18 dezembro 2009
COP15: Copenhaga nos minutos finais…
16 dezembro 2009
COP15: a quem realmente interessa o que se debate em Copenhaga?
(alguém, hoje em dia, prescinde deste meio poluidor?)E porque é em Copenhaga, onde todos têm culpas nos desmandos que se fazem pelo Mundo, principalmente, na produção excessiva de dióxido de carbono, na super-utilização de recursos naturais, em particular nos hidrocarbonetos e na delapidação dos recursos hídricos e das madeiras, que comprovamos que todos estão a tentar se apresentar como polícias de um Mundo mais “verde” embora sob a hipócrita ironia das compensações financeiras.
E nisto, particularmente, a América Latina e a África, são dos mais responsáveis, embora seja certo que é o Mundo dito industrializado quem mais polui devido à sua enorme capacidade de criar produtos poluentes ou que originam poluição.
Mas também é verdade que muitos dos produtos protopoluidores são produzidos em África, na América Latina e na península arábica – petróleo – ou em África e na América Latina – destruição das florestas – sob o “auspício” dos milhões de divisas que entram (será?) nos cofres do tesouro público dos países exportadores.
Mas também recordemos que são muitos os países ditos emergentes que muito contribuem para a poluição e menor qualidade de vida desta Casa – a única que ainda é formalmente reconhecida como tal – a que chamamos Terra!
Quantos dos BRIC e dos muitos potenciais “brics” não são, hoje em dia, o local de fabrico, em grande parte devido à mão-de-obra muito mais barata e “calada”, de muito material poluidor. As vantagens fiscais e económicas que os países emergentes oferecem aos grandes empórios financeiros e industriais compensam essa deslocação. Por outro lado, os países emergentes e os em vias de desenvolvimento descobriram uma nova fonte de divisas que é a venda de parte da sua quota de CO2 aos países mais poluidores, nomeadamente, a China, os EUA, a Índia, a Austrália, a Rússia e a União Europeia.
Mas se estes são os mais poluidores é da China que vêm as maiores críticas e os maiores apelos para a contenção da emissão dos gáses de efeito de estufa, ou seja, do dióxido de carbono.
É louvável a sua preocupação com os países emergentes ou menos desenvolvidos. Só que faz-me recordar os anos 60/70 e parte dos anos 80 do século passado quando a antiga URSS provocava as manifestações anti-nuclear enquanto se reforçava seriamente nesse campo como veio comprovar – e mal, infelizmente – Chernobyl, na Ucrânia.
É interessante ver como a China, reconhecidamente a que mais contribui com cerca de 40% de emissões mundiais, segundo algumas fontes, para a deterioração do nosso meio ambiente, se perfila como o grande paladino dos mais fracos e da defesa das utópicas indemnizações pedidas pelos países africanos.
Não esqueçamos quem é o mais comprador de hidrocarbonetos do Mundo – que o digam Angola e Sudão –, quem mais rios poluídos tem dentro do seu território, ou quem mais madeiras compram e quem mais indiscriminadamente destrói matas e florestas – recordam-se disso, por certo, os moçambicanos – para o desenvolvimento das suas indústrias e imobiliário?
É interessante ver – ouvir – nos jornais televisivos a defesa que os delegados chineses fazem em nome do meio ambiente, desviando, parece, os holofotes de si e dos Direitos Humanos não cumpridos para terceiros.
Mas será que os chineses já atingiram o patamar que almejam para estar a um mesmo nível que os EUA, um Japão ou mesmo uma Rússia? Ou será que, tal como na antiga URSS, os Chineses querem que o resto do Mundo se atrase em estéreis debates enquanto eles avançam mesmo com a qualidade que todos reconhecem não ter.
Há que defender a nossa Casa! Mas devemos fazê-lo com respeito por todos os que nela coabitam. Não basta invectivar os vizinhos do lado direito, da frente, das traseiras ou do lado esquerdo exigindo mais limpeza se nós próprios não o fazemos devidamente.
Há que ter moral e recordar que o Homem não é o único condómino desta Casa nem o único com capacidade para a transformar.
Talvez tenha muita capacidade para a (má) transformação mas os outros parecem ter melhor capacidade para a adaptação. Aquela que parece fugir, cada vez mais, aos Homens que sabe viver em permanência na corda bamba como o recorda a cada passo.
