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06 dezembro 2010

TAAG em puzzle?

Segundo as agências noticiosas e televisões a cidade de Almada terá sido hoje palco de sementeira de peças que terão sido projectadas de um avião da TAAG que teria descolado momentos antes do aeroporto da Portela, em Lisboa.

“Pedaços de avião caíram em vários pontos de Almada (JN)

Pequenos pedaços metálicos de um avião que sobrevoou Almada durante a manhã de hoje, segunda-feira, caíram em alguns pontos da cidade sem causar feridos, disse fonte dos bombeiros voluntários locais, adiantando que o aparelho já aterrou no aeroporto de Lisboa.”

Dado que os aviões da TAAG que “circulam” nos céus europeus são, em princípio, novos é de crer que a Boeing, empresa que os forneceu, não deverá estar muito bem vista. Ou será que voltamos aos tempos dos “frendship/fokker” e “dakotas” da antiga DTA que estavam todos “aparafusados” com fios?

Espero bem que tenha sido só um pequeno percalço na manutenção e sem grande impacto excepto, como anuncia a SIC, os 10carros destruídos e os dois feridos ligeiros.

Texto citado no portal Global Voices, em português e inglês

30 março 2010

TAAG já tem céus abertos na UE

A Comissão da União Europeia (UE), em comunicado hoje divulgado, autorizou a companhia aérea angolana TAAG a voltar a voar para todos os destinos da União Europeia "sob determinadas condições estritas e com aeronaves específicas".


Ainda assim e para melhor salvaguarda da imagem angolana, propõe às autoridades de aviação civil angolanas que deverá intensificar a fiscalização sobre todas as transportadoras e continuar o processo de voltar a certificar as outras transportadoras aéreas angolanas que continuam proibidas de operar na UE.

14 julho 2009

TAAG, dois anos depois…

Finalmente a TAAG volta, cerca de dois anos depois, a poder voar em céus europeus, ainda que à condição.

De acordo com o boletim da União Europeia,
hoje divulgado, e depois de constatar que a Comissão “"reconhece" o "progresso" realizado pela aviação civil angolana e pela TAAG para "resolver progressivamente quaisquer deficiências de segurança"”, retirou a companhia da Palanca Negra da lista negra e permite, durante um período – que será de observação no desenvolvimento das medidas implementadas – voar para um dos países europeus. O destino aprovado foi Lisboa, pelo que a TAAG irá fazer cerca de 10 voos semanais entre Luanda e a capital portuguesa.

Todavia, as restantes companhias de bandeira ou registadas em Angola continuam interditas voarem para Europa (
ver aqui). Também as aeronaves tipo Boeing B-777, com as matrículas D2-TED, D2-TEE e D2-TEF, parecem estar impedidas de voar nos céus europeus. A não ser que haja alguma razão mais válida parece-me que continua a haver aqui uma “certa imposição” comunitária em compra de aviões da Airbus. Mas depois dos últimos acidentes com esta companhia…

09 abril 2009

Pululu e os leitores: ainda a TAAG...

(imagem Internet)

Sobre o apontamento anterior um leitor do Pululu, infelizmente colocado sob o anonimato – quero acreditar que só por esquecimento não assinou – deixou um comentário onde se percebem oportunas questões e flechas razoavelmente bem dirigidas até porque algumas já foram colocadas pela imprensa angolana independente.

Talvez que os responsáveis da TAAG possam prestar alguns esclarecimentos…

Citação:
Tenho imensa pena de ter de afirmar isto, e faço-o com conhecimento de causa, não estou aqui a pretender colocar mal a nada nem a ninguém.

Ao longo dos anos: todos sem excepção que dirigiram a TAAG, serviram-se dela com gozo e prazer.

Nunca a serviram. Serviram-se dela.

Investiguem para conhecerem e entenderem o porquê disto. A relação da TAAG com as organizações que regem a aviação Civil...
A TAAG brincou, abusou muito. Agora, agora é hora dela, digo daqueles que dela se beneficiaram colocarem a mão na consciência e redimirem-se de tudo...Eles sabem bem do que estou a falar, diga-se tão somente isto: e a Clearinghouse??? anos sem cumprir! Do que reclamam??? Por favor tenham vergonha...

