Transcrito no portal do Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/mundo/15-04-2012/33319-guine_angola-0/) e no portal Zwela Angola (http://www.zwelangola.com/opiniao/index-lr.php?id=8718)
13 abril 2012
Guiné-Bissau, os militares angolanos e a CPLP
Transcrito no portal do Jornal Pravda (http://port.pravda.ru/mundo/15-04-2012/33319-guine_angola-0/) e no portal Zwela Angola (http://www.zwelangola.com/opiniao/index-lr.php?id=8718)
11 fevereiro 2012
09 fevereiro 2012
Pululu no Zwela Angola 3
Dois textos do Pululu, publicados aqui (07/Fev.) e aqui (28/Jan.) citados no Zwela Angola (ambos publicados, igualmente, no Notícias Lusófonas).
http://www.zwelangola.com/opiniao/index-lr.php?id=8322
e
http://www.zwelangola.com/opiniao/index-lr.php?id=8246
29 novembro 2011
Pululu no Zwela Angola 2
23 novembro 2011
Entrevista ao Novo Jornal devido ensaio "Angola,..."2
(Eugénio Costa Almeida) Há vários factores necessários para que um estado seja considerado uma potência, seja local, regional, intermédia ou global como, por exemplo, ter capacidade de influenciar, de uma forma organizacional, política, ideológica, económica, militar e tecnologicamente. Ora, neste momento, Angola ainda não goza de capacidade tecnológica para ser vista como um potência de facto.
(ECA)Face à Nigéria e a Marrocos, definitivamente. Face à África do Sul já o caso é mais problemático. Os sul-africanos estão, tecnicamente, mais avançados e afirmados como potência africana. Todavia, Angola tem condições para, dentro de alguns anos, conseguir chegar ao mesmo estágio.
(ECA)Os principais trunfos são, não necessariamente por esta ordem, estabilidade política, militar e alguma certa estabilidade organizacional. Quanto aos constrangimentos apontam-se de ordem sociológica, tecnológica e uma quase mono-economia assente recorrentemente no maior impacto do petróleo e dos diamantes. Contudo, parece ser vontade governativa alterar este critério económico pouco saudável, como reconhece o OGE, que já reduz o impacto do petróleo a 13,4% do PIB em contrapartida com outras actividades económicas que já atingem 12,5% do OGE.
(ECA)Angola é, ou está, considerada como uma plataforma de estabilidade na região onde se insere; no caso na região central e médio-meridional de África. Tem um papel de moderador e de estabilizador. Quanto ao petróleo penso que já respondi na pergunta anterior. Ainda assim, não devemos esquecer que Angola é – e agora mais do que nunca com a crise da Líbia – um dos dois maiores produtores e exportadores de crude de África.
(ECA)É evidente que sim. E é também evidente que esse facto contribuiu e contribui para que o Pais continue a ser respeitado, não só pela dimensão, mas também pela sua qualidade. As FAA’s “aglutinaram” dois exércitos combatidos, poderosos, respeitados e organizados que melhoraram qualitativamente a já boa organização das FAA’s. E isso, num continente onde as forças castrenses são e continuam, mesmo com as alterações políticas e o fim da maioria dos monopartidarismo, a ser muito respeitadas, o que tem muito impacto!
(ECA)Não creio, embora possa haver algum fundo de verdade nessa interpretação. Mas, como se viu, Luanda não quis colocar tropas suas na região dos Grandes Lagos, limitou-se a “assessorar” a política de entente da África do Sul na zona, como declinou imiscuir-se militarmente na Somália. A presença na Guiné-Bissau insere-se, creio, na afirmação de Angola no seio da CPLP e da Lusofonia face à grande potência que é o Brasil e a potência cultural que é Portugal. Tal como foi a presença, simbólica, segundo uns, mais efectiva, de acordo com outros rumores, em São Tomé e Príncipe, a dada altura.
(ECA)O principal motivo deixar um trabalho para outros – ou mesmo eu – poderem continuar a desenvolver e porque fui incentivado nesse sentido durante a defesa oral pública do mesmo. Surpresas? Se houve, e há sempre, porque descobrimos sempre coisas novas, a haver aconteceram durante a investigação durante o chamado trabalho de campo. Outras surpresas, essas ficam para o leitor descobri-las, caso considerem-no haver.