Mas o Homem parece esqueceu que os animais mais depressa conseguem prever tsunamis, sismos, fogos – ou seja, alterações climáticas extremas – e procurar melhores locais de sobrevivência, que as plantas e sementes podem sobreviver durante largo tempo na escuridão e depois desabrochar esplendorosas, enquanto aquele se acomodou ao que está tendo com as consequências quase sempre muito nefastas porque parece ter perdido a verdadeira capacidade de mudar e transformar.
Pode ser que, quando os líderes dos maiores poluidores se reunirem na próxima sexta-feira, já o Mundo tenha concordado em pontuar o COP15 e não necessite de um eventual "COP15bis" como ainda antes de começar este conclave de Copenhaga o líder da ONU, Ban Ki-moon, já previa poder acontecer; pode ser que Quioto seja colocado num pedestal como recordação do que não se deve negociar e Copenhaga o princípio da recuperação física da Terra!
Essa é a minha (e, por certo, provavelmente de todos nós) esperança... e que isto nunca aconteça!
22 setembro 2009
Conferência: Se o possível se faz todos os dias... tentemos o impossível
Deixem-me, primeiro, elucidar que estou em representação do jornalista Norberto Hossi, director do NL a quem, inicialmente, foi endereçado o convite. Todavia, por razões profissionais e particulares, Norberto Hossi não pode estar presente e a sua solicitação fez reenviar o convite para mim em concordância com a ilustre Comissão deste Congresso.
Este intróito deve-se – e considero exigível esta citação – porque apesar de colaborar com diferentes órgãos de informação lusófonos (portugueses – semanário regional Frente Oeste e Jornal de Notícias, como comentador), principalmente, angolanos (Semanário Angolense), santomenses (semanário Correio da Semana) e, esporadicamente, com moçambicanos além de ver artigos de opinião também transcritos em portais internacionais e cabo-verdianos) não sou jornalista, na verdadeira acepção da palavra; e muito menos um produtor de conteúdos.
Permitam-me que recorde que o Notícias Lusófona é, desde 1997, o único jornal que se dedica exclusivamente à informação para os mais de 220 milhões de cidadãos que em todo o mundo falam português.
Serei, quanto muito, um mero colunista ou colaborador, no caso do NL com mais de dois anos e meio de colaboração permanente e regular – e por isso mesmo um membro ainda que discreto e longínquo da Comunicação Social – que vai debitando algumas preocupações cívicas e que penso poder contribuir para algum entendimento mais interessante das áreas que melhor conheço.
E por essa razão que aqui estou. Para tentar dar o meu contributo para, enquanto membro dessa classe, um pouco cada vez mais quase desaproveitada em favor daqueles que se limitam a dizer “yes man”, deixar que outros pensem por ele e limitar-se a dedilhar num qualquer teclado tudo o que lhe foi previamente encomendado, abordar como deve, na minha perspectiva, a Comunicação social abordar um tema tão cadente quanto cada vez mais actual que é o Ambiente.
Como pode a Comunicação Social dar esse contributo? Tem-no feito das mais variadíssimas formas. Alguns dos meus companheiros de mesa já deram mostras de como isso é possível e desejável.
O problema, é que os decisores continuam a manter uma considerável distância entre os meios comunicacionais e eles. Talvez que as propostas que surgem nos media não sejam, mais que exequíveis, tão baratas. Mas como nos recordamos com as minas terrestres, estas custam substancialmente pouco quando novas e tornam-se extraordinariamente insuportáveis a sua retirada dos campos minados. Fala-se, ou costumam falar na ordem de 1 para 100, ou seja, por cada dólar que custa uma mina, fazer a sua retirada dos campos minados, ou seja, desminar, fica por cerca de 100 dólares.
Também no Ambiente essa disparidade se torna tão evidente com a dupla particularidade de, enquanto numa desminagem as vítimas poderão “ser colaterais”, no Ambiente as vítimas somos todos nós porque a Humanidade – e os seus líderes – se limita (ou limitaram-se) a pensar só nos benefícios imediatos que as grandes invenções – algumas das quais quase sem proveito algum para a maioria das populações – não questionando as eventuais consequências; talvez porque os benefícios visíveis eram mais vantajosos que a busca de eventuais causas colaterais, e quando se aperceberam os interesses dos Estado e económicos têm falado mais alto que os interesses subjacentes à salvaguarda de um Planeta que se nos oferece como a nossa principal e ainda única casa planetária.