Sejam sérios...A Aviação é uma coisa séria. Não se coaduna com a falta de seriedade com que a TAAG é gerida... trata-se de vidas humanas...
Não brinquemos...

Fim de Citação

08 abril 2009

E a TAAG continua à espera…

Só não sabemos de quem é que a TAAG continua à espera desde que em Junho de 2007 foi impedida de sobrevoo do espaço aéreo euro-comunitário.

Se de um berro, bem dado e bem alto, do Governo, se de um murro na mesa por parte das autoridades aeroportuárias angolanas ou que Bruxelas se capacite que a TAAG é uma empresa não europeia e, como tal, não sujeita aos diferentes e monopolizados ditames da União Europeia.

Ou seja, os eurocratas têm de compreender que se a TAAG optou pela Boeing, como uma empresa livre que é apesar de ser Estatal e de Bandeira, foi porque achou que a qualidade-preço daquela companhia era superior à da eurocrata Airbus. Quando é que Bruxelas compreenderá, de vez isso?

Seria aceitável que os especialistas da União Europeia condicionassem – e condicionem – o sobrevoo da TAAG no espaço europeu se as razões fossem unicamente operacionais e de segurança.

Parece que quer uma quer outra já foram substancialmente rectificadas. Pelo menos nos motivos que levaram a União Europeia manter a proibição não são claras a manutenção daquelas razões.

Mais, os eurocratas de Bruxelas realçaram os “progressos significativos” e os significativos “
trabalhos de casa” efectuados pela companhia angolana que tem sido acompanhada por especialistas norte-americanos e europeus. Ainda, assim, mantém a TAAG na lista negra das companhias impedidas de sobrevoar o espaço europeu.

Não quero com isto atestar a inocência da TAAG. Se não está em condições técnicas e de segurança, há que dizê-lo. Mas há que dizê-lo de forma frontal e directa. Não com subterfúgios como os que temos vindo a constatar por parte de Bruxelas.

Porque se a segurança da companhia de bandeira angolana é questionável então porque não impede a Organização Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) o voo das diversas aeronaves angolanas a nível mundial? Parece que há 30 anos!!!! que a companhia angolana, cujo matrona/patrono é a nossa “Palanca Negra”, não actualizaria as normas e procedimentos da IATA.

Demora assim tanto essa actualização? Ou será que o que estará por detrás serão interesses económicos, principalmente quando a Airbus parece não mostrar capacidade para entrega atempada de aviões e alguns dos mais recentes incidentes aconteceram com aeronaves desta empresa…

Enquanto isso outras companhias vão voando de e para Angola a preços que muito bem lhes interessam…
Retranscrito pelo , de 9/Abr/2009, na rubrica "Opiniões e Análise"

25 novembro 2008

Enquanto uns definham outros levam prémios

(imagem daqui)
Pelo menos, uma vez por dia, faço uma visita a Maputo, através do académico Carlos Serra e via "Diário de um Sociólogo".

Qual não foi a minha agradável surpresa ao ler um
apontamento sobre as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Segundo Carlos Serra, a LAM, companhia de bandeira de Moçambique, terá sido hoje foi galardoada, em Ouagadougou, Burkina Faso, por, e passo a citar, “ter sido considerada
a melhor companhia área africana do ano, no âmbito regional, pela Associação Africana das Companhias Aéreas.”

Se nos lembrarmos que não há muito tempo também a LAM esteve entre as interditadas no espaço aéreo europeu e um seu administrador foi detido por irregularidades administrativas temos de reconhecer que a sua Administração e o estado moçambicano souberam dar a volta ao texto e colocar a LAM num galarim que muitas companhias africanas e, porque não dizê-lo, euro-regionais gostariam de estar.

Parabéns à LAM e a todos aqueles que contribuíram para o galardão, ou seja, a administração e os seus colaboradores.