(ECA)Nem pouco mais ou menos. Seria atrever-me a testar como influenciador da vida política nacional. E, honestamente, não me vejo nesse papel. Sou um simples analista político e, principalmente, um académico. E é nesse sentido que desejo ser lido e analisado. Se o livro ajudar a melhorar certos factores da vida política nacional ficarei contente por isso. Será o reconhecimento que o ensaio trouxe algo ao país. Agora ter capacidade de influenciar a actuação do poder político, penso que não. E quanto aos actores políticos externos, espero que eles continuem a olhar para nós com respeito e cordialidade. E se pudermos influenciar as suas vidas, então…
(ECA)Depende o que considerar balanço expansionista. Em qualquer dos casos precisamos de não esquecer que os Países permanecem enquanto os políticos são “recicláveis”. Ou seja, nem Eduardo dos Santos é permanente e numa democracia existe a saudável alternância do Poder, nem Angola pode manter-se encostada nas boas ou deficientes decisões de um qualquer político por mais credível e forte que tenha ou possa ter sido, como é o caso de José Eduardo dos Santos. Por isso, creio que quando dos Santos sair deixará, por certo, genes suficientes para que o País não perda a sua influência.
(ECA)Principalmente a estabilidade social, política e económica. Contudo é importante para a credibilidade de um Estado que as decisões políticas sejam praticadas com a maior transparência possível. E isso só é possível com a Democracia. Qual? Aí é que reside o grande problema. Segundo a Ciência Política a Democracia é a que nos oferece o Mundo Ocidental que bebeu na escola helénica. Ora os nossos Kotas dizem que em África também existe uma escola de Democracia que deve ser preservada. Isso deixo para os sociólogos especializados e para os antropólogos estudarem e nos oferecerem um trabalho nesse sentido.
(ECA)Eu acredito que existe um outro tipo diferente de Democracia que não tenha de ser somente a do Mundo Ocidental. Mas também acredito que é o Povo que deve dirigir os seus destinos através de indivíduos habilitados e acreditados para isso. E porque a Democracia, dada as suas variantes, não é o ponto fulcral que o disse.
(ECA)Não. É preciso ver o contexto. Pode ter parecido excessiva a afirmação, mas quando é analisada historicamente, não penso que seja. E o contexto foi histórico. É certo que a Alemanha é nesta altura o motor económico da Europa. Mas recordemos que, em certos períodos da História europeia, os germânicos estavam quase falidos e não deixaram de influenciar a região onde se inseriam. Por isso, compreendo a sua questão, mas não me parece que isso possa ser suficiente para que Angola não continue a afirmar-se como potência. E, vejamos – embora sob uma forma irónica – se virmos bem a economia alemã assenta quase exclusivamente e também numa monoeconomia: a da indústria automóvel. É evidente que estamos a conversar sob uma análise irónica.
(ECA)Não, porque a União Europeia ainda admite o cenário de Nações no seu seio. Ora a União Africana foi criada não como a sua antecessora, a OUA, ou seja, uma Organização de Países, Nações e Estados, mas visando a ideia peregrina de um visionário – fico-me por aqui na qualificação – chamado Kadhafi que queria uns Estados Unidos de África onde as Nações não existiriam mais e muito menos os Países! Ora quer a Alemanha, quer a França não prescindem do seu papel no seio da comunidade europeia e internacional. Talvez por isso a crise europeia não desenvolva nem acabe. Talvez possa degenerar mal. Recordemos que franceses e germânicos sempre se deram pouco bem e que ainda há territórios de uns na posse de outros…
(ECA)Claramente, e na minha análise, a citada África do Sul, Angola, naturalmente, a Nigéria, como reguladora de uma parte substancial do Golfo da Guiné, Senegal, o Estado mais equilibrado política, social e economicamente na região – apesar de ter sido derrotado militarmente durante uma das enésimas crises da Guiné-Bissau – o Quénia e, ou, o Uganda na região oriental, devido à sua influência nas questões do Corno de África e nos Grandes Lagos, também, tal como o Senegal, gozam de condições políticas sociais e económicas assinaláveis além de uma boa organização militar. Finalmente, no Norte de África, prevejo que Marrocos e Argélia serão os que, dentro de algum tempo, poderão apresentar-se como as principais referências da região setentrional africana, a par do Egipto. No entanto, este pretende afirmar-se mais no seio do Médio Oriente e não tanto em África.