Pode a Comunicação Social fazer alguma coisa mais do que tem feito? É claro que sim! Mas para isso necessita deixar de estar subordinada aos interesses económicos dos grandes empórios e às ordens do chamado desenvolvimento nacional imperativo. (...)" (continue a ler aqui ou aqui)
11 fevereiro 2009
Lobito quer proteger as tartarugas
(Lobito, Hotel Términus ©foto daqui; do outro lado, em frente fica o morro para o Egipto Praia)A Praia do Egipto, ou Egipto Praia, fica a algumas dezenas de quilómetros a norte da zona portuária da cidade do Lobito.
A cidade dos flamingos, das salinas e dos mangais apesar de haver quem pareça querer destruir algum do seu ecossistema com a cimenteira e a refinaria, previstos para a zona sul, também se preocupa com a biodiversidade.
Mas como quem manda e impõe a cimenteira e a refinaria é o Governo “central” de Luanda e na cidade é a Administração municipal, esta e Instituto Regional de Investigação Marinha no Lobito estão conscientes que se não se pode fazer turismo no sul que se faça no norte.
O problema é que se os resíduos que as duas fábricas vão criar se não forem devidamente tratadas afectarão, infelizmente, as zonas costeiras a norte da cidade. Há que esperar e desejar que a Administração municipal esteja atenta a este factor desestabilizador do ecossistema local.
15 abril 2008
Líder dos Massukos um dos vencedores da Goldman Environmental Prize
O cantor moçambicano Feliciano dos Santos ganhou o prémio Goldman Prize [Goldman Environmental Prize], considerado por muitos como o prémio Nobel do ambiente. Feliciano que lidera a banda moçambicana Massukos, é distinguido pelo seu trabalho na divulgação dos problemas da saúde, água e Sida [ver texto explicativo da Goldman aqui].
As Nações Unidas estimam que as doenças diarreicas matam por ano 1,8 milhões de pessoas. Feliciano recebeu o prémio numa cerimónia na cidade norte-americana de São Francisco. Em declarações, Feliciano começa por descrever o que sentiu quando soube que tinha sido distinguido. “Foi uma surpresa, pensei que fosse brincadeira, nunca pensei que estando na província do Niassa no Norte de Moçambique tão longe do mundo, não acreditei que fosse possível”. Feliciano acredita que a música tem poder para fazer passar mensagens para o público. “Em África quando se toca um batuque, as pessoas aglomeram-se e aquele é o momento próprio para começar a transmitir aos outros aquilo que lhe vai no coração”.
Música sobre latrinas serviu para alertar para problemas de higiene “Eu sinto que a música tem um poder muito forte e transmite aquilo que são as nossas necessidades básicas”. A motivação de Feliciano surgiu das más condições de higiene e da má qualidade da água que tinha disponível na província do Niassa. Em 1992, depois de ter formado a banda Massukos, ele promoveu em conjunto com a Unicef um projecto para promover as latrinas.
Em 1996, ele estabeleceu a ONG “Estamos”, que tem por objectivo promover melhores condições de vida através de melhores condições sanitárias. “Este prémio serve para as pessoas perceberem que não interessa de onde nós vimos, o que é importante é realizar coisas que marcam a diferença”, refere Feliciano dos Santos. O prémio de 150 mil dólares vai servir para “alertar para os problemas que as populações de Moçambique e de África enfrentam no dia-a-dia”, conclui.
Artigo publicado n’O Observador, edição 192, de hoje e que muito gostosamente aqui transcrevo como incentivo a que outros africanos também continuem a contribuir para elevar o nome do Continente para além dos problemas políticos, da fome e da guerra, com que, predominantemente, somos relembrados.
27 fevereiro 2008
Elefantes para abater?!
(Aceda ao video da Reuters [espere pelo fim da pub.]) Será que a justificação contida no vídeo é plausível?
Não haverá outros países onde as manadas de elefantes quase desapareceram? Não poderia(á) a África do Sul, eventuais países receptores e Comunidade internacional transferir “famílias” para outros lugares?
