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19 outubro 2011
05 março 2011
05 maio 2009
Uma detenção um pouco singular, mas…
"O jornalista, JOSÉ GAMA, Embaixador do Club-K, e articulista do Semanário Angolense deu entrada as 12H03M numa cela da 3ª Esquadra de Polícia em Luanda (Angola) à pretexto de ter mandado lavar a sua viatura na via pública e desobediência à autoridade, segundo fontes policiais.
De acordo com José Gama este abandonou a viatura dirigindo-se a uma Instituição Bancária, havendo alguém tomado a iniciativa de lavar a sua viatura sem o seu consentimento. O Fiscal de serviço não atendeu a esta explicação e considerou resistencia à autoridade o direito de contestação de josé Gama, pelo que se encontra detido e indiciado de dois crimes.
É vulgar em Luanda a técnica de "marketing" dos lavadores de carro, antecipando a lavangem para obterem algum dinheiro com serviço prestado. É também normal que a Polícia considere resistência a autoridade sempre que se conteste algo. Luanda, hoje é uma cidade em grande medida com esgotos à superficie (a própria Vila Alice é exemplo) e onde se vê espalhada muita água devido à rupturas da rede."
Sobre esta matéria poderão ler o restante nos portais angolanos Club-K (aqui e também aqui) e, ou, no Angola24Horas; e também no Notícias Lusófonas! Até lá fiquemos a aguardar esclarecimentos mais concretos…
Já agora, tenho a ideia que José Gama é jornalista no semanário "Angolense" e não no semanário "Semanário Angolense".
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NOTA: José Gama foi libertado ainda durante a noite de ontem. Só não entendo como e porquê os documentos não puderam ser-lhe entregues dado que o agente de autoridade que o deteve não estava, na altura, na esquadra. Ou seja, pelo que se entende, estranhamente, em vez de os colocar em depósito na esquadra o agente, provavelmente por mero esquecimento ou distração, ficou com ele em sua posse...
18 abril 2009
E ao sétimo dia, perdão, ao sétimo mês…
Sete meses para verter na rua sete (pelo menos foi isso o que ouvi na televisão) situações menos correctas! Descobertas uma em cada mês? Não, porque o inquérito – e este se reportou somente à votação em Luanda – foi efectuado entre Setembro e Fevereiro mas, pelos vistos, houve necessidade de os digerir bem antes de os colocar ao dispor do eleitorado.
Entre as diferentes anomalias apontadas destacam-se:
....1. erros de planificação eleitoral;
....2. deficiente entrosamento entre as estruturas eleitorais locais e a empresa encarregada de executar o plano de distribuição do material de votação que motivou a chegada tardia do material de votação a algumas assembleias de voto, o que determinou a não abertura no dia 5 de Setembro e, por esse facto, o seu prolongamento para o dia seguinte;
....3. dificuldades no processo de credenciação dos membros das assembleias e na sua posterior colocação nos locais de voto;
....4. ausência de medidas adequadas à dimensão eleitoral da província de Luanda;
....5. necessidade de criar mecanismos mais eficazes de monitorização e acompanhamento central da execução dos diferentes programas de responsabilidade local.
Ou seja, algumas destas situações já tinham sido apontadas logo nos primeiros dias após o acto eleitoral pelos diferentes analistas e comentadores políticos presentes no escrutínio eleitoral.
Assim como assim, mais vale tarde que nunca e, não esqueçamos que eu ainda não esqueci, em 2009 – o que não parece muito possível – ou em 2010 vai haver a eleição para a Presidência da República… caso seja uma eleição directa.
15 abril 2009
A exequibilidade das promessas em tempo de crise
(uma casa de pau-pique angolana; imagem ximunada aqui)O MPLA prometeu caso fosse Governo, o que veio a acontecer, que iria construir cerca de um milhão de casa para os Angolanos durante a próxima legislatura.
Recordemos que uma legislatura é de 4 (quatro) anos…
A Conferência Nacional sobre Habitação que está decorrer em Luanda, aliada ao manifesto desenvolvimento de infra-estruturas habitacionais, e unicamente habitacionais, nomeadamente na província de Luanda – e não só, reconheça-se –, parece querer mostrar que essa ciclópica promessa – e com os empreiteiros a afirmarem estar disponíveis para ajudar a cumpri-la – poderá ser satisfeita ainda antes de decorridos os tais 4 anos da legislatura.
É evidente que a grande maioria da população angolana precisa de casa condignas aliadas a um efectivo e sólido saneamento básico onde a electricidade, a água canalizada e uma sólida rede de esgotos (de preferência que possam ser devidamente tratados) não sejam palavras ocas e vãs.