(NJ)Em 2007, começou uma conferência, na Universidade Católica de Lisboa, a propósito do Dia de África, com este preambulo. “Ser-me-ia politicamente correcto começar por afirmar que o Continente africano prospectiva um futuro risonho e inimaginável, principalmente, com o apoio esclarecido e despretensioso de todos os que o apreciam e adoram. Ser-me-ia fácil fazê-lo. Mas não estamos aqui para sermos politicamente correctos mas para analisarmos que futuro se perspectiva para África”. Cinco anos depois, há menos razões para ser cauteloso?
(ECA)Parece-me que o texto é suficientemente esclarecedor e que a afirmação é suficientemente percebível para o que se passa, passou e, infelizmente, vai continuar a passar no seio das relações internacionais. Mas, sinteticamente, recordemos que enquanto esteve no Poder, Kadhafi foi a personna política africana que mais foi “acarinhada” pelos políticos mundiais, mesmo pelos políticos que tudo fizeram para o derrubar. Não foi por ser um déspota que foi derrubado. Não somos ingénuos.
(ECA)Questões político-militares e económicas tiveram muito mais impacto na sua queda que o facto de Kadhafi ter sido um sanguinário ditador. A sua deposição foi sinalizada quando começou a ameaçar os eventuais podres de alguns dos seus correligionários em certos países ocidentais e mesmo orientais. A desculpa dos ataques à sua própria população só serviu disso mesmo: de desculpa. Porque é que não se usa a mesma desculpa para os ataques às populações sírias pelo líder e homens de mãos do presidente sírio?
(ECA)Penso que como todos nós quero contribuir para um Mundo angolano, um Mundo africano, um Mundo melhor. Por outro lado, o blogue serviu para começar a guardar informações que mais tarde seriam úteis na dissertação para o Doutoramento.
(ECA)Fiquei. Até porque só soube deste prémio”, chamemos assim, por terceiros, mais concretamente através do engº Professor
(ECA)Tal como já formulei em tempos e ainda há momentos reapresentou essa questão, a política internacional, actualmente parece ter muito de pouco clareza. Talvez por isso pense que ainda devemos ser todos Pensadores e reflectirmos como tal. Será possível? Deveremos reformular o(s) nosso(s) pensamento(s)? Talvez! Talvez devamos ser mais executores. Mas como ser bons executores, bons gestores se não soubermos ser bons Pensadores?
28 setembro 2011
Pululu no Zwela Angola 1

20 junho 2011
Cimeira da CEEAC, falhanço da Comunidade ou…?
, de hoje na coluna "Malambas do Kamutangre"05 março 2011
19 janeiro 2011
Por hoje, sou tunisino…
E porque sou africano não posso deixar de, por uma vez, ser igualmente tunisino!
Foi com orgulho que vi um povo decidir, e de vez, abrir as grilhetas que o amarravam e amordaçavam e despachar quem o encarcerava.
Um povo que é reconhecido pela sua simpatia e liberdade dogmática que andava guilhotinada, esmorecida.
Um povo que via o seu nacionalismo ser espezinhado, há mais de 40 anos, primeiro por Borguiba, desde 1964 quando instituiu o partido único, e depois por Ben Ali e seus acólitos, desde 1987.
E porque os tunisinos foram sempre um povo reconhecido pela sua rica História e Cultura – recordemos que tiveram por berço Cartago que só foi destruído, mas não subjugado, pelo Império Romano – não poderia continuar a ver crescer o descontentamento social sem que nada alterasse, como já tinha ocorrido em 1998 quando o governo de Ali prendeu o líder dos Direitos Humanos. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
07 dezembro 2010
Negócios dos petrodólares no Futebol?
"A FIFA, no alto das suas naturais e compreensivas competências determinou que os Mundiais de futebol de 2018 e 2022 fossem atribuídos, respectivamente, à Federação russa e ao Qatar, preterindo, em especial, as candidaturas ibéria e britânica, para o de 2018, e norte-americana e australiana para o de 2022.Nada mais legítimo, salvo se… Pois aqui é que entram as inúmeras dúvidas.
Primeiro as divulgações da imprensa britânica de que havia corrupção no seio da FIFA e que haveria conluio entre uma das candidaturas a 2018 e outra de 2022. Segundo a FIFA isso não foi provado mas o certo é que três dos seus executivos foram afastados.