Uma bala deve ser mais barata; aliada ao facto das presas serem sempre negociáveis mesmo, e principalmente, nos mercados paralelos!
E se pressionássemos o Governo da bandeira arco-íris para que repensasse a sua posição!
10 fevereiro 2008
Depois da seca as cheias
15 outubro 2007
Um dia pelo ambiente...
...entre os 365 dias onde devemos todos procurar proteger aquilo que mais nos molda:o Ambiente e o meio que o rodeia.
Enquadrado numa inicaiativa do blogue "Blog Action Day" para o dia 15 de Outubro de 2007 e que teve o apoio do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e de outros 15 mil blogues a nível Mundial.
29 março 2007
Senhoras, não sabem que é feio arrotar?
Duvidam?
Pois então fiquem com este pequeno trecho retirado daqui.
“Na luta contra o aquecimento global, o cientista Winfried Dochner, da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, apresentou uma arma inusitada: pílulas anti-arrotos para vacas, noticia a BBCNews.
O especialista alemão afirma que os arrotos dos ruminantes respondem por cerca de quatro por cento das emissões de gás metano no planeta. E a tendência seria de crescimento, já que o consumo de carne está a aumentar.
«Não podemos evitar esse desenvolvimento. Mas com novos métodos, podemos reduzir a influência das vacas no efeito estufa para até 3 por cento, e ainda economizaremos dinheiro», diz o especialista em nutrição animal Dochner.”
Anda Al Gore só de carros híbridos, de preferência Lexus, e vêm estas vacas poluir o nosso ar! É galo, perdão, é vaca!
Antes estavam loucas, agora arrotam! E nem pedem perdão…
Vão arrotar para o raio que as parta!
21 março 2007
Um quase 3 em 1
Dia Mundial da Floresta e da Árvore
(Floresta do Maiombe; foto ©daqui)
Aproveitando a data relembro este apontamento aqui deixado há dias. Como gostaria de saber que também o meu país aderiu, em pleno, à ideia com medidas como, por exemplo, a manutenção de uma racional exploração da rica floresta do Maiombe, Cabinda, ou plantações de árvores a sul de Benguela para a contenção do natural avanço do deserto do Namibe.
Dia Mundial da Poesia
As Águas
A chuva regressou pela boca da noite
Da sua grande caminhada
Qual virgem prostituída
Lançou-se desesperada
Nos braços famintos
Das árvores ressequidas!(...)
(Podem continuar a ler este belo poema, que celebra a água e as árvores, de Onésimo Silveira, no Malambas)
Dia Mundial da Água
(Quedas de Kalandula/Duque de Bragança, Malange, Angola - foto de ©Henrique J.C. Oliveira, Março/1974)
14 março 2007
Campanha “plantemos 1 bilhão de árvores”.
(“Miradouro da Lua”, próximo de Luanda; procuremos que a terra não fique assim)A ecologista queniana Wangari Maathai, laureada pela Paz, desafiou a população mundial a plantar um bilhão de árvores em 2007, como forma de minorar os efeitos de estufa que alguns países persistem em ignorar.
A iniciativa de Maathai, conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e de alguns países que já aderiram ao projecto.
O Uganda perfila-se, neste momento, como um dos mais activos tendo plantado já mais de 1 milhão de árvores. Mas outros países africanos, nomeadamente o Senegal e o Quénia, mas, também e a nível de particulares, Moçambique, Mali e Marrocos, estão na corrida pela melhoria do ar do planeta.
Na Europa o destaque vai para a Sérvia (cerca de 200 mil árvores), Espanha e França que já plantaram cada mais de 30 mil árvores, cada. Em Portugal, o Parque Biológico de Gaia e Escolas de Vila Real (na região norte de país) e a Câmara de Odivelas, no sul, foram algumas das instituições e entidades portuguesas que abraçaram o desafio, tendo contribuído, os primeiros, com 150 carvalhos – procurando recuperar um floresta indígena em extinção –, e 2050 árvores de outras espécies.
E como seria interessante que outros países, nomeadamente, os que mais próximos estão dos desertos também abraçassem este desafio.