Recordo que, no primeiro dia do Congresso, um deputado do MPLA – parece-me que o é, mas em qualquer dos casos uma das figuras gradas do partido –, questionou no Congresso, nomeadamente os arquitectos e o Poder ali representados, porque é que, sendo a maioria da população constituída por 6 ou 7 elementos no seu agregado familiar, só mostravam e só erguiam casas do tipo t2 ou t3 (ou seja, com 3 ou 4 quartos)?
Uma interessante questão para a qual não me recordo de ter ouvido uma resposta clara e objectiva.
Tal como ainda não consegui ouvir uma resposta aos lamentos do senhor Presidente, Engº José Eduardo dos Santos (há os que são e parecem não gostar do tratamento, ao contrário do que não são e nem se sabe bem se serão…), quando afirmou ser incompreensível a manutenção de preços tão elevados como os que são apresentados nas vendas das casas. Recordo-me, vagamente, de o ter ouvido verberar a especulação.
Até ao final do Congresso espero ouvir alguém afirmar que essa especulação desenfreada vai acabar sem que a qualidade seja menorizada. Tenho esse sonho! Talvez assim possa pensar em ascender à compra de uma casa no meu País!
Entretanto as cidades vão crescendo em população e em altura esquecendo que o interior vai ficando desertificado e as condições humanas vão se deteriorando com o excesso de população.
Quem sabe se o programa do MPLA, perdão, do Governo para uma legislatura de 4 anos, não seja reduzido para menos de metade… Ao ritmo de construção que as sedes das províncias e principais cidades vão evidenciando…
Pode ser que, depois, se lembrem um pouco mais das estradas nacionais e evitar que as recuperadas hoje apareçam amanhã todas esburacadas ou, mais concretamente, evitar que estradas em terra surjam com bocados de asfalto como já tive oportunidade de ver fotos (e vídeos na TPA) recentes sobre estradas recentemente recuperadas, ou de perceber que os rios são – felizmente, ainda – selvagens e que não gostam que “abusem” das suas margens – por isso é que vimos o Cunene, entre outro, “gritar” como o fez – ou darem melhores condições financeiras às populações ainda subhumanizadas como, por exemplo, mais e melhores hospitais e clínicas públicas.
São sonhos que, talvez, este Congresso Habitacional possa mostrar que certas utopias devem ser menos alavancadas e que o engajamento ao desenvolvimento humano não passa só pelas habitações, mesmo que com arrendamentos financiados, se não houver, de raiz, infra-estruturas adequadas.
É que prometer não custa, mesmo nada! O problema é que, nem sempre, se ponderam as condições para que uma promessa seja realmente exequível. E a crise vai bater a todas as portas, nomeadamente quando um país, está quase monodependente de um produto cujo valor produtivo é cada vez mais muito volátil…
10 abril 2009
Pré-candidatos vão aparecendo…
Ainda nem se sabe se vai haver eleições presidenciais este ano em Angola – parece que tudo conjuga que não – mas pré-candidatos já há.
O primeiro, que se mantém, é o economista e professor universitário Vicente Pinto de Andrade; o segundo, por acaso uma segunda, é Luisete Macedo Araújo, uma finalista de bacharel em Teologia e próxima da Igreja Maná (a única que tem um blogue pessoal de campanha); e, agora, surgiu um terceiro pré-candidato, Vasco Cristóvão, médico, ex-militar das FAPLA e, parece, professor universitário (parece porque sei que houve quem contactasse a “sua” Universidade, a UAN, onde dizem leccionar e que estes terão afirmado ser aí desconhecido).
No entrementes, e de acordo com O Apostolado, há um outro pré-candidato, João Kambwela, que, honestamente, não sei quem seja embora saiba ser um politólogo e dirigente do Amplo Movimento dos Cidadãos (AMC), organização que congrega representantes da sociedade civil angolana, e cuja intenção será ajudar o candidato a concorrer às presidenciais visando a mudança na liderança do país e a "eliminação da corrupção".
Entretanto, há um quinto sempre visível e imposto que nunca afirmou se seria ou não mas que todos aqueles que temem perder certos benefícios procuram que seja obrigatoriamente o “candidato”: José Eduardo dos Santos.
Não se preocupam com a sua vontade nem com a defesa da sua imagem – quer gostemos, quer admitamos, quer saporificamente aceitemos ou não, é o estabilizador e o actual aglutinador da actual paz social, política e militar que gozamos, mesmo que o sapo seja tão grande como a vaca bíblica –; só se preocupam o seu status quo no seio da nomenklatura e da bela vidinha que levam.