Mais tarde, já depois do anúncio da atribuição dos Mundiais o presidente da federação inglesa de futebol deu entender que os russos já saberiam que iriam ser os vencedores e que alguns executivos da FIFA teriam anunciado o seu voto aos britânicos, um dos quais cerca de uma hora antes da votação, e depois constataram de numa primeira volta só teriam 4 votos e na segunda rodada desceriam para 2 únicos votos, um dos quais do representante britânico.
Agora veio a terreiro um antigo presidente da federação russa de futebol dizer que Putin, actual primeiro-ministro russo, fartou-se de contactar os diferentes membros e países para obter o respectivo apoio na votação." (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no
, de hoje, na coluna "Malambas do Kamutangre"18 abril 2010
Fez hoje 30 anos e (dês)esperam…
Fez hoje 30 anos que os zimbabueanos se tornaram no Zimbabwe sob a égide de um revolucionário e de um patriota.30 anos depois constatam que o “velho” patriota revolucionário se tornou num déspota que não deseja largar o poder e colocou o País num caos profundo que nem os amigos já sabem como ajudar.
Até quando o País vai ter de suportar Robert Mugabe?
Até quando os amigos vão continuar a apoiar a esperar que ele saia por si como recorda hoje, e bem, Mário Pinto de Andrade, analista internacional e reitor da Univ. Lusíada de Angola, numa entrevista ao DN, sobre a situação no Zimbabwe “A solução passa, numa primeira fase, por este Governo de transição e, depois, por uma nova Constituição e por um acordo nas elites da ZANU-PF para a substituição de Robert Mugabe por nova liderança que possa trazer estabilidade ao país. Este teve papel importante na luta de libertação e é o pai da independência do Zimbabwe, mas, quando o líder no poder já não gere consensos, é melhor sair com dignidade do que originar uma guerra civil, factor de instabilidade no país e na região.”
Mas será que realmente haja quem esteja preparado para lho dizer cara a cara?
Citado no Zwela Angola na rubrica "Malambas de Kamutangre"
22 março 2010
Acidentes, a nova guerra-civil?
(Foto ANGOP)"Quando Angola precisa que todos os seus cidadãos estejam em pleno uso das suas faculdades para recuperar o desenvolvimento nacional parece que há quem não o entenda assim.
Segundo uma notícia do portal do Jornal de Angola, citando fontes das autoridades nacionais, durante os meses de Janeiro a Fevereiro do corrente ano, já faleceram nas estradas angolanas mais de 450 (QUATROCENTOS E CINQUENTA) pessoas devido a mais de 2000 acidentes!!!
Infelizmente, a maior parte dos acidentes, mais do que a estradas que ainda possam – e naturalmente que poderão e deverão – estar por reparar ou em deficiente estado de conservação, se devem, segundo a Direcção Nacional de Viação e Trânsito, à não observância do novo Código de Estrada por parte dos automobilistas, motociclistas e peões.
Luanda, Benguela, Huambo, Huíla e Moxico são as províncias onde se registam mais acidentes. (...)" (continuar a ler aqui ou aqui)
Publicado no , na rubrica "Malambas do Kamutangre", em 21/Mar./2010
29 dezembro 2009
Haverá quem queira calar a investigação?
Não andam alguns dos nossos dirigentes a recuperarem tempo anteriormente perdido – ou temperado – nas tarimbas da política voltando às Universidades para melhor compreenderem a vida social e política e académica?
Então como se compreende que personalidades como Fernando Macedo, Marcolino Moço e, mais recentemente, Nelson “ Bonavena” Pestana seja ostracizados em certos sectores da vida social e política só porque têm pensamentos académicos e sociais que não se enquadram nos habituais parâmetros daqueles que não gostam de ser verem contrariados.
Se os dois primeiros, ainda assim, estão a leccionar numa Universidade privada onde podem colocar o seu saber e a sua investigação ao serviço da academia já Nelson Pestana teve como prenda de Natal, o “direito” a ver a sua colaboração com o Instituto Superior João Paulo II ser colocado em causa e receber como prémio o “direito” a ir para o desemprego.
Tudo porque, segundo parece, alguns prelados, que terão visto alguns dos seus habituais e infindáveis fundos serem “congelados” pelo Vaticano que considera ser obrigação das Igrejas nacionais trabalharem para o seu próprio sustento, andam a pressionar quem “contraria” o Poder para que este não deixe de fazer cair o kumbu que lhes faz falta para a sua manutenção social.