Quem sabe se da parte de países como os EUA, Austrália, Rússia e China não teriam a ajuda “desinteressada”, porque é incómoda esta iniciativa, na rega e sobrevivência das árvores plantadas…
Poder-se-ia recuperar algum terreno ao deserto, ou pelo menos, estancá-lo!
27 fevereiro 2007
N’zage em perigo de extinção?
(garimpo no rio Cuango; foto ©Diamang)05 fevereiro 2007
Tartaruga marinha santomense em perigo? - artigo
Nesse encontro, que teve o patrocínio e acompanhamento do presidente Fradique de Menezes, dos os Ministros do Turismo e do Ambiente, entre outros representantes institucionais santomenses, e das Embaixada de França e de Portugal, foram preparadas e elaboradas recomendações que foram entregues ao Ministro do Ambiente"...
26 janeiro 2007
Tartarugas santomenses... o meu lamento
Lamentável o que hoje ouvi na RTP-África sobre as tartarugas marinhas de São Tomé e Príncipe.A falta de peixe levam os pescadores a capturá-las para auferirem algum dinheiro que os sustente e ás famílias. Diga-se que a carne de tartaruga, face á notícia, também é muito apreciada entre os santomenses.
Por outro lado, a ONG Mar Ambiente e Pesca Artesanal (Marapa), a executora do Programa Nacional de Protecção das Tartarugas Marinhas que opera sob financiamentos do Projecto Espèces Phares (UE) e do Fundo Francês para o Ambiente Mundial (FFEM) e, simultaneamente, a entidade que controla – ou tenta controlar – a sobrevivência da tartaruga santomense, vê-se sem fundos para cumprir com a sua nobre missão: protegê-las.
Lembram-se de há um ano ter ocorrido em São Tomé uma conferência para a protecção da Tartaruga Marinha? Apesar de haver quem, sempre que pode, as traga à memória colectiva, esta, por vezes, prega destas partidas… esquece rapidamente!
Mas, também quem protege os pescadores santomenses da rapina que se faz no país?
Talvez, por isso, algumas pequenas embarcações acabem perdidas no alto-mar. Hoje, felizmente, e ao fim de 2 semanas de angústia e de buscas, foram encontrados, perto da costa ocidental, pescadores santomenses que andavam perdidos.
Talvez seja altura do Governo santomense começar a obrigar os pesqueiros estrangeiros a criarem empresas mistas para poderem operar na zona marinha exclusiva.
Por certo que os pescadores costeiros agradecerão e de certeza que as tartarugas sentir-se-ão mais protegidas.
22 janeiro 2007
O efeito-estufa?
Moçambique, mais especificamente a região do Zambeze e na província de Nampula, está há uns dias sob fortes chuvadas com direito a avisos de eventuais cheias. A construção de uma ponte sobre o Zambeze está parada e em Nampula alguns milhares já estão sem abrigo. 
Angola, em particular Luanda, que quase paralisou hoje, e Lundas, onde, segundo a RDP-África, casas foram varridas pela força das chuvas, estão sob castigo da tormenta que caiu; segundo vozes críticas tudo porque há obras que se mantém tempo demais e sem cumprirem os mínimos requisitos de segurança para as populações havendo casas quase integralmente submersas, como documentaram imagens da RTP-África hoje emitidas.
Em São Tomé e Príncipe – tal como já tinha acontecido no início do ano em Cabo Verde – apareceu a bruma seca que está pôr em perigo não só a saúde das populações como os transportes marítimos e aéreos. Esta bruma, composta de um pó branco, é proveniente do deserto do Saara. Será que ainda é efeitos dos pós levantados pela caravana do Lisboa-Dakar? Em Portugal as marés, nomeadamente na margem sul da foz do Tejo, frente a Lisboa, estão a dizimar as margens e colocar em perigo as dunas classificadas como património.
Entretanto os especialistas avisam que as alterações climatéricas poderão ser importantes dentro de algumas poucas décadas com períodos estivais muito secos e de chuvas muito intensas.
