estarem a adoptar a velhinha política norte-americana, britânica e escandinava de “não se entendem que se separem”.
Mas será que os europeus acreditam que Kozovo – recorde-se que Kozovo está para a Sérvia como Guimarães está para Portugal, como relembrou, e bem, o ex-jogador sérvio, Drulovic – será, por muito tempo, um País independente? É evidente que não! Tão breve quanto os albaneses kozovares o entenderem farão um referendo para se unirem à Albânia e, com isso, começarem a criar a Grande Albânia tão a gosto do antigo ditador albanês Enver Hoxha. E como se perfilarão, na altura, os países da região?
A Europa anda, há muito, esquecida da História. Só não se esquece de “aprender” o inglês…
Por isso, e por andar tão esquecida, não se surpreendam que aconteça, um dia e naturalmente, vermos a Catalunha, o País Basco, a Escócia, o País de Gales, a Córsega, o Norte de Itália, exigirem – e muito bem porque a História estará do lado deles – a sua secessão. Será que, na altura, a União terá moral para negar esse desiderato?
E no resto do Mundo? Que moralidade terá a Europa para negar provimento aos Ibos de recriarem a sua Biafra, aos catangueses, o seu Katanga, aos tuaregues a recriação do seu Reino, ou que Cabinda consuma a sua secessão, ou que o Príncipe se separe de São Tomé, ou “last, but not least” os Curdos e os Tibetanos declarem unilateralmente a sua independência.
Será que a União teria moral para lhes negar esse direito?
Citado no , na coluna "Opinões e Análises"

18 junho 2007

Ota ou Alcochete? ou será… OTA?

(com a devida vénia ao blogue ©Pitecos de onde foi surripiado)

Depois de ver os autarcas do Oeste entrarem, para a reunião com o Ministro Mário, Lino, quase em pranto madalénico e saírem com o sorriso bem estampado na cara e pouco faltou afirmarem que Ota está segura; bastou olhar para as suas carinhas todos juntos na foto para a TV…
Depois de ver uns dizerem que o dossiê Alcochete foi concertado – ou, mais correctamente, avançou – depois do acordo e apoio de Sócrates…
Depois de ouvir o Ministro, tipo “último a saber”, afirmar que não houve conversas nenhumas com o Governo…
Depois de ouvir o representante do Porto dizer que esteve mas saiu, até porque, e naturalmente, a Invicta não quererá perder o seu aeroporto o que poderia acontecer com o TGV, o que seria o mais natural…
Depois de ouvir o candidato António Costa, ex-membro do Governo e candidato pelo partido que suporta o Governo afirmar que Portela já era, este estudo cai como mel…
Depois de ouvir o Conselheiro de Estado – e dizem muito próximo de Cavaco que parece ter “encomendado” o estudo do dossiê Alcochete – o senhor Professor Marcelo Rebelo de Sousa quase afirmar que o LNEC irá ser obrigado a perder tempo a estudar Alcochete até porque um Ministro já terá afirmado que quem decidiria politicamente era o governo; ou seja, para Marcelo este estudo dá uma trégua de seis meses que o Governo passe o semestre sem o aborrecerem com “aeroportos” dado que vai haver eleições para Lisboa e a presidência europeia…
Apesar dos ambientistas não estarem certos que Alcochete seja vantajoso – penso que sempre seria melhor para o ambiente que andarem lá descarregar bombinhas e balinhas – consideram que Ota nem pensar
Só posso “quase” afirmar que o dossiê Ota já era e que o Aeroporto Internacional de Lisboa, vulgo “Portela”, vai ser brilhantemente substituído pelo Aeroporto da …OTA!!!!
E compreende-se.
Para quê obrigar a União Europeia conceder mais verbas para um aeroporto que iria ficar numa região desértica do que para um aeroporto que iria ficar assente em estacas?
Para quê perder os estudos feitos com a ida de um TGV para o Porto e subsequentemente um ramal para a Ota, só porque esse mesmo TGV tem de ir para Madrid passando quase ao lado do novo estudo – que por acaso tem por destino, o lixo –, o dossiê Alcochete.
Que interessa que Augusto Mateus afirme que mesmo que o aeroporto não siga para a Ota o oeste não irá perder vantagens, dado que o plano estratégico previsto para a zona Oeste não será afectado?
E, depois, como é que se iria substituir o actual campo de tiro da Força Aérea e para onde ia se, mais ao sul, também um deserto, estão os celebérrimos linces ibéricos, por acaso quase extintos; e se é que ainda há algum em liberdade ou vivo.
É por estas e por outras que acredito na política portuguesa. É tão previsível e tão transparente que antes de serem já as coisas foram.
Dúvidas?
Remeto-vos para o primeiro parágrafo.
(Transcrito na íntegra no , como artigo de Opinião)

