
Três anos após do início da segunda guerra do Iraque...

em que, e até agora, cerca de 100.000 pessoas, 1/3 das quais – números não oficiais – militares da coligação, terá morrido;

terá permitido ao Irão reforçar exponencialmente a sua capacidade política-militar – a crise nuclear é o caso mais paradigmático – e religiosa – isto apesar dos árabes não gostarem, nem um pouco, dos persas – na região;

os tristes escândalos com as prisões de Abu Grahib e Guantanamo ou das hipotéticas prisões secretas da CIA que minaram a credibilidade cívica dos libertadores;

onde a emergência de uma guerra-civil (dita guerra menor) intra-muros, entre xiitas e sunitas que se digladiam sanguinolentamente pela supremacia político-religiosa dos ritos a que pertencem;

é difícil escamotear a contínua instabilidade social na região, nomeadamente, na Palestina;

não se vislumbra a destruição da horrenda Medusa que dá pelo nome de Bin Laden ou Al-Qaeda;

um governo iraquiano foi constituído após as eleições mas não consegue governar – também não se abe quem manda no Iraque, se os iraquianos ou o representante do senhor George W. Bush, hoje tão cruamente insultado – quem o fez assume que o sabe pessoalmente – por outro candidato latino-americano a ditador

são cada vez mais credíveis as mentiras ou menos-verdades, agora também “
denunciadas” por Durão Barroso – por acaso um das 4 personalidades dos Açores –, numa recente entrevista a um periódico francês quando admitiu que a invasão foi feita sobre enganos;

que permitiu a destituição de um genocida ditadorzeco, apeado do poder por aqueles que, em tempos, o tiveram por aliado;
será que valeu mesmo a pena? Eu gostava de acreditar que sim…