Também a Universidade Católica onde, ainda, o Doutor Pestana (será que há muitos em Angola que possam colocar este título académico por extenso?) tem sido pressionada no sentido de prescindir dos serviços de um angolano que tem colocado as causas académicas e sociais, nomeadamente, os Direitos Humanos, a favor do desenvolvimento social de Angola.
Felizmente ainda há quem consiga manter a coluna vertical e não se submeter aos ditames dos que se submergem ao Poder e ao kumbu em contraste ao que determina as mais nobres princípios de solidariedade cristã, principalmente nesta época natalícia e de Boa Vontade.
Talvez por isso é que se vê a CEAST verberar artigos de opinião que lhe são contrários, padres católicos riscados das suas dioceses, jornalistas da Emissora Católica afastados por ordem de um qualquer poder autárquico, ou, pasme-se, haver prelados que já admitem a actual manutenção da Emissora Católica no seu “habitual” circunscrição, ou seja, só em Luanda para não se verem desfavorecidos pelo Poder.
Será que o Vaticano saberá destes factos estranhos e desta – parece, e só posso dizer parece – estranha subserviência ao Poder instituído?
06 novembro 2009
Moçambique pós-eleições, e agora?
Sabe-se que a estas eleições houve constrangimentos que ninguém dos observadores teve coragem de, com clareza, denunciá-los. Bem pelo contrário, aceitou-os, com naturalidade. Recorda-se os impedimentos pouco esclarecidos que levaram os partidos não oficiais – leia-se, de todos os partidos menos FRELIMO e RENAMO – a verem vetados em alguns círculos eleitorais.
Apesar disso, e a fazer fé em todos os relatórios dos diferentes observadores, apesar de certas anomalias o acto eleitoral terá decorrido sem problemas, sendo que o chefe dos observadores da União Africana, deu nota positiva ao acto.
Por isso, já se sabe, mesmo ainda sem resultados oficiais apresentados pela CNE local, que a FRELIMO e Guebuza foram – ou terão sido – os grandes vencedores.
Como, habitualmente, o também já seria espectável, já se sabe que a RENAMO contestou – ou contesta – os resultados intercalares ameaçando denunciá-los e não aceitá-los por os mesmos estarem feridos de ilegalidades e de fraudes.
Como é habitual neste partido, mesmo ameaçando, como parece que terá acontecido, pôr o País a ferro e fogo, ao ponto dos observadores estrangeiros, nomeadamente da União Europeia e da SADC dizerem que é aconselhável mais moderação na linguagem, principalmente quando proferida por um líder, ainda por cima da oposição
Ou seja, diplomaticamente, os observadores estão a aceitar que nem tudo decorreu tão bem como propalaram logo.
Entretanto, o Observatório Eleitoral moçambicano decidiu reunir-se à porta fechada com Afonso Dhlakama. Assim como assim e pelo sim, pelo não, a Polícia moçambicana já irá a caminho das antigas bases da RENAMO em Nampula…
Se fosse só a RENAMO já diríamos, como habitualmente… E para alicerçar as suas habituais queixas e desconfianças apresentou boletins de voto – em tudo iguais aos oficiais, numerados e verificados – já previamente assinalados que o STAE diz desconhecer.
Mas quando lemos no portal noticioso moçambicano, Canal de Moçambique, uma acusação tão forte como “Fraude filmada em Escola Primária na Beira” denunciada por alguém próximo do MDM e cuja transmissão do vídeo parece ter sido vetada pela TV Miramar embora tenha passado na TIM, uma televisão independente. Nas denúncias subsequentes o MDM acusa o presidente da mesa de ter recusado aceitar o protesto do seu delegado.
Mas houve também, segundo aquele portal denúncia forte fraude no distrito de Búzi onde cerca de 11000 (onze mil!!!) votos terão sido anulados e que os recursos apresentados pelas partes denunciadoras não foram aceites pelos membros das respectivas mesas.
Vamos aguardar que a CNE divulgue, definitivamente, os resultados e que as denúncias apontadas, mesmo que não passem só de uma “dor de corno” sejam totalmente analisadas e bem escrutinadas pela CNE e pelo PGR moçambicano. A bem da transparência e para não ferir o Prémio Mo Ibrahim de Boa Governação, conquistado por Joaquim Chissano, em 2007… (de notar que em 2009 não houve vencedores…)