Pode ser, como alvitrava um analista há dias, e que também eu já tenho prospectivado e considero a mais adequada nos tempos actuais, que no Congresso de Dezembro saia um novo e surpreendente coelho da cartola de Dos Santos para azia de uns – e não poucos – quantos.
Vamos aguardando pelas modas e por mais aqueles que vão, por certo, aparecer. Até porque há um “galinheiro” de onde poderá ver sair para a conquista mais de um galo, mais ou menos depenado, mais ou menos, careca. Tudo dependerá de como se apresentarem no início do escadote…
28 novembro 2008
Chumbadas levam as presidenciais para o caminho do adiamento?
.Depois do líder da Oposição e presidente da UNITA, Isaías Samakuva, ter condicionado a sua eventual participação às presidenciais, previstas para 2009, desde que estas fossem manifestamente transparentes, democráticas e sem constrangimentos como os ocorridos nas legislativas e de que a UNITA já fez eco através de um comunicado; ou seja, e segundo as palavras de Samakuva se "… não houver garantias […as presidenciais] [que] não vão ser uma farsa".
Um primeiro tiro nas presidenciais.
Depois da sondagem que o Semanário Angolense publicou na sua edição 291, de 15 a 22 de Nov, que mostravam que o actual inquilino da Cidade Alta não tinham concorrentes à altura, nem mesmo dentro do seu partido, o que tornaria as presidenciais num autêntico plebiscito, tornando quase desnecessária a votação.
Segundo chumbo certeiro nas presidenciais
Sabendo que um dos grandes objectivos de certas personalidades próximas, e mesmo dentro, do MPLA querem que o regime angolano seja total e claramente presidencialista em vez desta encapotada situação em que a Constituição aponta para um regime parlamentarista semi-presidencialista, mas que a prática mostra ser claramente presidencialista, é sua vontade é que a actual Constituição sejam rapidamente revista.
Perfeitamente natural num regime democrático e onde o Parlamento é dominado por uma maioria qualificada de um partido, no caso o MPLA. Mal ou bem, com desacertos ou situações questionáveis, os adversários aceitaram e sancionaram o que o Povo, mesmo que em eventual teoria, decidiu. E se decidiu…
Pois é aproveitando esta situação de eventual alteração da Constituição, que não tem data prevista de início e, ou, termo, que o Presidente José Eduardo dos Santos, potencial jogador nas presidenciais, decidiu condicionar as presidenciais previstas para o próximo ano à aprovação da nova Constituição; ou seja, e como o próprio Presidente fez questão de sublinhar, o presidente eleito terá de o ser "a partir do que ficar plasmado na Lei Fundamental angolana" (...)" (Continuar a ler aqui ou aqui).
Um primeiro tiro nas presidenciais.
Depois da sondagem que o Semanário Angolense publicou na sua edição 291, de 15 a 22 de Nov, que mostravam que o actual inquilino da Cidade Alta não tinham concorrentes à altura, nem mesmo dentro do seu partido, o que tornaria as presidenciais num autêntico plebiscito, tornando quase desnecessária a votação.
Segundo chumbo certeiro nas presidenciais
Sabendo que um dos grandes objectivos de certas personalidades próximas, e mesmo dentro, do MPLA querem que o regime angolano seja total e claramente presidencialista em vez desta encapotada situação em que a Constituição aponta para um regime parlamentarista semi-presidencialista, mas que a prática mostra ser claramente presidencialista, é sua vontade é que a actual Constituição sejam rapidamente revista.
Perfeitamente natural num regime democrático e onde o Parlamento é dominado por uma maioria qualificada de um partido, no caso o MPLA. Mal ou bem, com desacertos ou situações questionáveis, os adversários aceitaram e sancionaram o que o Povo, mesmo que em eventual teoria, decidiu. E se decidiu…
Pois é aproveitando esta situação de eventual alteração da Constituição, que não tem data prevista de início e, ou, termo, que o Presidente José Eduardo dos Santos, potencial jogador nas presidenciais, decidiu condicionar as presidenciais previstas para o próximo ano à aprovação da nova Constituição; ou seja, e como o próprio Presidente fez questão de sublinhar, o presidente eleito terá de o ser "a partir do que ficar plasmado na Lei Fundamental angolana" (...)" (Continuar a ler aqui ou aqui).