O certo é que enquanto uns se singram e voam outros, infelizmente, parecem ter perdido a capacidade de voar (saltar elegantemente) como o patrono que até há pouco o caracterizava (e se espera que a (re)nova mantenha a imagem)…

13 novembro 2008

Morra a TAAG, Viva a TAAG

"O Conselho de Ministros decidiu exonerar o Conselho de Administração da transportadora aérea nacional, TAAG e, simultaneamente, optou por “matar” a actual TAAG e refundá-la, procurando torná-la numa companhia de bandeira angolana “à altura do desenvolvimento económico que Angola vive actualmente” e ser uma verdadeira montra turística de Angola.

Para que a “refundação” da TAAG seja efectiva e credível, o Governo está à procura de parceiros estratégicos, sendo que a alemã Lufthansa já se perfila como potencial candidata. Ora para quem está em 122º lugar entre 124 companhias aérea mundiais, como é o caso da TAGG, não deixa de ser, no mínimo, estranho este interesse, que, segundo parece, também está nas cogitações da portuguesa TAP.

Relembra-se que a TAAG está há cerca de um ano na lista negra da União Europeia, lista essa que pensa incluir todas as restantes companhias aéreas angolanas, embora só a SonAir, da petrolífera Sonangol, ser a única que opera em céus europeus.

Persisto em achar que esta proibição ultrapassa unicamente questões de segurança e operacionalidade.

Continuo a defender que por detrás desta proibição estão questões económicas, leia-se, a não compra de Airbus europeu e liderado pela administração francesa que não será, também alheia, a questão Angolagate. Tal como nunca foi devidamente esclarecida as questões levantadas em Outubro de 2007, pelo Semanário Angolense, sobre Angola poder ser uma rampa para saída de aviões-bombas.

Relembra-se que foi poucas semanas depois de Angola ter optado pela americana Boeing em vez da europeia Airbus que a TAAG sentiu a pesada mão da União Europeia. (...)
" (continue a ler aqui ou aqui)
Publicado na rubrica "Colunistas" do de hoje

12 outubro 2008

Eu bem defendo a TAAG, mas…

(imagem daqui)

Mas quando leio coisas como as que um cidadão brasileiro (ou cidadã) a trabalhar em Angola nos oferece informações como a que colocou no seu interessante blogue “Casa de Luanda” sobre uma viagem na TAAG entre Luanda e Rio de Janeiro, somos obrigados a concordar, mesmo contrafeitos, que a Europa terá razões, que os comuns dos mortais desconhecem ou que os senhores da Companhia desejam abafar, para impedir a circulação das aeronaves da companhia de bandeira angolana circularem nos céus eurocratas.

Numa
deliciosa narrativa o referida cidadão brasileiro, que assina por "X" – só espero não lhe arranjar problemas de maior – descreve uma viagem sui-géneris, e com algumas fotos exemplares, entre as duas cidades irmãs do Atlântico sul. Uma delícia se não fosse o perigo que a mesma representa.

Fez-me recordar uma viagem, feita há uns anos, quando estava na universidade, entre Moscovo e a então Leninegrado (São Petesburgo) pela nesse tempo soviética Aeroflot. Também nessa viagem circulava entre os bancos marcados, mas não cumpridos – cada um sentava-se onde havia um lugar vago, nem que fosse, passe a imagem, mas não tanto, na casa-de-banho – galináceos, produtos agrícolas, roupas, e outros objectos que não consegui identificar dada a hora tão madrugadora da viagem. Só queríamos era chegar ao destino e sair daquela caixa voadora.

Ou seja, depois de ler o apontamento de "X" fiquei com a triste ideia que as linhas mestras da antiga Aeroflot estão implantadas na nossa TAAG. Já é tempo, e agora que há Ministro novo mais ainda, de alguém dar “dois murros na mesa” e, caso necessário, despachar os gestores da TAAG e obrigar a alterar este tipo de coisas. Ah! e que a correcta atitude do “chefe da equipe de comissários” não se ficasse só pela chamada de atenção ao brasileiro – que parece que o que queria era sair do avião da TAAG, o mais rápido possível, mesmo que fosse sob escolta da Polícia Federal – mas também aos factos antecedentes do voo.

