
Interessante como já há quem esteja a ganhar, e bem, com a suspensão decretada pelos técnicos eurocratas dos sobrevoos europeus da TAAG.
Primeiro a TACV que, apesar da “fraternidade” demonstrada com a sua congénere angolana mostrou não ter capacidade para suprir a falta que os aviões fariam na carreira Lisboa-Luanda-Lisboa.
Por esse facto foi parcialmente
substituída por uma companhia portuguesa de charters, Orbest – pessoalmente nunca tinha ouvido falar nela, mas também já há um largo tempo que não me aerotransporto, nomeadamente nas chamadas “
low coast” e, ou, “
charters” – com quem celebrou um contrato de exploração e fretamento, quanto mais não seja para manter e assegurar os “
slots” – espaços – na placa do aeroporto da Portela (será que este não será substituído – o novo presidente da Câmara de Lisboa nunca disse se iria manter a Portela na Portela – ainda antes da TAAG voltar com a sua bela palanca negra orgulhosamente visível na cauda do avião?).
Agora é a empresa portuguesa EuroAtlantic Airways, aproveitando o facto de ter sido seleccionada com a TAAG – a euro-proscrita – para a privatização da STP Airways, que vai fazer
quatro voos entre Luanda, Lisboa e Paris, neste mês de Julho.
Mas o mais interessante é sabendo que a TAAG não pode operar em céus eurocratas até Outubro como há ainda
empresas portuguesas que mantém à venda pacotes turísticos para Cabo verde e São Tomé e Príncipe em voos TAAG. Dizem que querem defender o nome e a sigla da TAAG. Talvez…
É só ganhar à custa da Palanca e da incompetência dos apadrinhados que já tinham sido previamente avisados das consequências que a TAAG sofreria se não tomasse certas medidas de segurança que, segundo parece, são exigidas na Europa – não são também nos EUA e com mais energia e exigência? – e não foram tomadas a sério.
Num país democrata – e acredito que o meu país para lá caminha – a responsabilização política é tão forte como a técnica.
O que também não me surpreenderia, era se essas medidas não tivessem sido antecipadas devido à compra, pela TAAG, de aviões da Boeing em vez da super-eurocrata Airbus.
Dúvidas…
NOTA: Apontamento foi reproduzido no

, portal noticioso angolano, como
Artigo de Opinião, em 18-Julho-2007.