Publicado no
/Manchete, sob o título "Tudo pronto para adiar eleições presidenciais" e retranscrito no portal
, em 28/Nov/2008
/Manchete, sob o título "Tudo pronto para adiar eleições presidenciais" e retranscrito no portal 04 agosto 2008
Presidente Eduardo dos Santos falou ao País…
… numa mensagem em véspera da abertura oficial da Campanha eleitoral..
Depois de ter apelado a todos os cidadãos, partidos políticos e coligações partidárias para manterem uma postura responsável durante a campanha eleitoral e a votação, respeitando a lei e a ordem estabelecida, Eduardo dos Santos considera que as próximas eleições em Angola serão, ou poderão dar, "… um exemplo" ao continente e ao mundo "sobre a forma como realizar eleições democráticas, livres e transparentes" porque, segundo o Presidente a campanha e o acto eleitoral, assim ele o espera, irão decorrer com um alto padrão de civismo.
Para Eduardo dos Santos, não há razões para se alimentar qualquer pensamento pessimista ou derrotista dado que os Angolanos são "um povo pacífico e amante da liberdade que está consciente de que as grandes conquistas no domínio político, económico e social só se obtêm na paz, na estabilidade e na concórdia social".
Nada mais verdadeiro.
Lamentável que alguns correligionários seus pareçam ainda não ter compreendido isso. Mas talvez depois de ouvirem a Voz calma do “Príncipe” se mentalizem que as eleições não são mais que uma pequena cruz num papel e que serve, primordialmente, para saber qual o partido ou coligação que deverá Governar a grande empresa que se chama Angola!
Apesar da maioria dos observadores com quem já falei considerarem que esta foi uma mensagem de esperança virada mais para o exterior, quero acreditar que será no interior que ela terá mais impacto.
Porque acredito que 16 anos de “exclusividade” – má, péssima exclusividade – e 6 anos de Paz em construção terão criado novas mentalidades e novos gestores para o País e que estes saberão com calma e com a educação de que os Mais-velhos são credores – apesar de alguns devessem era se calarem e fazerem, mal, mas que o façam se isso for bom para Angola, comprarem quintas no estrangeiro –, afastá-los gentilmente do poder.
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Foi também publicado no portal noticioso Angola24horas.com, de 5/Ago/2008, juntamente com o apontamento sobre o comício do MPLA em Zonga.
Mais cabeça menos cabeça…
Segundo a Lusa, do mui respeitado primeiro-ministro português, José Sócrates, o tal que afirmou que o desenvolvimento em Angola era “notável”, o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) – ainda há alguma coisa para libertar em Angola? só se for o povo da miséria, porque há poucos, muito poucos, com milhões, muitos milhões, e muitos, muitíssimos, com quase nada, ou mesmo NADA! – terá juntado em Viana, na zona do Zango, cerca de 200 mil apoiantes ou assistentes no comício que marcou o final da pré-campanha (a campanha para Angola Mudar começa, oficialmente, amanhã).Já a insuspeita ANGOP (Angola Press, órgão oficial de notícias angolano e oficioso do MPLA – conseguem visualizar outras notícias que não sejam quase exclusivamente sobre o MPLA?) diz, com a pujança e imparcialidade que a caracteriza que estiveram lá só 1 milhão de apoiantes a assinalar o fim da pré-campanha!
Uma questão de números!
Como os portugueses estão entre os últimos na matemática teremos de concluir que a Lusa não sabe fazer contas.
Ou será que é a ANGOP que esteve a ver o comício com lentes de aumento, sabe-se lá de onde foram engarrafadas?
Em política tudo é permitido, mas a Comunicação social deve ser, dentro do possível, um pouco mais ajuizada no que transmite…
Numa coisa ambos estiveram de acordo – ao menos parece que ouvem bem – foi quanto à vitória do MPLA segundo Bento Bento.
Será que os Angolanos não quem que Angola Mude?
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Foi também publicado no portal noticioso Angola24horas.com, de 5/Ago/2008, juntamente com o apontamento sobre a comunicação ao Páis do presidente Eduardo dos Santos sobre a Campanha eleitoral.
26 julho 2008
O que se passou realmente no Sambizanga?
A malta do Sambila, desde que me recorde, foi sempre olhada de lado.
Todavia, tal como em outros lugares, seja da capital angolana, seja em qualquer sanzala Angola, seja num outro qualquer lugar do planeta Terra, há malta da pesada mas também os há que são Homens e Mulheres de letras grandes e de personalidades fortes e probas.