25 julho 2008

E a TAAG continua a voar somente no éter netiano europeu…

Uma vez mais a União Europeia decidiu que a companhia aérea angolana Transportes Aéreos Angolanos – Linhas Aéreas de Angola (TAAG) vai permanecer fora do espaço aéreo europeu, pelo menos até Outubro.

Se da parte da UE não houvesse factores exógenos quanto a esta proibição até a aceitaria como natural. Se não cumpre com as regras de segurança então há que manter a companhia parada.

Só que factores francófonos – leia-se, Airbus, embora a França tenha dito que foram detectadas "sérias deficiências" ao nível de segurança na frota da transportadora angolana – e a proximidade das eleições legislativas em Angola acabam por tornar inapropriado um estudo da actual situação da TAAG.

Com o plano de imigração aprovado, com a previsível “fuga” de certos cérebros – a Europa já se apercebeu que certos senhores andam a comprar imobilizados na Europa – é perfeitamente natural que a TAAG continue em banho-maria. Não fossem os aviões entrarem cheios na Europa e voltarem vazios para Angola…

Porque só factores como estes se entendem que a TAAG mantenha fora dos céus europeus e uma empresa aérea iraniana Mahan Airlines tenha saído da lista por “esforços significativos e progressos realizados por esta transportadora" e verificados durante uma inspecção local realizada no Irão”.

Registe-se que a verificação foi no Irão. Também membros europeus estiveram em Luanda, constataram que havias grandes avanços nos problemas detectados anteriormente mas… “não era ponto de ordem da entidade europeia a análise da TAAG”.

Há interesses políticos que continuam ser mais fortes que outros.

E, depois, há um factor, novamente abordado pelo Le Point, chamado… Angolagate e o facto de um dos visados no artigo ser a mesma personalidade que há dias comprou uma quinta vinícola em Portugal por uns simbólicos 1 milhão de euros!

E enquanto isto se mantiver a TAAG limitar-se-á a voar nas ondas da Internet europeia…

23 maio 2008

Sarkozy em Luanda

(foto Angonotícias)
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, efectua esta sexta-feira uma visita relâmpago a Luanda.
Segundo o presidente Eduardo dos Santos, esta visita só acontece devido aos esforços de Sarkozy em tudo ter feito para “ultrapassar os "obstáculos" que impediam as boas relações entre os dois países, falando numa "nova era" nas relações bilaterais”.
Ou seja, e por outras palavras, por ter abafado o caso “Angolagate”, já velhinho de uma década, e alguns dos eventuais indiciados!
E com o petróleo a preços tão altos convém recuperar o prestígio – nunca perdido, diga-se, – da petrolífera francesa Elf-Total que já chegou a deter alguns dos mais importantes poços petrolíferos da costa angolana…
E, já agora, pode ser que o presidente Eduardo dos Santos consiga persuadir os seu colega francês a solicitar à euro-franco-qualquer-coisa Airbus a deixar cair o lobby anti-TAAG por esta não ter comprado aviões àquela companhia.
É que dizer que a TAAG já está no bom caminho quanto à segurança é uma utopia, até porque essa mesma companhia não vê os seus voos proibidos noutras regiões; e uma delas bem mais restritiva que a europeia, os EUA.

24 novembro 2007

TAAG está amargurada com a UE

"A TAAG, muito legitimamente, que esperava que a União Europeia (UE) levantasse o embargo à circulação e estacionamento das suas aeronaves nos céus e placas europeias viu essa pretensão desfeita.

Relembremos que foram franceses que detectaram falhas em aviões comprados à Boeing – por acaso os franceses são dos principais sócios da europeia Airbus – em Novembro do ano passado – aviões novos com falhas? – e que levaram a TAAG a ser incluída na "lista negra" de companhias interditas de voar para a Europa.

Por acaso os mesmos franceses que acusavam Angola de estar "metida" no "Angolagate" mas que devido à prevista visita do senhor Sarkosy, presidente da França, a Luanda na próxima semana já afirmaram que nenhum dirigente ou líder angolano está indiciado no referido processo judicial. (...)" (pode continuar a ler aqui)
Publicado no /Colunistas de hoje sob o título acima.

