
Segundo este portal moçambicano o jornal "The Saturday Star", acusa o ANC de estar a preparar um grupo de cerca de 50 jovens provenientes da Swazilândia dando-lhes treinos militares na província sul-africana de Mpumalanga com capital em Nelspruit e com instrutores recrutados no Quénia e entre antigos guerrilheiros da Renamo.
De acordo com aquele periódico, citando um membro do “Congresso Juvenil da Suazilândia” (Swayoco – o braço juvenil do “Pudemo” Partido Popular Unido Democrático), a formação ideológica dos alegados rebeldes estaria a cargo de militantes do ANC e as sessões de educação politica, estariam sob a responsabilidade de Godfrey Sibiya, secretário da Liga de Jovens Comunistas (YCL) para a região de Nkomazi.
Ora esta formação político-militar visará(ia) a queda da decrépita e autocrática monarquia swazi.
Todavia tanto a Renamo como o Pudemo já vieram negar tais acusações.
Pelo lado da Remano, o o porta-voz, Fernando Mazanga, disse que “refuta qualquer envolvimento” do seu partido “numa empreitada do género”.
Já o presidente do Pudemo negou ter conhecimento da existência do campo de treinos militares referido pelo "The Saturday Star" e que o seu partido “não dispõe de bases militares nem tão pouco utiliza o território de qualquer país para o treino de exércitos secretos” além de estar empenhado em “erradicar o sistema de representatividade, vulgo “Tinkhundla” (conselhos tradicionais) substituindo-o por um regime democrático.”
Registe-se que ele não negou a sua existência. Negou, outrossim, ter conhecimento da sua existência…
Em qualquer dos casos é muito grave até porque o ANC é o suporte de um governo que se diz – e quero continuar a acreditar que sim – democrático na terra do arco-íris.
Será que Mandela saberá disto? Não quero crer!