Por isso, não se compreende a chacina que houve no Sambizanga. E menos se compreende a disparidade – a diferença de uma vítima ou de mil vítimas, é sempre a mesma, vítimas – entre aquilo que as pessoas assistiram, mesmo que posteriormente, e o que as autoridades divulgam.
As pessoas do popular bairro de Santa Rosa no município sambila afirmam que foram 8 (oito!) as pessoas assassinadas – leia-se executadas! de nomes Dadão, Lito, Terenso, Santinho (que era auxiliar na paróquia de São Paulo), Mano Velho, André, Johnson e Nandinho – enquanto as autoridades se ficam pelas 7 vítimas.
Como já afirmei acima, vítimas, uma ou mais, são sempre vítimas e quando são assassinadas da forma como estas foram (as vítimas foram colocados no chão, de barriga para baixo, e executadas a sangue frio) ainda é mais estranho.
Tão estranho que quando as autoridades chegaram ao local pelos vistos não conseguiram discernir de mortos de feridos.
A população que estava no local afirma e assevera que uma carrinha branca do tipo Hyace “descarregou” alguns indivíduos armados que mandou os 8 jovens se deitarem e assassinou-os. A polícia firma que uma carrinha do mesmo tipo ao passar pelo local os ocupantes disparam e provocaram 5 mortos e 3 feridos que viriam a falecer no hospital.
Duas coisas em consideração.
Primeira, esteve a decorrer a recolha voluntária de armas – foram entregues cerca de 30 mil instrumentos de morte – e, estranhamente, aquelas que deveriam ser entregues parece que não o foram, ou será que são daquelas que estão em boas mãos?...
Todavia, tal como em outros lugares, seja da capital angolana, seja em qualquer sanzala Angola, seja num outro qualquer lugar do planeta Terra, há malta da pesada mas também os há que são Homens e Mulheres de letras grandes e de personalidades fortes e probas.
Por isso, não se compreende a chacina que houve no Sambizanga. E menos se compreende a disparidade – a diferença de uma vítima ou de mil vítimas, é sempre a mesma, vítimas – entre aquilo que as pessoas assistiram, mesmo que posteriormente, e o que as autoridades divulgam.
As pessoas do popular bairro de Santa Rosa no município sambila afirmam que foram 8 (oito!) as pessoas assassinadas – leia-se executadas! de nomes Dadão, Lito, Terenso, Santinho (que era auxiliar na paróquia de São Paulo), Mano Velho, André, Johnson e Nandinho – enquanto as autoridades se ficam pelas 7 vítimas.
Como já afirmei acima, vítimas, uma ou mais, são sempre vítimas e quando são assassinadas da forma como estas foram (as vítimas foram colocados no chão, de barriga para baixo, e executadas a sangue frio) ainda é mais estranho.
Tão estranho que quando as autoridades chegaram ao local pelos vistos não conseguiram discernir de mortos de feridos.
A população que estava no local afirma e assevera que uma carrinha branca do tipo Hyace “descarregou” alguns indivíduos armados que mandou os 8 jovens se deitarem e assassinou-os. A polícia firma que uma carrinha do mesmo tipo ao passar pelo local os ocupantes disparam e provocaram 5 mortos e 3 feridos que viriam a falecer no hospital.
Duas coisas em consideração.
Primeira, esteve a decorrer a recolha voluntária de armas – foram entregues cerca de 30 mil instrumentos de morte – e, estranhamente, aquelas que deveriam ser entregues parece que não o foram, ou será que são daquelas que estão em boas mãos?...
Segundo e assumindo que o meu forte não é matemática, parece-me que 5 mais 3 dão 8 vítimas e não 7 como as autoridades
persistem em afirmar!E se nos recordarmos que há poucos meses dois jovens actores foram objecto do “atira primeiro e pergunta depois” por parte da polícia e no mesmo município…
É por estas e por outras quando alguém de Luanda me diz “digo-te hoje isto porque amanhã não sei se estou viva, porque anda a fazer muitas perguntas”…
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E tudo isto a cerca de 1 mês das eleições legislativas!
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NOTA: Ikono, nos comentários, deixou um alerta e uma nota sobre este apontamento. Realmente quando o salvei verifiquei a falta do ponto de interrogação no título. Todavia, e dado o facto de haver dificuldades em aceder à Internet (tão difícil que esta é a 7ª vez que tento colocar esta nota!!!!) onde estou não voltei atrás e deixei ficar. Mas porque a questão apresentada é pertinente aqui está a rectificação com os meus agradecimentos. (nem nos comentários conseguia colocar esta nota… e viva o 1º Mundo e o Portugal informatizado; e é numa zona altamente turística…)
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