10 agosto 2007

Salvaguardam-se os céus europeus ou

"Há cerca de um ano, a LAM, a companhia de bandeira moçambicana, viu o seu nome na lista negra das companhias de aviação a operarem sobre os céus europeus por não dar garantias de fiabilidade e idoneidade técnica para tal. Passado quase um ano, a companhia de bandeira angolana, TAAG, que por acaso comprou aviões novos à Boeing em vez de o fazer à eurocrata Airbus, foi penalizada com o mesmo destino: impedida de sobrevoar o espaço aéreo unitário europeu.
Há similitudes? Parece que não. Se no caso da LAM havia problemas técnicos que foram, atempadamente, solucionados e com ajuda europeia, no caso angolano parece haver interesses políticos e económicos, mais que técnicos ou de segurança, por detrás desta suspensão.
Por um lado a vontade da TAAG em preferir aviões norte-americanos da Boeing em vez dos europeus da Airbus o que, desde logo, inviabilizou um excelente contrato que os europeus desejavam e previam vir a acontecer. (...)
" (continuar a ler aqui)
Publicado n' 035, de hoje, com o título "Salvaguardam-se os céus europeus ou os interesses económicos?"

18 julho 2007

Ainda a TAAG e pelas más razões...

Nos comentários do apontamento "Já há quem ganhe com a TAAG!" está um comentário que pela sua natureza se propõe que as pessoas o leiam.
É um grito de revolta e de raiva pela inoperância de quem deveria ser responsável pelos actos políticos e técnicos de quem supervisiona e gere a TAAG.
Segundo a denúncia, infelizmente - embora nestes casos até compreenda - é anónima, mas nem por isso deve deixar de ser lida, "...mais de metade dos passageiros, do voo TAAG, que partiu de Lisboa para Luanda ontem, dia 17 de Julho 2007, por voltas das 13:00, chegou ao destino sem conseguir reaver a bagagem!!!"
Não enxovalhemos mais o nome da TAAG. Para isso é necessário que as autoridades areonáuticas angolanas tomem mais atenção ao que se passa na companhia de bandeira angolana e, ou, nas empresas que foram sub-contratadas pela TAAG!
Mas como, por vezes e não poucas vezes, as culpas não são das companhias de aviação mas dos aeroportos e como o Aeroporto 4 de Fevereiro não goza de muito prestígio talvez fosse também boa ideia ver o que lá se passa...

Já há quem ganhe com a TAAG!

Interessante como já há quem esteja a ganhar, e bem, com a suspensão decretada pelos técnicos eurocratas dos sobrevoos europeus da TAAG.
Primeiro a TACV que, apesar da “fraternidade” demonstrada com a sua congénere angolana mostrou não ter capacidade para suprir a falta que os aviões fariam na carreira Lisboa-Luanda-Lisboa.
Por esse facto foi parcialmente substituída por uma companhia portuguesa de charters, Orbest – pessoalmente nunca tinha ouvido falar nela, mas também já há um largo tempo que não me aerotransporto, nomeadamente nas chamadas “low coast” e, ou, “charters” – com quem celebrou um contrato de exploração e fretamento, quanto mais não seja para manter e assegurar os “slots” – espaços – na placa do aeroporto da Portela (será que este não será substituído – o novo presidente da Câmara de Lisboa nunca disse se iria manter a Portela na Portela – ainda antes da TAAG voltar com a sua bela palanca negra orgulhosamente visível na cauda do avião?).
Agora é a empresa portuguesa EuroAtlantic Airways, aproveitando o facto de ter sido seleccionada com a TAAG – a euro-proscrita – para a privatização da STP Airways, que vai fazer quatro voos entre Luanda, Lisboa e Paris, neste mês de Julho.
Mas o mais interessante é sabendo que a TAAG não pode operar em céus eurocratas até Outubro como há ainda empresas portuguesas que mantém à venda pacotes turísticos para Cabo verde e São Tomé e Príncipe em voos TAAG. Dizem que querem defender o nome e a sigla da TAAG. Talvez…
É só ganhar à custa da Palanca e da incompetência dos apadrinhados que já tinham sido previamente avisados das consequências que a TAAG sofreria se não tomasse certas medidas de segurança que, segundo parece, são exigidas na Europa – não são também nos EUA e com mais energia e exigência? – e não foram tomadas a sério.
Num país democrata – e acredito que o meu país para lá caminha – a responsabilização política é tão forte como a técnica.
O que também não me surpreenderia, era se essas medidas não tivessem sido antecipadas devido à compra, pela TAAG, de aviões da Boeing em vez da super-eurocrata Airbus.
Dúvidas…
NOTA: Apontamento foi reproduzido no , portal noticioso angolano, como Artigo de Opinião, em 18-Julho-2007.