20 maio 2007

As eleições para Lisboa

"Depois das incongruências e vicissitudes de quem e, ou, quando cai na maior Câmara Municipal de Portugal, Lisboa – e quase previsível antecâmara pré-presidencial –, depois do Tribunal Constitucional português ter afirmado – quando querem os portugueses são céleres na Justiça e não precisam de meses ou anos para fazerem justiça – que era ilegítimo ter sido marcadas eleições sem que todos – partidos e independentes, porque é nesta única altura que os independentes podem ser livremente elegíveis – pudessem participar, a Governadora Civil do Distrito decidiu marcar eleições para 15 de Julho, ou seja, duas semanas depois.
Compreende-se que assim seja.
Se não pode ser a 1 de Julho porque era difícil criarem-se coligações e os independentes um grupo de qualidade – ora aqui está algo com que alguns dos partidos não se precisam preocupar, basta irem aos seus dependentes para terem logo muitos em bicos de pés –, só poderia ser mesmo a 15 de Julho.
Então a 7 de Julho não vai haver uma manifestação de Cultura na maior catedral de Lisboa, o estádio da Luz, e se alguém se decidisse em período de reflexão fazer uma legítima campanha?
Todavia, pois todavia…
Um dos princípios fundamentais de um qualquer trabalhador que está consagrado constitucionalmente é o "direito às férias". (...)"
Pode continura a ler este artigo no

17 maio 2007

Incongruências da política portuguesa

Por norma não comento, ou tento abster-me de o fazer, a política partidária portuguesa.
Excepto, como neste caso, se o assunto for questões autárquicas porque são aquelas onde melhor posso intervir e participar como cidadão.
Como se explica que o líder do maior partido político português da oposição tenha verberado – e forçado – à queda de um executivo liderado por pessoas do seu partido, (independentes, ou não, foram por ele propostas) devido ao facto de estarem constituídos arguidos – a tradução inglesa vai ter problemas porque desconhece esta palavra portuguesa – em diferentes processos – arguidos e ainda não condenados – e acaba de nomear como candidato a presidente da Câmara de Lisboa uma pessoa que, segundo a imprensa, está constituída arguida num processo que já terá anos!!!
Incongruências de um líder que parece nunca mais conseguir assentar ideias; que “ganda nóia…”
E depois não se queixem que a juventude está cada vez mais abstraída da vida política!

29 janeiro 2006

E trinta anos depois…



(Cliquem para aumentar a imagem; fotos disparadas por mim, daí a qualidade; ©Elcalmeida)

...E trinta anos depois vejo nevar em Lisboa.
Exacto, hoje, 29 de Janeiro de 2006, estou a ver nevar em Lisboa.
A última vez que vi nevar foi na Rússia, em Abril de 1989, numa viagem organizada pela Universidade Lusíada.
Depois disso, via neve, sim mas quando ia, ou vou, à Serra da Estrela.
E se eu hoje vi nevar pela primeira vez em Lisboa, as minhas duas filhas viram nevar pela primeira vez em toda a sua vida.
Não há dúvidas que, para um africano, é uma sensação indescritível.
… E quase três horas depois, ainda continuam a cair belos farrapos de algodão frio.