Tudo parece ter como base no chamado efeito-estufa que alguns países continuam a não acreditar poder haver…
(Nota: As fotos de Luanda e STP foram obtidas via RTP-África)
17 abril 2006
Bijagós em exposição

Sob a coordenação de Joacine Moreira, o CIDAC, Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, o Museu Nacional de História Natural, o Instituto Marquês Valle Flor e a AEGBL, Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa, vão levar a efeito no Museu de História Natural, sito em Lisboa, uma exposição fotográfica e antropológica sobre os Bijagós que servirá, em simultâneo, como suporte à sua candidatura – à sua natural candidatura – a Património Mundial.Deixo-vos o convite que os organizadores estão a efectuar e que se realizará de 22 de Abril a 30 de Junho:
A exposição foi realizada pelo PRCM – Programa Regional de Conservação da Zona Costeira e Marinha da África Ocidental na sede da UNESCO (Paris), de 24 a 28 de Fevereiro de 2005, no âmbito da Conferência Internacional “Biodiversité, Science et Gouvernance”.
Foi apresentada posteriormente no Palais de la Porte Dorée, mais especificamente no Aquarium Tropical, onde esteve patente de 6 de Abril a 6 de Novembro de 2005.
O objectivo da Exposição é dar a conhecer o Arquipélago dos Bijagós, situado ao largo da Guiné-Bissau, o modo de gestão tradicional dos seus recursos que preserva a biodiversidade, assim como as ameaças exteriores que pesam sobre uma natureza extraordinária, até aqui preservada pelas comunidades rurais.
O CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral dará continuidade a esta iniciativa com a sua apresentação em Portugal, contribuindo para a emergência de uma opinião pública portuguesa mais informada nas áreas abrangidas pela exposição.
A exposição permite introduzir os seguintes painéis temáticos: a natureza, a biodiversidade e os recursos; os ritos culturais e religiosos para gerir o espaço e seus recursos; a globalização e as pressões exógenas; a Reserva de Biosfera, quadro apropriado para a ciência, a educação e a conservação em benefício da comunidade e do país.
A exposição é constituída por fotografias de diferentes formatos (fruto da selecção do trabalho dos fotógrafos profissionais, Jean François Hellio e de Nicolas Van Ingen – que passaram dois meses com os bijagós), e de vários objectos representativos da cultura e religião bijagó.
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MNHN – Rua da Escola Politécnica, nº 58, 1269-102 Lisboa
Acessos: Metro do Rato, autocarros carris nº 58, nº100, nº6, nº9, nº27, nº38 e nº49
Horário: Seg a sexta das 10h às 13h e das 14h às 17h / sábados das 15h às 18h
22 março 2006
Dia Mundial da Água
20 março 2006
21 de Março, Dias Mundial da Poesia e da Árvore
Árvore de Frutos
Por: António Cardoso
Cheiras ao caju da minha infância
e tens a cor do barro vermelho molhado
de antigamente;
há sabor a manga a escorrer-te na boca
e dureza de maboque a saltar-te nos seios.
Misturo-te com a terra vermelha
e com as noites
de histórias antigas
ouvidas há muito.
No teu corpo
sons antigos dos batuques à minha porta,
com que me provocas,
enchem-me o cérebro de fogo incontido.
Amor, és o sonho feito carne
do meu bairro antigo do musseque!
29 janeiro 2006
E trinta anos depois…


(Cliquem para aumentar a imagem; fotos disparadas por mim, daí a qualidade; ©Elcalmeida)
...E trinta anos depois vejo nevar em Lisboa.
Exacto, hoje, 29 de Janeiro de 2006, estou a ver nevar em Lisboa.
A última vez que vi nevar foi na Rússia, em Abril de 1989, numa viagem organizada pela Universidade Lusíada.
Depois disso, via neve, sim mas quando ia, ou vou, à Serra da Estrela.
E se eu hoje vi nevar pela primeira vez em Lisboa, as minhas duas filhas viram nevar pela primeira vez em toda a sua vida.
Não há dúvidas que, para um africano, é uma sensação indescritível.
… E quase três horas depois, ainda continuam a cair belos farrapos de algodão frio.
14 setembro 2005
Tangala Reserve
A "África de todos os Sonhos" um magnífico e brilhante blogue que nos oferece uma paz e sensibilidades africana, como poucos, propõe-nos uma visita ao sítio da Tangala Reserve, uma Reserva privada sul-africana, que nos oferece magníficas fotos apelativas para lá ir.E enquanto não tivermos possibilidades de lá ir contentemo-nos com as fotos.