28 junho 2007

TAAG, um mal nunca vem só...

Como gostaria que o apontamento 1500 deste blogue fosse outro...
No dia em que a União Europeia (UE), através da sua Comissão Europeia anunciou a intenção de incluir a companhia de bandeira angolana TAAG na "lista negra" de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu por razões de segurança, uma aeronave da TAAG, um Boeing 737-200, despenhou-se quando se fazia à pista de Mbanza Congo, proveniente de Luanda, embatendo num edifício.
Do acidente registaram-se 4 a 6 mortos e vários feridos.
Entre as vítimas estão o administrador municipal da primeira capital do antigo Reino do Congo e um padre superior carmelita de ascendência italiana.
Realmente, às vezes um mal nunca vem só.
Espera-se que a comissão de emergência já criada consiga perceber as reais causas do acidente – que não seja como em certos países que as comissões de inquérito dão sempre erro humano… – e que a TAAG possa rapidamente voltar aos céus europeus.
Como uma desgraça nunca vem só, já não bastava à Diáspora não se poder recensear, e concomitantemente, votar, para agora nem ao seu País poder ir em aviões de bandeira angolana!

07 julho 2006

Boicote ou má-gestão?

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, terá sido obrigado a adiar uma visita à província de Malange devido a "uma estranha sequência de voos anulados" que o porta-voz da TAAG, Anastácio Fernandes, tendo confirmado o adiamento do voo de quinta-feira entre Luanda e Malange, frisou que a decisão foi originada pela necessidade de respeitar as regras de segurança da aviação civil.
Ora, segundo parece, uma das regras foi ter obrigado o avião, que deveria voar para Malange, ter aterrado em Luanda, proveniente de Negage, Uíge, “sendo necessário proceder à sua limpeza antes do embarque dos passageiros, o que demora cerca de uma hora”. Será que alguém vomitou – mais do que devia – no avião?
Por outro lado, como as"regras da aviação civil determinam que os aviões não podem aterrar em Malange depois do pôr-do-sol, o que em Malange ocorre cerca das 17:00 nesta altura do ano", e como a limpeza só terminou por volta das 17,00 horas…
A ajudar à festa o facto da TAAG estar a sentir algumas dificuldades para a realização dos voos domésticos pelo ao facto de apenas dispor de dois aviões(????), já que o terceiro se encontra parado "por razões de ordem operacional e técnica" e cada aparelho ter de realizar diariamente ligações de Luanda a várias capitais provinciais...

Comentários: Ainda são necessários?!?!?!?!

12 janeiro 2006

Angola paga dívida com 14 anos

Foi preciso o Estado angolano passar por um vexame de ver um avião da TAAG ser penhorado pelos Tribunais portugueses para que uma dívida com 14 (sim, catorze) anos fosse liquidada.
Foi o que aconteceu agora.
O Estado angolano decidiu que é altura para ser o que desde sempre deveria ser: uma pessoa de bem. Por esse facto decidiu pagar a citada dívida – cerca de 1,8 milhões de euros, incluindo juros – que tinha com uma empresa portuguesa há já 14 (catorze, repito, isso mesmo catorze) anos.
Vale mais tarde que nunca.
Pena foi passar pela imagem vexatória que passou: uma avião ser penhorado com passageiros a bordo como, segundo consta, aconteceu.
Não tinha sido mais fácil ter negociado esse pagamento há mais tempo e evitado esta triste situação?
Que este seja o princípio do fim das dívidas de Angola.
O País não precisa destas situações absurdas.